Berliner Boersenzeitung - Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados

EUR -
AED 4.302619
AFN 72.638318
ALL 95.603094
AMD 431.878807
ANG 2.097662
AOA 1075.507446
ARS 1630.8359
AUD 1.615579
AWG 2.110304
AZN 1.99945
BAM 1.956238
BBD 2.359669
BDT 143.812209
BGN 1.95644
BHD 0.441978
BIF 3486.028541
BMD 1.171577
BND 1.490921
BOB 8.096055
BRL 5.888817
BSD 1.171582
BTN 112.066143
BWP 15.783006
BYN 3.264603
BYR 22962.916957
BZD 2.356308
CAD 1.60594
CDF 2625.505158
CHF 0.91581
CLF 0.026408
CLP 1039.329512
CNY 7.956124
CNH 7.950219
COP 4445.398123
CRC 533.328553
CUC 1.171577
CUP 31.046801
CVE 110.655135
CZK 24.327919
DJF 208.212632
DKK 7.472548
DOP 69.416143
DZD 155.118147
EGP 61.994247
ERN 17.573661
ETB 184.376952
FJD 2.560893
FKP 0.866041
GBP 0.866089
GEL 3.139424
GGP 0.866041
GHS 13.242448
GIP 0.866041
GMD 85.525666
GNF 10283.522856
GTQ 8.938002
GYD 245.111173
HKD 9.172924
HNL 31.1758
HRK 7.533714
HTG 153.009493
HUF 358.229119
IDR 20516.663355
ILS 3.410104
IMP 0.866041
INR 112.115446
IQD 1534.766388
IRR 1538281.120455
ISK 143.612268
JEP 0.866041
JMD 185.285963
JOD 0.830666
JPY 184.939933
KES 151.344328
KGS 102.454005
KHR 4699.197143
KMF 493.234395
KPW 1054.43934
KRW 1745.468735
KWD 0.361116
KYD 0.976348
KZT 549.878462
LAK 25716.123453
LBP 105150.026727
LKR 380.231651
LRD 214.57466
LSL 19.226057
LTL 3.459363
LVL 0.708675
LYD 7.410193
MAD 10.747758
MDL 20.0931
MGA 4891.33573
MKD 61.635919
MMK 2459.473576
MNT 4193.865493
MOP 9.450699
MRU 46.863218
MUR 54.84144
MVR 18.053649
MWK 2040.295627
MXN 20.113167
MYR 4.599628
MZN 74.860808
NAD 19.225688
NGN 1605.623002
NIO 43.002772
NOK 10.739627
NPR 179.312517
NZD 1.975525
OMR 0.450414
PAB 1.171602
PEN 4.016757
PGK 5.108019
PHP 71.952469
PKR 326.382702
PLN 4.2477
PYG 7164.604642
QAR 4.268647
RON 5.208363
RSD 117.382677
RUB 86.904361
RWF 1710.502998
SAR 4.402872
SBD 9.410412
SCR 16.330594
SDG 703.542135
SEK 10.926465
SGD 1.490557
SHP 0.874701
SLE 28.823398
SLL 24567.394667
SOS 669.559557
SRD 43.575646
STD 24249.286687
STN 24.89602
SVC 10.251296
SYP 129.551813
SZL 19.313411
THB 37.889169
TJS 10.971838
TMT 4.112237
TND 3.374732
TOP 2.820877
TRY 53.230856
TTD 7.948916
TWD 36.980249
TZS 3043.348516
UAH 51.5192
UGX 4393.058898
USD 1.171577
UYU 46.541218
UZS 14150.311878
VES 595.237083
VND 30868.721224
VUV 138.221382
WST 3.166467
XAF 656.120751
XAG 0.013399
XAU 0.00025
XCD 3.166246
XCG 2.111455
XDR 0.81421
XOF 654.332389
XPF 119.331742
YER 279.567675
ZAR 19.234782
ZMK 10545.588979
ZMW 22.113613
ZWL 377.247443
Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados
Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados / foto: Sarot Meksophawannakul - THAI NEWS PIX/AFP

Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados

Mais de 500.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e seguiram para abrigos seguros após os confrontos na fronteira entre a Tailândia e o Camboja, que deixaram pelo menos 11 mortos, informaram nesta quarta-feira (10) as autoridades dos países do sudeste asiático.

Tamanho do texto:

Os confrontos começaram no domingo, motivados por uma antiga disputa fronteiriça, menos de dois meses após um acordo de cessar-fogo assinado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A maior parte dos deslocamentos ocorreu na Tailândia, segundo o Ministério da Defesa do país.

"Civis deixaram a região em grande número devido ao que avaliamos como uma ameaça iminente à sua segurança. Mais de 400.000 pessoas foram levadas para abrigos em sete províncias", declarou à imprensa o porta-voz do ministério tailandês, Surasant Kongsiri.

O Camboja, por sua vez, informou que mais de 100.000 pessoas foram deslocadas pelos confrontos fronteiriços.

"Um total de 20.015 famílias, equivalente a 101.229 pessoas, foram levadas para abrigos seguros e casas de parentes em cinco províncias até a noite de terça-feira", afirmou a porta-voz do Ministério da Defesa do Camboja, Maly Socheata.

A porta-voz anunciou na terça-feira que sete civis morreram e 20 ficaram feridos nos confrontos. O Exército tailandês anunciou em um comunicado a morte de quatro soldados.

Correspondentes da AFP na localidade cambojana de Samraong relataram disparos de artilharia na direção de alguns templos na disputada zona fronteiriça.

- Trump anuncia ligação -

A disputa entre os dois vizinhos envolve uma divergência centenária sobre as fronteiras de 800 quilômetros traçadas durante o domínio colonial francês na região. Tanto a Tailândia quanto o Camboja reivindicam a soberania sobre vários templos antigos na área limítrofe.

Os dois países travaram cinco dias de combates em julho, que deixaram 43 mortos e quase 300 mil deslocados, antes da entrada em vigor de uma trégua.

O cessar-fogo foi ratificado em um acordo no fim de outubro, impulsionado por Trump, mas foi suspenso pela Tailândia semanas depois, após a explosão de uma mina terrestre que feriu vários soldados

Trump anunciou na terça-feira, em um comício, que telefonaria para os líderes dos dois países para acabar com o conflito.

"Amanhã tenho que fazer uma ligação telefônica, e acho que eles vão entender", declarou o presidente americano em referência aos governantes do Camboja e da Tailândia.

"Quem mais poderia dizer: 'Vou fazer uma ligação e interromper uma guerra entre dois países muito poderosos'?", acrescentou Trump durante o comício no estado da Pensilvânia.

A União Europeia fez um apelo na segunda-feira por "máxima moderação" enquanto o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, instou as partes a "renovar seu compromisso com o cessar-fogo".

Poan Hay, uma cambojana de 55 anos, saiu às pressas de casa com sua família, incluindo três crianças pequenas, assim que ouviu os disparos.

"Esta é a quarta vez que tenho que fugir", disse ela à AFP em um pagode na província de Siem Reap. "Não sei quando poderei voltar. Tenho dormido muito pouco nos últimos cinco meses; estava preocupada com a nossa segurança".

Na província de Surin, na Tailândia, Sutida Pusa, que administra um pequeno mercado, hesitou antes de deixar seu vilarejo, localizado a cerca de 20 quilômetros da fronteira.

"Primeiro, eu queria ver a situação com meus próprios olhos, porque os combates não estão tão intensos quanto em julho", disse a mulher de 30 anos à AFP. "Nem sempre confiamos no que nos dizem".

(K.Lüdke--BBZ)