Berliner Boersenzeitung - Maduro evita desmentir suposto ataque americano em território venezuelano

EUR -
AED 4.229626
AFN 72.557604
ALL 96.200283
AMD 434.304194
ANG 2.061644
AOA 1056.111273
ARS 1608.366971
AUD 1.624462
AWG 2.075944
AZN 1.961012
BAM 1.959872
BBD 2.316914
BDT 141.153259
BGN 1.968616
BHD 0.434975
BIF 3415.570318
BMD 1.151703
BND 1.471489
BOB 7.977574
BRL 6.023521
BSD 1.150395
BTN 106.10737
BWP 15.685657
BYN 3.42682
BYR 22573.37436
BZD 2.313607
CAD 1.577706
CDF 2608.606438
CHF 0.906401
CLF 0.026516
CLP 1047.036065
CNY 8.011532
CNH 7.927786
COP 4266.390788
CRC 540.339027
CUC 1.151703
CUP 30.520123
CVE 110.495044
CZK 24.447537
DJF 204.846478
DKK 7.472351
DOP 70.218019
DZD 152.293142
EGP 60.314344
ERN 17.275542
ETB 181.205966
FJD 2.548085
FKP 0.865883
GBP 0.864249
GEL 3.132339
GGP 0.865883
GHS 12.521068
GIP 0.865883
GMD 84.64982
GNF 10085.259587
GTQ 8.817357
GYD 240.800286
HKD 9.024915
HNL 30.45433
HRK 7.536975
HTG 150.776526
HUF 390.904627
IDR 19546.066035
ILS 3.578709
IMP 0.865883
INR 106.404091
IQD 1506.930794
IRR 1521456.949262
ISK 143.444364
JEP 0.865883
JMD 180.956741
JOD 0.816554
JPY 183.182895
KES 149.25565
KGS 100.716474
KHR 4612.683422
KMF 494.080561
KPW 1036.583062
KRW 1717.137006
KWD 0.353285
KYD 0.958592
KZT 555.504113
LAK 24686.288142
LBP 103012.919266
LKR 358.214225
LRD 210.506434
LSL 19.352807
LTL 3.400679
LVL 0.696653
LYD 7.373351
MAD 10.807353
MDL 20.015584
MGA 4788.970338
MKD 61.646389
MMK 2418.752297
MNT 4116.758787
MOP 9.277475
MRU 45.865285
MUR 53.692156
MVR 17.805285
MWK 1994.352117
MXN 20.347536
MYR 4.512364
MZN 73.59289
NAD 19.352807
NGN 1574.711229
NIO 42.33015
NOK 11.076035
NPR 169.776624
NZD 1.970322
OMR 0.442828
PAB 1.15039
PEN 3.97095
PGK 4.960413
PHP 68.687266
PKR 321.348828
PLN 4.260298
PYG 7466.7073
QAR 4.204854
RON 5.092139
RSD 117.408061
RUB 94.300137
RWF 1678.895356
SAR 4.324546
SBD 9.273119
SCR 15.398642
SDG 692.173095
SEK 10.712771
SGD 1.471444
SHP 0.864075
SLE 28.332368
SLL 24150.643776
SOS 656.266306
SRD 43.271205
STD 23837.922132
STN 24.551755
SVC 10.065913
SYP 127.696075
SZL 19.338261
THB 37.263379
TJS 11.043195
TMT 4.036718
TND 3.397774
TOP 2.773023
TRY 50.912745
TTD 7.801208
TWD 36.762926
TZS 3005.944222
UAH 50.714084
UGX 4343.023049
USD 1.151703
UYU 46.76696
UZS 13908.897074
VES 513.943044
VND 30289.782943
VUV 137.728848
WST 3.172031
XAF 657.325511
XAG 0.014343
XAU 0.00023
XCD 3.112535
XCG 2.073207
XDR 0.817502
XOF 657.325511
XPF 119.331742
YER 274.684228
ZAR 19.245057
ZMK 10366.706959
ZMW 22.402543
ZWL 370.847823
Maduro evita desmentir suposto ataque americano em território venezuelano
Maduro evita desmentir suposto ataque americano em território venezuelano / foto: STRINGER - AFP/Arquivos

Maduro evita desmentir suposto ataque americano em território venezuelano

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, evitou confirmar ou desmentir, durante uma entrevista na quinta-feira (1), um suposto ataque a uma instalação do narcotráfico que, segundo Donald Trump, as forças dos Estados Unidos executaram em território venezuelano, ao mesmo tempo em que se mostrou aberto a dialogar com Washington.

Tamanho do texto:

No início da semana, o presidente americano afirmou que forças de seu país destruíram uma área de atracação para embarcações supostamente utilizadas para transportar drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque de Washington em território venezuelano.

"Isso pode ser tema para uma conversa em alguns dias", disse Maduro ao jornalista espanhol Ignacio Ramonet, que pediu detalhes após recordar que o governo venezuelano "não confirmou nem desmentiu a informação".

Os Estados Unidos enviaram uma flotilha militar ao Caribe em agosto e bombardearam quase 30 embarcações, com um balanço de mais de 100 mortes. Caracas denuncia que as manobras pretendem derrubar o governo de Maduro.

Trump alertou em novembro que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e autorizou operações da CIA no país sul-americano.

"O que eu posso te dizer é que o sistema defensivo nacional tem garantido e garante a integridade territorial, a paz do país e o uso e desfrute de todos os nossos territórios. Nosso povo está seguro e em paz. Posso te adiantar algo por aí", declarou Maduro na entrevista.

Diante da ausência de detalhes sobre a localização da operação por parte dos Estados Unidos, especulações nas redes sociais apontaram que um incêndio nos armazéns em Maracaibo (oeste) da Primazol, empresa do setor químico, poderia ter relação com o ataque.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alimentou os boatos ao afirmar que "Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo" na qual, segundo ele, "misturam a pasta de coca para fazer a cocaína".

"Presidente Petro, aqui não, não embalamos nem fabricamos nenhum tipo de narcóticos", respondeu o diretor da empresa, Eduardo Siu.

- Diálogo e acordos? -

Maduro reiterou que está disposto a dialogar com os Estados Unidos, após confirmar que não conversa com Trump desde uma ligação telefônica em 21 de novembro, que ele considerou "cordial e respeitosa".

Os detalhes da ligação não foram revelados por nenhuma das partes, mas desde então Trump aumentou a pressão com o fechamento informal do espaço aéreo da Venezuela, a aplicação de mais sanções e a ordem de apreensão de navios sancionados que transportam petróleo venezuelano.

"Acho que a conversa foi até agradável, mas as evoluções pós-conversa não têm sido agradáveis. Vamos esperar", comentou.

Maduro ratificou que está disposto a estabelecer acordos com os Estados Unidos, em particular nas áreas petrolífera, migratória e de combate ao narcotráfico.

"Se (os Estados Unidos) quiserem conversar seriamente sobre um acordo de combate ao narcotráfico, estamos prontos", disse, para depois propor um pacto sobre petróleo "para investimentos americanos, como com a Chevron". "Onde quiserem e como eles quiserem", afirmou.

Também propôs a retomada de um convênio para a deportação de venezuelanos sem documentos em voos diretos dos Estados Unidos para a Venezuela, que, segundo Maduro, foi cancelado unilateralmente por Washington há três semanas.

"Eles falam do tema da migração, mas foram eles que suspenderam o acordo de migração (...) Se algum dia houver racionalidade e diplomacia, isso poderia perfeitamente ser conversado", afirmou.

- Libertação de detidos nos protestos pós-eleitorais -

Algumas horas antes da entrevista, o Ministério do Serviço Penitenciário anunciou a libertação de 88 pessoas detidas nas manifestações ocorridas após a reeleição de Nicolás Maduro em 2024 na Venezuela, que a oposição denunciou como fraudulenta e na qual reivindicou a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia.

A reeleição de Maduro desencadeou protestos que deixaram 28 mortos e 2.400 detidos. A Justiça venezuelana libertou mais de 2.000 detidos desde então, segundo registros oficiais.

Antes do grupo de 88 pessoas, o governo libertou outras 99 com medidas cautelares em 25 de dezembro, embora ONGs como o Foro Penal, que defendem judicialmente os "presos políticos", só tenham conseguido verificar 61 casos naquele momento.

Várias organizações calculam que o país ainda tem mais de 700 detidos por motivos políticos. As libertações coincidem com o aumento da pressão por parte dos Estados Unidos.

"Apesar do contexto de assédio permanente contra a Nação, o Estado venezuelano garante às pessoas privadas de liberdade um tratamento digno, o respeito a seus direitos humanos e atenção integral", alega o Ministério do Serviço Penitenciário em um comunicado.

(K.Lüdke--BBZ)