Berliner Boersenzeitung - Minerais e posição estratégica: por que Trump cobiça a Groenlândia?

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Minerais e posição estratégica: por que Trump cobiça a Groenlândia?
Minerais e posição estratégica: por que Trump cobiça a Groenlândia? / foto: Olivier Morin - AFP/Arquivos

Minerais e posição estratégica: por que Trump cobiça a Groenlândia?

A Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca coberto de gelo em 80%, fascina por seus hipotéticos recursos minerais e por sua importância geoestratégica, o que explica as ambições expansionistas do presidente americano, Donald Trump.

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Estas são as principais razões do interesse do republicano nesta ilha de 2,16 milhões de quilômetros quadrados, o dobro do território da Colômbia, a título de comparação.

– Setor da mineração pouco explorado –

Desde 2009, os groenlandeses têm poder decisório sobre o uso de suas matérias-primas.

O governo local, cuja principal fonte de receita é a pesca, exalta as riquezas de seu subsolo, embora apenas duas minas estejam em atividade e a produção seja limitada.

Em um momento em que aumenta a demanda por metais e minerais, a corrida por recursos não explorados se acelera e a Groenlândia pode se apresentar como um eldorado, apesar de um ambiente polar inóspito e de infraestruturas ainda incipientes.

O acesso aos recursos minerais da Groenlândia é considerado crucial pelos americanos, que assinaram em 2019 um memorando de cooperação nesse setor. Os europeus seguiram o mesmo caminho quatro anos depois, com seu próprio acordo de colaboração.

Os solos groenlandeses estão extremamente bem cartografados, o que permitiu elaborar um mapa detalhado dos recursos.

A UE identificou, assim, 25 dos 34 minerais de sua lista oficial de matérias-primas essenciais, incluindo as terras raras.

A Amaroq explora a mina de ouro do território e prevê desenvolver outra de terras raras, Black Angel. Esta pode entrar em funcionamento em 2027 ou 2028, graças à existência prévia de infraestruturas, já que o local esteve em atividade pela primeira vez na década de 1940 e depois entre 1973 e 1990.

Ali, a Amaroq poderia extrair zinco, chumbo e prata, mas também elementos críticos como germânio, gálio e cádmio.

Na costa oeste, a Lumina Sustainable Materials explora desde 2019 um depósito de anortosita.

Com seu projeto Tanbreez (tântalo, nióbio, zircônio), a empresa Critical Metals, listada na Nasdaq, quer abrir este ano uma mina de terras raras perto de Quaqortoq (sul), com o objetivo de começar a extrair em grande escala no próximo ano.

Do ponto de vista econômico, a Groenlândia, que busca se emancipar algum dia da Dinamarca, continua dependente em grande medida de um subsídio de Copenhague, que representa um quinto de seu PIB.

– Mais perto de Nova York –

A Groenlândia é um território autônomo em que a Justiça e as políticas monetária, externa, de defesa e de segurança dependem de Copenhague.

Mas, com uma capital mais próxima de Nova York do que de Copenhague, a Groenlândia faz parte da zona de interesse dos Estados Unidos, afirmou à AFP a historiadora Astrid Andersen, do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais.

Durante a Segunda Guerra Mundial, "quando a Dinamarca estava ocupada pela Alemanha, os Estados Unidos assumiram o controle da Groenlândia. De certa forma, nunca foram embora", destacou.

Washington mantém uma base militar ativa no nordeste da ilha, em Pituffik (anteriormente Thule).

Essa base foi usada como posto de alerta diante da então União Soviética durante a Guerra Fria e continua sendo um elo essencial do escudo antimísseis americano.

Para compensar a falta de vigilância do espaço aéreo e submarino a leste da Groenlândia, que pode se tornar um problema à medida que o degelo libera as rotas marítimas, a Dinamarca investe em patrulheiros árticos, drones e quer ampliar a vigilância aérea e os radares costeiros.

– Localização estratégica –

Situada entre o Atlântico Norte e o Ártico, perto dos Estados Unidos, do Canadá e da Rússia, a Groenlândia ocupa uma posição geográfica estratégica.

Donald Trump acusa Copenhague de não garantir adequadamente a segurança desse gigantesco território diante da Rússia e da China.

A Dinamarca, membro da Otan, rejeita essas afirmações e lembra ter investido cerca de 90 bilhões de coroas (aproximadamente R$ 75,2 bilhões) para reforçar sua presença militar no Ártico.

Algumas horas antes de uma reunião crucial nesta quarta-feira entre os chefes da diplomacia dinamarquesa e groenlandesa e seu homólogo americano, Marco Rubio, e o vice-presidente, J. D. Vance, a Dinamarca prometeu "reforçar sua presença militar" na Groenlândia e dialogar com a Otan para aumentar a presença da Aliança no Ártico, segundo o ministro dinamarquês da Defesa.

(K.Lüdke--BBZ)