Berliner Boersenzeitung - Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro

EUR -
AED 4.224876
AFN 72.462986
ALL 96.160604
AMD 434.099231
ANG 2.058963
AOA 1054.738043
ARS 1606.038123
AUD 1.628909
AWG 2.073245
AZN 1.957787
BAM 1.959215
BBD 2.316138
BDT 141.107219
BGN 1.966056
BHD 0.434221
BIF 3416.109293
BMD 1.150205
BND 1.471035
BOB 7.974972
BRL 6.040894
BSD 1.150005
BTN 106.071837
BWP 15.680472
BYN 3.425836
BYR 22544.020924
BZD 2.312943
CAD 1.573084
CDF 2605.214492
CHF 0.906057
CLF 0.026511
CLP 1046.813004
CNY 8.001115
CNH 7.92826
COP 4260.842959
CRC 540.146332
CUC 1.150205
CUP 30.480436
CVE 111.13859
CZK 24.454509
DJF 204.414853
DKK 7.471767
DOP 70.564391
DZD 152.131445
EGP 60.230841
ERN 17.253077
ETB 181.013531
FJD 2.547595
FKP 0.868334
GBP 0.863925
GEL 3.128823
GGP 0.868334
GHS 12.519984
GIP 0.868334
GMD 84.515954
GNF 10093.05076
GTQ 8.814443
GYD 240.721742
HKD 9.006578
HNL 30.561304
HRK 7.539937
HTG 150.724067
HUF 391.404502
IDR 19517.831177
ILS 3.591441
IMP 0.868334
INR 106.132132
IQD 1506.768745
IRR 1519478.512409
ISK 143.211796
JEP 0.868334
JMD 180.895354
JOD 0.815474
JPY 183.113233
KES 148.840282
KGS 100.58578
KHR 4622.10278
KMF 493.437605
KPW 1035.184626
KRW 1714.570528
KWD 0.353216
KYD 0.958279
KZT 555.322921
LAK 24700.655091
LBP 103000.87101
LKR 358.097383
LRD 210.775166
LSL 19.277199
LTL 3.396257
LVL 0.695748
LYD 7.3728
MAD 10.806191
MDL 20.009056
MGA 4779.102216
MKD 61.709926
MMK 2415.019418
MNT 4107.710362
MOP 9.274449
MRU 46.140499
MUR 53.806333
MVR 17.782217
MWK 1997.906655
MXN 20.371795
MYR 4.520887
MZN 73.509782
NAD 19.277204
NGN 1571.67499
NIO 42.235365
NOK 11.132226
NPR 169.721992
NZD 1.964872
OMR 0.442264
PAB 1.150015
PEN 3.943482
PGK 4.948754
PHP 68.636185
PKR 321.223553
PLN 4.272265
PYG 7464.01199
QAR 4.190485
RON 5.09484
RSD 117.426723
RUB 93.449256
RWF 1678.149313
SAR 4.316316
SBD 9.261061
SCR 16.378688
SDG 691.272965
SEK 10.749024
SGD 1.470163
SHP 0.862952
SLE 28.293004
SLL 24119.239327
SOS 657.347107
SRD 43.214935
STD 23806.924333
STN 24.844431
SVC 10.06263
SYP 127.126407
SZL 19.277227
THB 37.243559
TJS 11.039641
TMT 4.031469
TND 3.35973
TOP 2.769417
TRY 50.804333
TTD 7.798663
TWD 36.812088
TZS 2996.284814
UAH 50.697321
UGX 4341.606456
USD 1.150205
UYU 46.751909
UZS 13923.233407
VES 513.274734
VND 30238.893372
VUV 137.524572
WST 3.146058
XAF 657.108248
XAG 0.014306
XAU 0.00023
XCD 3.108487
XCG 2.072531
XDR 0.819555
XOF 661.945035
XPF 119.331742
YER 274.323586
ZAR 19.240229
ZMK 10353.228016
ZMW 22.395236
ZWL 370.365589
Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro
Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro / foto: Federico PARRA - AFP/Arquivos

Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro

O general Vladimir Padrino foi o arquiteto da "lealdade absoluta" que os militares venezuelanos juraram a Nicolás Maduro até sua queda. É agora uma peça crucial para Delcy Rodríguez e seu frágil governo interino.

Tamanho do texto:

Com o mais alto posto militar do país, Padrino é ministro da Defesa desde outubro de 2014 e representante de Maduro em uma Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) altamente ideologizada e abalada pela incursão americana de 3 de janeiro.

Rodríguez era a vice-presidente de Maduro e assumiu o poder após a captura do governante e de sua esposa, Cilia Flores, em meio a um bombardeio a Caracas que pegou as forças de segurança desprevenidas.

Os militares rapidamente respaldaram sua nomeação, com Padrino à frente. Mas especialistas concordam que Rodríguez aparenta certa fragilidade diante da FANB porque nunca cultivou um vínculo com os uniformizados. Padrino é fundamental.

"Ele conhece a estrutura, garante o controle da Força Armada", explicou à AFP Hebert García, general da reserva que foi ministro de Maduro até romper com o poder. "Delcy nunca teve relação nem afinidade com a Força Armada, quem tinha isso era Maduro por meio de Padrino".

Rodríguez não mexeu na cúpula militar. Manteve em seus cargos Padrino e Domingo Hernández Lárez, chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), responsável pela tropa.

Mas substituiu o chefe de sua guarda presidencial, que é o mesmo da agência de contrainteligência, ao mesmo tempo em que trocou os generais de 12 das 28 comandâncias regionais.

— "Perigo" —

Padrino, de 62 anos, defende a doutrina "chavista" com a qual hoje se define a instituição e abraça o lema da "união cívico-militar" impulsionado primeiro pelo falecido presidente Hugo Chávez (1999–2013) e mantido por Maduro.

"Era o rosto de Maduro dentro da Força Armada", indicou García. "Teve a habilidade de manter a Força Armada, entre aspas, unida, sem que saísse de controle e desse um golpe de Estado".

Rodríguez está mais vulnerável. "Em perigo", estimou uma fonte diplomática. "Não controla as forças de segurança, mas conta com a tutela dos Estados Unidos", observou.

A nova presidente deu uma guinada na conflituosa relação com Washington que caracterizou os 27 anos de governos chavistas. Firmou acordos petrolíferos, aceitou a libertação de presos políticos e trabalha em favor da retomada das relações diplomáticas.

O vínculo colide com o caráter "anti-imperialista" que prega uma FANB que, segundo García, ficou "sacudida, cambaleante" pelo 3 de janeiro.

"Há uma crise institucional em que fazer mudanças é somar problemas adicionais ao principal, que foi remover o comandante-em-chefe", apontou.

Além das armas, os militares controlam empresas de mineração, petróleo e distribuição de alimentos, assim como as alfândegas e ministérios importantes, em meio a inúmeras denúncias de abusos e corrupção.

— "Barreira" —

Padrino assumiu o cargo de ministro da Defesa pouco mais de um ano depois de Maduro chegar ao poder e, por quase três anos, acumulou essa função com a chefia do CEO.

Pai de dois filhos, amante da música tradicional venezuelana e da leitura, Padrino contou que seu pai, um analista de sistemas, "sempre teve seu olhar voltado para a revolução de Lenin, para a revolução soviética".

Daí seu nome, em homenagem a Vladimir Ilitch Ulianov, o Lenin.

Recordou em uma entrevista em 2021 que se tornou soldado por "coisas da providência": um amigo o convidou a acompanhá-lo para prestar o exame de ingresso na Academia Militar. "Você está louco, eu não vou a isso", lembra ter respondido. "Acabei acompanhando, fiz o exame, meu companheiro não passou e eu sim".

Em seu primeiro ano como cadete conheceu Chávez, então tenente. "Foi meu professor, orientador", embora não o tenha convidado a participar da tentativa de golpe de Estado de 1992 que o tornou popular e traçou seu caminho ao poder.

"Depois que conheci o comandante Chávez, o germe revolucionário se reafirmou", indicou o general, sempre de uniforme.

— "Fique no seu quartel" —

Uma decisão em 2002 catapultou sua carreira: o batalhão que ele comandava em Caracas não aderiu ao golpe de Estado que retirou Chávez do poder por 48 horas.

O governante lhe disse então por telefone: "Padrino, por favor, não se matem entre irmãos. Padrino, por favor, fique no seu quartel", segundo contou o general.

Cumprida essa ordem e após o golpe ser debelado, Chávez condecorou o então tenente-coronel, que a partir desse momento obteve religiosamente suas promoções.

Ganhou notoriedade em 2012 ao definir a tropa presente como "bolivariana, socialista, anti-imperialista e revolucionária".

Foi responsável por um plano de abastecimento durante a crise de 2016 e, em 2024, alinhou-se com Maduro após sua questionada eleição.

García, no entanto, apela para seu lado institucional, ofuscado pela política.

"O principal papel que Padrino tem hoje passa por estabilizar a Força Armada, retirá-la do papel político e levá-la novamente ao cenário institucional", indicou.

(L.Kaufmann--BBZ)