Berliner Boersenzeitung - Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro

EUR -
AED 4.125482
AFN 71.893569
ALL 91.0039
AMD 404.558002
ANG 2.010545
AOA 1030.107049
ARS 1735.583297
AUD 1.619807
AWG 2.024828
AZN 1.910204
BAM 1.958466
BBD 2.263281
BDT 139.960554
BGN 1.963416
BHD 0.424164
BIF 3358.231968
BMD 1.123344
BND 1.434579
BOB 13.568473
BRL 6.183791
BSD 1.12373
BTN 106.108465
BWP 15.39496
BYN 3.352865
BYR 22017.550536
BZD 2.259977
CAD 1.57435
CDF 2600.542712
CHF 0.915868
CLF 0.027919
CLP 1098.822164
CNY 7.513489
CNH 7.486495
COP 3640.051542
CRC 509.577905
CUC 1.123344
CUP 26.968717
CVE 110.417297
CZK 24.332089
DJF 200.102436
DKK 7.474515
DOP 67.47977
DZD 152.90291
EGP 60.551405
ERN 16.850166
ETB 184.424845
FJD 2.531232
FKP 0.834686
GBP 0.834538
GEL 2.926316
GGP 0.834686
GHS 13.107846
GIP 0.834686
GMD 83.70208
GNF 9953.241063
GTQ 8.587845
GYD 235.440548
HKD 8.804768
HNL 30.201177
HRK 7.60393
HTG 147.273132
HUF 364.247802
IDR 20312.59455
ILS 3.596107
IMP 0.834686
INR 106.111844
IQD 1703.519314
IRR 2124640.828982
ISK 136.811552
JEP 0.834686
JMD 178.232661
JOD 0.796453
JPY 176.953143
KES 145.923453
KGS 98.235688
KHR 4572.306526
KMF 495.394853
KPW 1011.00993
KRW 1523.687494
KWD 0.348877
KYD 0.936475
KZT 505.2579
LAK 25290.432511
LBP 100627.803113
LKR 373.578621
LRD 191.030084
LSL 18.415172
LTL 3.316944
LVL 0.6795
LYD 7.193794
MAD 10.950909
MDL 20.091354
MGA 5094.936673
MKD 61.583069
MMK 2358.849304
MNT 4045.672704
MOP 9.080062
MRU 45.396392
MUR 52.516314
MVR 17.361247
MWK 1948.552923
MXN 21.089904
MYR 4.546283
MZN 71.792986
NAD 18.415172
NGN 1511.044247
NIO 41.355016
NOK 10.443256
NPR 169.767847
NZD 2.007709
OMR 0.431927
PAB 1.12373
PEN 3.87057
PGK 5.11881
PHP 70.830279
PKR 310.788734
PLN 4.40337
PYG 6923.426132
QAR 4.107666
RON 5.336228
RSD 117.599566
RUB 91.557495
RWF 1655.253601
SAR 4.216259
SBD 9.044852
SCR 15.559092
SDG 675.690666
SEK 11.0154
SGD 1.435527
SHP 0.837504
SLE 25.735739
SLL 23555.975653
SOS 642.17431
SRD 42.18947
STD 23250.961369
STN 24.532636
SVC 9.832387
SYP 14605.723731
SZL 18.408062
THB 37.566904
TJS 10.366213
TMT 3.942939
TND 3.348519
TOP 2.704743
TRY 56.343251
TTD 7.610361
TWD 37.208531
TZS 2968.433722
UAH 51.044897
UGX 4545.1882
USD 1.123344
UYU 45.26243
UZS 13409.256484
VES 1004.010383
VND 28850.292941
VUV 134.41388
WST 3.126448
XAF 655.957
XAG 0.021615
XAU 0.000273766094
XCD 3.035895
XCG 2.025157
XDR 0.794263
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.305896
ZAR 18.508674
ZMK 10111.448972
ZMW 22.783019
ZWL 361.716443
SSP 6454.193881
MXV 2.373304
Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro
Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro / foto: Federico PARRA - AFP/Arquivos

Vladimir Padrino, figura militar necessária na Venezuela sem Maduro

O general Vladimir Padrino foi o arquiteto da "lealdade absoluta" que os militares venezuelanos juraram a Nicolás Maduro até sua queda. É agora uma peça crucial para Delcy Rodríguez e seu frágil governo interino.

Tamanho do texto:

Com o mais alto posto militar do país, Padrino é ministro da Defesa desde outubro de 2014 e representante de Maduro em uma Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) altamente ideologizada e abalada pela incursão americana de 3 de janeiro.

Rodríguez era a vice-presidente de Maduro e assumiu o poder após a captura do governante e de sua esposa, Cilia Flores, em meio a um bombardeio a Caracas que pegou as forças de segurança desprevenidas.

Os militares rapidamente respaldaram sua nomeação, com Padrino à frente. Mas especialistas concordam que Rodríguez aparenta certa fragilidade diante da FANB porque nunca cultivou um vínculo com os uniformizados. Padrino é fundamental.

"Ele conhece a estrutura, garante o controle da Força Armada", explicou à AFP Hebert García, general da reserva que foi ministro de Maduro até romper com o poder. "Delcy nunca teve relação nem afinidade com a Força Armada, quem tinha isso era Maduro por meio de Padrino".

Rodríguez não mexeu na cúpula militar. Manteve em seus cargos Padrino e Domingo Hernández Lárez, chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), responsável pela tropa.

Mas substituiu o chefe de sua guarda presidencial, que é o mesmo da agência de contrainteligência, ao mesmo tempo em que trocou os generais de 12 das 28 comandâncias regionais.

— "Perigo" —

Padrino, de 62 anos, defende a doutrina "chavista" com a qual hoje se define a instituição e abraça o lema da "união cívico-militar" impulsionado primeiro pelo falecido presidente Hugo Chávez (1999–2013) e mantido por Maduro.

"Era o rosto de Maduro dentro da Força Armada", indicou García. "Teve a habilidade de manter a Força Armada, entre aspas, unida, sem que saísse de controle e desse um golpe de Estado".

Rodríguez está mais vulnerável. "Em perigo", estimou uma fonte diplomática. "Não controla as forças de segurança, mas conta com a tutela dos Estados Unidos", observou.

A nova presidente deu uma guinada na conflituosa relação com Washington que caracterizou os 27 anos de governos chavistas. Firmou acordos petrolíferos, aceitou a libertação de presos políticos e trabalha em favor da retomada das relações diplomáticas.

O vínculo colide com o caráter "anti-imperialista" que prega uma FANB que, segundo García, ficou "sacudida, cambaleante" pelo 3 de janeiro.

"Há uma crise institucional em que fazer mudanças é somar problemas adicionais ao principal, que foi remover o comandante-em-chefe", apontou.

Além das armas, os militares controlam empresas de mineração, petróleo e distribuição de alimentos, assim como as alfândegas e ministérios importantes, em meio a inúmeras denúncias de abusos e corrupção.

— "Barreira" —

Padrino assumiu o cargo de ministro da Defesa pouco mais de um ano depois de Maduro chegar ao poder e, por quase três anos, acumulou essa função com a chefia do CEO.

Pai de dois filhos, amante da música tradicional venezuelana e da leitura, Padrino contou que seu pai, um analista de sistemas, "sempre teve seu olhar voltado para a revolução de Lenin, para a revolução soviética".

Daí seu nome, em homenagem a Vladimir Ilitch Ulianov, o Lenin.

Recordou em uma entrevista em 2021 que se tornou soldado por "coisas da providência": um amigo o convidou a acompanhá-lo para prestar o exame de ingresso na Academia Militar. "Você está louco, eu não vou a isso", lembra ter respondido. "Acabei acompanhando, fiz o exame, meu companheiro não passou e eu sim".

Em seu primeiro ano como cadete conheceu Chávez, então tenente. "Foi meu professor, orientador", embora não o tenha convidado a participar da tentativa de golpe de Estado de 1992 que o tornou popular e traçou seu caminho ao poder.

"Depois que conheci o comandante Chávez, o germe revolucionário se reafirmou", indicou o general, sempre de uniforme.

— "Fique no seu quartel" —

Uma decisão em 2002 catapultou sua carreira: o batalhão que ele comandava em Caracas não aderiu ao golpe de Estado que retirou Chávez do poder por 48 horas.

O governante lhe disse então por telefone: "Padrino, por favor, não se matem entre irmãos. Padrino, por favor, fique no seu quartel", segundo contou o general.

Cumprida essa ordem e após o golpe ser debelado, Chávez condecorou o então tenente-coronel, que a partir desse momento obteve religiosamente suas promoções.

Ganhou notoriedade em 2012 ao definir a tropa presente como "bolivariana, socialista, anti-imperialista e revolucionária".

Foi responsável por um plano de abastecimento durante a crise de 2016 e, em 2024, alinhou-se com Maduro após sua questionada eleição.

García, no entanto, apela para seu lado institucional, ofuscado pela política.

"O principal papel que Padrino tem hoje passa por estabilizar a Força Armada, retirá-la do papel político e levá-la novamente ao cenário institucional", indicou.

(L.Kaufmann--BBZ)