Berliner Boersenzeitung - O novo mundo promovido por Trump, visto de diferentes continentes

EUR -
AED 4.299853
AFN 74.344052
ALL 95.789291
AMD 433.719736
ANG 2.095639
AOA 1074.815564
ARS 1636.80461
AUD 1.62784
AWG 2.11041
AZN 1.994123
BAM 1.959681
BBD 2.359032
BDT 143.712152
BGN 1.953053
BHD 0.442875
BIF 3485.487753
BMD 1.170824
BND 1.495656
BOB 8.092993
BRL 5.786225
BSD 1.1713
BTN 111.542422
BWP 15.917455
BYN 3.31581
BYR 22948.14436
BZD 2.355625
CAD 1.593895
CDF 2711.627319
CHF 0.915198
CLF 0.027011
CLP 1063.073056
CNY 7.997019
CNH 7.993787
COP 4366.423043
CRC 532.846143
CUC 1.170824
CUP 31.026828
CVE 110.483329
CZK 24.38931
DJF 208.572164
DKK 7.473075
DOP 69.787014
DZD 155.052231
EGP 62.883063
ERN 17.562355
ETB 184.169742
FJD 2.570484
FKP 0.865073
GBP 0.863079
GEL 3.143653
GGP 0.865073
GHS 13.129946
GIP 0.865073
GMD 86.05441
GNF 10279.181237
GTQ 8.940553
GYD 245.044238
HKD 9.175025
HNL 31.134659
HRK 7.536005
HTG 153.290958
HUF 361.484206
IDR 20365.658543
ILS 3.441754
IMP 0.865073
INR 111.315358
IQD 1534.312333
IRR 1539633.155108
ISK 143.190852
JEP 0.865073
JMD 184.313439
JOD 0.830071
JPY 184.554011
KES 151.255766
KGS 102.353993
KHR 4698.284389
KMF 492.319084
KPW 1053.745062
KRW 1718.494066
KWD 0.360672
KYD 0.976029
KZT 544.255516
LAK 25720.827524
LBP 104886.769177
LKR 374.805861
LRD 214.924718
LSL 19.601283
LTL 3.457138
LVL 0.708219
LYD 7.430652
MAD 10.825338
MDL 20.215949
MGA 4878.640795
MKD 61.6797
MMK 2458.386282
MNT 4189.917915
MOP 9.454283
MRU 46.76782
MUR 54.970603
MVR 18.095098
MWK 2031.013533
MXN 20.361456
MYR 4.639386
MZN 74.827202
NAD 19.601619
NGN 1601.839035
NIO 43.104628
NOK 10.832274
NPR 178.468438
NZD 1.984974
OMR 0.450165
PAB 1.171315
PEN 4.106262
PGK 5.093086
PHP 71.979909
PKR 326.397921
PLN 4.24797
PYG 7097.024595
QAR 4.28106
RON 5.238972
RSD 117.37161
RUB 88.335611
RWF 1712.584278
SAR 4.393426
SBD 9.396877
SCR 15.95634
SDG 703.082091
SEK 10.822744
SGD 1.492672
SHP 0.874138
SLE 28.860487
SLL 24551.582917
SOS 669.422862
SRD 43.879025
STD 24233.686538
STN 24.548196
SVC 10.24812
SYP 129.411992
SZL 19.597811
THB 38.074607
TJS 10.951341
TMT 4.103737
TND 3.414763
TOP 2.819063
TRY 52.944529
TTD 7.939588
TWD 36.962316
TZS 3047.064776
UAH 51.473217
UGX 4421.681138
USD 1.170824
UYU 47.163402
UZS 14095.674202
VES 572.465755
VND 30819.592041
VUV 138.771326
WST 3.179876
XAF 657.255818
XAG 0.015869
XAU 0.000256
XCD 3.16421
XCG 2.110871
XDR 0.816807
XOF 657.255818
XPF 119.331742
YER 279.387816
ZAR 19.500127
ZMK 10538.807125
ZMW 22.107688
ZWL 377.004751
O novo mundo promovido por Trump, visto de diferentes continentes
O novo mundo promovido por Trump, visto de diferentes continentes / foto: Fabrice Coffrini - AFP/Arquivos

O novo mundo promovido por Trump, visto de diferentes continentes

Da Venezuela à Groenlândia, passando pelo "Conselho da Paz", Donald Trump está moldando uma nova ordem mundial, uma era de impérios e restrições. A AFP conversou com diversas autoridades que assistem à velha ordem ruir diante de seus olhos.

Tamanho do texto:

Em entrevistas e conversas privadas, ministros, assessores, legisladores e militares de Brasil, Alemanha, Filipinas, Taiwan e Colômbia — entre outros países — explicam como essa instabilidade ameaça suas nações. Alguns alertam que o processo de mudança será complexo.

"Estamos passando por uma transição muito difícil rumo a uma nova ordem que terá que surgir mais cedo ou mais tarde. Mas esses períodos de transição às vezes trazem consequências terríveis", prevê Celso Amorim, assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Olhando para o mundo de ontem, com suas regras e costumes, "somos todos obrigados a admitir que o rei está nu", comenta um diplomata filipino sob condição de anonimato, aludindo à famosa história em que ninguém ousa dizer a verdade até que alguém revele que o rei está nu.

"Costumávamos pensar que existiam leis e normas internacionais", observa Weng Hsiao-ling, deputada do Kuomintang, partido de oposição de Taiwan.

- A tirania da geografia -

Embora haja consenso sobre a interpretação da situação, as conclusões divergem de continente para continente.

Como se posicionará o Brasil, potência emergente e membro do Brics, mas situado no perímetro da doutrina Monroe 2.0 de Washington?

Amorim defende a continuidade.

"Construir sobre o que já foi feito: o acordo comercial UE-Mercosul, manter boas relações com China, Índia, o Brics, mas também com os Estados Unidos". E acrescenta: "Queremos conservar boas relações com Washington, mas baseadas no respeito mútuo".

Essa busca por equilíbrio e distanciamento da hegemonia americana pode ser difícil para muitos países do continente, como o México, país vizinho e frequentemente alvo de pressão do temperamental presidente americano.

Os Estados Unidos "acreditam que o alinhamento do México com o império americano é automático. Não acho que seja tão simples", afirma Ricardo Monreal, líder do partido governista Morena na Câmara dos Deputados.

"A margem que temos é muito limitada porque nossa dependência é forte. Nossa proximidade é inevitável. Somos vizinhos, como dizia Alan Riding, vizinhos distantes", destaca.

"Mas continuo afirmando que o México, com 110, 120 milhões de habitantes, é um país que pode definir o bloco econômico, e que o tratamento que os Estados Unidos dão ao México não é o de um parceiro. Os Estados Unidos querem que seja um subordinado. E não acho que conseguirão isso", acrescenta.

- Esperança de proteção -

China e Rússia, por sua vez, podem se sentir encorajadas pelas ações do governo dos Estados Unidos. Os países potencialmente ameaçados estão confiantes de que ainda estão protegidos.

Em Taiwan, cuja sobrevivência política depende fortemente do apoio de Washington, o deputado Wang Ting-yu, do partido governista DPP, acredita que a captura de Nicolás Maduro na Venezuela é um aviso aos regimes autoritários, que pensarão "duas vezes antes de lançar uma invasão ou uma guerra".

"Devemos ser prudentes, porque a China aprenderá lições com esse tipo de operação" e poderia tentar inspirar-se nela, alerta ele.

Nas Filipinas, a dependência dos Estados Unidos da segurança dos fluxos comerciais globais é vista como um fator crucial.

"O futuro econômico dos Estados Unidos depende fortemente da região do Indo-Pacífico, especialmente da Asean e das Filipinas. Se a Groenlândia é crucial para sua segurança nacional, o Indo-Pacífico é vital para sua segurança econômica", observa o diplomata filipino citado anteriormente.

"Não estou dizendo que isso (as ações de Trump) não preocupa ninguém, mas existe uma certa sensação de segurança, e esperamos não estar enganados", diz ele.

- Mundo "darwiniano" -

Na Europa, que durante décadas viveu protegida dos soviéticos graças ao poder dos Estados Unidos e que, segundo inúmeras teorias de relações internacionais, continua indispensável a Washington por sua posição como porta de entrada para a Eurásia, "estamos completamente paralisados", lamenta um oficial militar de alta patente sob condição de anonimato.

"O mundo tornou-se, mais uma vez, profundamente darwiniano. Não é a inteligência que prevalece, mas a velocidade de adaptação" a essa nova realidade.

"Precisamos manter os Estados Unidos ligados à Europa pelo maior tempo possível", afirma Armin Laschet, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento alemão.

Mesmo que isso signifique chegar ao extremo de chamar Donald Trump de "papai", como fez o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na cúpula realizada em junho passado em Haia.

Nesse cenário de reconfiguração, o que fazer com os instrumentos da ordem multilateral, como a ONU, que está paralisada há anos?

O vice-ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Mauricio Jaramillo, afirmou que, após a captura de Maduro, ficou "surpreso ao ver diplomatas do Conselho de Segurança da ONU, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) não reagirem, não dizerem: 'Isso é extremamente grave'".

"As Nações Unidas precisam ser fortalecidas; precisam representar verdadeiramente um espaço para a coordenação multilateral e também garantir que, em situações como esta, a lei da força não prevaleça, com o maior exército ou a maior economia", disse a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em sua coletiva de imprensa em 7 de janeiro.

(T.Renner--BBZ)