Berliner Boersenzeitung - Captura de Maduro quase frustrou sonho olímpico de Nicolas Claveau

EUR -
AED 4.204786
AFN 72.131522
ALL 95.999785
AMD 432.40092
ANG 2.049533
AOA 1049.907549
ARS 1600.516512
AUD 1.633909
AWG 2.060887
AZN 1.943184
BAM 1.955796
BBD 2.309895
BDT 140.729685
BGN 1.957052
BHD 0.433001
BIF 3404.692377
BMD 1.144937
BND 1.467597
BOB 7.924982
BRL 6.10469
BSD 1.146897
BTN 105.862225
BWP 15.628033
BYN 3.393492
BYR 22440.773758
BZD 2.306495
CAD 1.569761
CDF 2584.123556
CHF 0.90381
CLF 0.026697
CLP 1054.13247
CNY 7.896174
CNH 7.904373
COP 4228.895119
CRC 539.601148
CUC 1.144937
CUP 30.340842
CVE 110.265235
CZK 24.466209
DJF 204.229543
DKK 7.471896
DOP 70.46015
DZD 153.144657
EGP 60.431974
ERN 17.174062
ETB 179.018681
FJD 2.551715
FKP 0.860737
GBP 0.863673
GEL 3.12551
GGP 0.860737
GHS 12.454972
GIP 0.860737
GMD 84.152708
GNF 10054.767863
GTQ 8.795019
GYD 239.939463
HKD 8.963452
HNL 30.358065
HRK 7.534712
HTG 150.375066
HUF 392.446831
IDR 19449.052236
ILS 3.600072
IMP 0.860737
INR 105.821702
IQD 1502.403197
IRR 1513292.432889
ISK 144.20515
JEP 0.860737
JMD 179.950383
JOD 0.811718
JPY 182.703386
KES 148.337757
KGS 100.124438
KHR 4598.96962
KMF 493.468258
KPW 1030.44363
KRW 1715.448554
KWD 0.351988
KYD 0.955702
KZT 561.461195
LAK 24574.94498
LBP 102700.170069
LKR 356.927642
LRD 209.870447
LSL 19.262157
LTL 3.380703
LVL 0.692561
LYD 7.317984
MAD 10.801676
MDL 20.006955
MGA 4762.010134
MKD 61.639593
MMK 2403.69357
MNT 4086.255615
MOP 9.24532
MRU 45.885897
MUR 53.251062
MVR 17.689468
MWK 1988.604232
MXN 20.439555
MYR 4.503092
MZN 73.172957
NAD 19.262241
NGN 1589.046972
NIO 42.20009
NOK 11.164686
NPR 169.37936
NZD 1.970105
OMR 0.443929
PAB 1.146797
PEN 3.954991
PGK 5.014989
PHP 68.684226
PKR 320.228483
PLN 4.271887
PYG 7398.983435
QAR 4.169009
RON 5.095425
RSD 117.37025
RUB 92.411407
RWF 1673.603562
SAR 4.29649
SBD 9.218713
SCR 17.510961
SDG 688.107329
SEK 10.803727
SGD 1.467125
SHP 0.859
SLE 28.107741
SLL 24008.777972
SOS 654.301392
SRD 42.990121
STD 23697.893319
STN 24.499945
SVC 10.035021
SYP 126.544188
SZL 19.255957
THB 37.130895
TJS 10.992623
TMT 4.007281
TND 3.391707
TOP 2.756734
TRY 50.576236
TTD 7.778017
TWD 36.716884
TZS 2982.257478
UAH 50.575008
UGX 4311.990346
USD 1.144937
UYU 46.070098
UZS 13847.908522
VES 506.869099
VND 30103.267553
VUV 135.392596
WST 3.13165
XAF 655.958396
XAG 0.014405
XAU 0.000229
XCD 3.094251
XCG 2.066904
XDR 0.815802
XOF 655.955531
XPF 119.331742
YER 273.125117
ZAR 19.293513
ZMK 10305.812598
ZMW 22.32295
ZWL 368.669387
Captura de Maduro quase frustrou sonho olímpico de Nicolas Claveau
Captura de Maduro quase frustrou sonho olímpico de Nicolas Claveau / foto: Javier SORIANO - AFP

Captura de Maduro quase frustrou sonho olímpico de Nicolas Claveau

Em 3 de janeiro, Nicolas Claveau, único representante da Venezuela nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina, acordou em sua casa no Canadá e acreditou que seu sonho olímpico havia evaporado ao ver pela televisão que os Estados Unidos tinham capturado o presidente Nicolás Maduro.

Tamanho do texto:

"O plano inicial era que eu precisava ir à Venezuela naquela primeira semana do ano para fazer os trâmites obrigatórios exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional, mas todo mundo sabe o que aconteceu e não era possível viajar. Aí pensei que meu plano de ir aos Jogos com a Venezuela não ia funcionar", reconhece Claveau, esquiador de fundo (cross-country), em entrevista à AFP ao recordar a angústia daqueles momentos.

Ele nasceu há 20 anos em Lechería, no estado de Anzoátegui, no leste de Caracas, onde seu pai trabalhava como engenheiro especialista em tratamento de água, e viveu ali até os dois anos de idade.

Tinha documentação emitida quando era bebê, mas estava vencida havia muitos anos, porque nunca mais havia retornado ao país.

"Eu precisava fazer um passaporte venezuelano e tinha que fazer isso lá, no Canadá não podia. Sem isso, eu não iria aos Jogos Olímpicos", explica em espanhol, idioma que aprendeu principalmente nos dois anos e meio em que viveu na infância com a família no Peru.

Nicolas não parou de acompanhar as notícias naquele início de janeiro.

O presidente americano Donald Trump aparecia para falar sobre a nova situação na Venezuela, afirmando ter o controle, e dois dias após a operação de captura de Maduro ocorreu a posse de Delcy Rodríguez como nova presidente interina do país.

"Uma semana depois de tudo o que aconteceu, o Comitê Olímpico da Venezuela entrou em contato comigo para dizer que estava tudo bem e que eu podia ir a Caracas, que tudo estava preparado. Aí recuperei a esperança", recorda.

- "Como um rei" -

Nicolas Claveau chegou à Venezuela apenas duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos e conseguiu cumprir os trâmites burocráticos necessários.

"Quando cheguei a Caracas, me receberam como se eu fosse um rei. Tudo correu bem naqueles dias, conheci muita gente de lá, do Comitê Olímpico, muitos atletas e também o ministro do Esporte, Franklin Cardillo", relata o estudante de engenharia.

"No começo eu tinha medo, porque achava que poderia ser um lugar perigoso, pelas notícias que chegam ao Canadá, que costumam ser ruins sobre esse país, mas a viagem correu bem. Conheci Caracas, foi uma viagem bonita, dei entrevistas na televisão", afirma, animado com o protagonismo ao qual não está acostumado.

Depois, Claveau voltou a Quebec, onde vive com a família há mais de uma década e onde pratica esqui cross-country desde os 10 anos.

- O importante é participar -

Inicialmente competia pelo Canadá, mas sabia que se tornar olímpico por esse país era uma missão quase impossível devido ao alto nível de concorrência. Há um ano, pensou em um plano alternativo: tentar ir a Milão-Cortina por seu país natal.

Ele descobriu que a Venezuela tinha uma federação de esqui, entrou em contato e apresentou seu caso. Em novembro, obteve a classificação olímpica na Finlândia, o que o torna o sexto representante da história do país em Jogos de Inverno. "Na Venezuela somos apenas dois praticando esqui cross-country", explica.

Por isso, a classificação olímpica tem um significado especial para ele. Alegre e dançante durante o desfile de abertura, no qual foi o porta-bandeira do país, ele manteve o sorriso após terminar em 88º lugar entre 94 competidores na prova de sprint da modalidade na terça-feira.

Na sexta-feira, Claveau disputará outra prova, os 10 km com largada intervalada em estilo livre, na qual afirma ter esperança de um desempenho melhor.

Daqui a alguns meses, planeja voltar à Venezuela para passar férias. "Eu ficaria muito feliz em conhecer Lechería, o lugar onde nasci", diz, sorrindo.

(G.Gruner--BBZ)