Berliner Boersenzeitung - Quais países da América Latina ajudam Cuba?

EUR -
AED 4.200693
AFN 73.204663
ALL 94.143165
AMD 420.174286
ANG 2.047907
AOA 1049.460772
ARS 1703.176306
AUD 1.649184
AWG 2.061744
AZN 1.945624
BAM 1.956697
BBD 2.299254
BDT 140.754537
BGN 1.93407
BHD 0.430392
BIF 3406.917415
BMD 1.143824
BND 1.476858
BOB 7.905279
BRL 5.975569
BSD 1.141523
BTN 108.96296
BWP 15.480895
BYN 3.311818
BYR 22418.959236
BZD 2.295953
CAD 1.621091
CDF 2569.029782
CHF 0.918571
CLF 0.02689
CLP 1058.312332
CNY 7.765544
CNH 7.759985
COP 3853.201427
CRC 519.531395
CUC 1.143824
CUP 30.311348
CVE 110.310756
CZK 24.188467
DJF 203.283207
DKK 7.474412
DOP 67.880233
DZD 152.50926
EGP 56.15229
ERN 17.157367
ETB 184.251564
FJD 2.585558
FKP 0.861445
GBP 0.85625
GEL 3.014029
GGP 0.861445
GHS 12.985386
GIP 0.861445
GMD 82.932303
GNF 10011.459029
GTQ 8.708612
GYD 238.779044
HKD 8.970209
HNL 30.553608
HRK 7.533212
HTG 149.316504
HUF 353.922301
IDR 20540.799488
ILS 3.42421
IMP 0.861445
INR 108.85537
IQD 1495.47915
IRR 1573845.253032
ISK 143.709908
JEP 0.861445
JMD 179.289854
JOD 0.810989
JPY 184.372797
KES 147.873699
KGS 100.027702
KHR 4583.041252
KMF 492.987662
KPW 1029.442406
KRW 1765.132772
KWD 0.349198
KYD 0.951332
KZT 542.046162
LAK 25252.784278
LBP 102226.771628
LKR 383.165684
LRD 207.195
LSL 18.687969
LTL 3.377416
LVL 0.691888
LYD 7.332362
MAD 10.697537
MDL 20.21727
MGA 4849.159779
MKD 61.612078
MMK 2401.181371
MNT 4099.683821
MOP 9.222688
MRU 45.570297
MUR 54.068406
MVR 17.683309
MWK 1979.581691
MXN 19.954681
MYR 4.649674
MZN 73.102083
NAD 18.687887
NGN 1567.108582
NIO 42.00871
NOK 11.237543
NPR 174.338649
NZD 2.003557
OMR 0.439799
PAB 1.141473
PEN 3.901989
PGK 5.016234
PHP 70.256556
PKR 317.439548
PLN 4.287912
PYG 6937.180742
QAR 4.161126
RON 5.235249
RSD 117.376991
RUB 88.650708
RWF 1673.545385
SAR 4.309017
SBD 9.217556
SCR 15.133479
SDG 686.88593
SEK 11.046988
SGD 1.477461
SHP 0.85398
SLE 27.851879
SLL 23985.431013
SOS 652.39057
SRD 43.061581
STD 23674.85676
STN 24.510917
SVC 9.988536
SYP 126.429316
SZL 18.686568
THB 37.952672
TJS 10.559395
TMT 4.014824
TND 3.377101
TOP 2.754055
TRY 53.531782
TTD 7.744517
TWD 36.523453
TZS 3002.542578
UAH 51.166989
UGX 4183.735386
USD 1.143824
UYU 45.820608
UZS 13599.235336
VES 730.793182
VND 30086.01453
VUV 137.255644
WST 3.167988
XAF 656.249289
XAG 0.018362
XAU 0.000274
XCD 3.091243
XCG 2.057334
XDR 0.816164
XOF 656.257898
XPF 119.331742
YER 271.143814
ZAR 18.555923
ZMK 10295.793144
ZMW 20.804539
ZWL 368.311006
Quais países da América Latina ajudam Cuba?
Quais países da América Latina ajudam Cuba? / foto: YAMIL LAGE - AFP

Quais países da América Latina ajudam Cuba?

O bloqueio energético dos Estados Unidos a Cuba gerou diferentes respostas na América Latina: desde ajuda concreta de governos de esquerda até apoios políticos, ou mesmo silêncio diante da situação.

Tamanho do texto:

A ilha caribenha, sob governo comunista há mais de seis décadas, enfrenta há anos uma grave escassez de combustível.

Mas a crise no país latino-americano de 9,6 milhões de habitantes se agravou no mês passado, depois que o presidente americano, Donald Trump, cortou o fluxo de petróleo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela e ameaçou aplicar tarifas a qualquer país que venda hidrocarbonetos a Havana.

- Ajuda concreta -

O México, aliado histórico de Cuba, lidera o apoio material à ilha. Dois navios da Marinha mexicana chegaram na quinta-feira (13) a Havana com 814 toneladas de alimentos, e "mais de 1.500 toneladas" de ajuda humanitária aguardam transporte para a ilha, segundo a presidente, Claudia Sheinbaum.

O governo de esquerda de Sheinbaum enviou petróleo a Cuba até o início de janeiro. Parte desse petróleo integrava um esquema de "ajuda humanitária", informou a presidente, que suspendeu esses envios, embora tenha manifestado discordância com a ameaça de sanções tarifárias de Washington.

"Vamos continuar enviando ajuda humanitária, alimentos e algumas outras solicitações que o governo cubano nos fez", disse na terça-feira a presidente, cuja administração também abriu, na semana passada, um centro de arrecadação na Cidade do México.

No Chile, o também presidente de esquerda, Gabriel Boric, anunciou a doação de 1 milhão de dólares (R$ 5,23 milhões) a Cuba, iniciativa questionada pelo presidente eleito, o ultradireitista José Antonio Kast.

- Apoio político -

No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro importante aliado de Havana, criticou a nova ofensiva dos Estados Unidos, mas não anunciou nenhum tipo de ajuda ao país caribenho.

Lula defendeu em 2025 o programa Mais Médicos, que levou ao Brasil profissionais de saúde cubanos por meio de um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. O envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de entrada de divisas de Cuba, com 7 bilhões de dólares (R$ 36,63 bilhões) em 2025, segundo dados oficiais.

O governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela também condenou as pressões de Trump e reiterou a "solidariedade de Caracas" com a ilha. Por ora, sua administração mantém no país um contingente de cerca de 13.000 profissionais de saúde cubanos.

Venezuela e Cuba são aliados próximos desde a presidência do falecido Hugo Chávez (1999-2013), e essa proximidade se manteve com seu sucessor, Nicolás Maduro, deposto em 3 de janeiro em uma incursão americana. Até então, o país sul-americano era o principal fornecedor de petróleo de Cuba.

A Nicarágua, único parceiro de Cuba na América Central, também não anunciou envios de ajuda material à ilha. Embora tenha expressado rejeição às sanções americanas, o governo de esquerda de Daniel Ortega restabeleceu a exigência de visto para cubanos.

A isenção de visto, vigente desde 2021, permitiu a Havana aliviar a pressão social após as históricas manifestações antigovernamentais de julho daquele ano, com o êxodo de milhares de habitantes da ilha.

- Sem sinais -

Os governos de esquerda da Colômbia e do Uruguai, liderados por Gustavo Petro e Yamandú Orsi, respectivamente, não anunciaram ajuda, embora Montevidéu tenha informado que estuda a situação.

El Salvador, governado pelo direitista Nayib Bukele, principal aliado de Washington na América Central, também não demonstrou sinais de apoio a Cuba. Tampouco o fizeram Panamá e Costa Rica, também governados pela direita.

Sob pressão de Trump, a Guatemala acaba de encerrar um acordo de 27 anos pelo qual milhares de médicos cubanos trabalharam no país. Os 412 profissionais de saúde cubanos que ainda estão lá deixarão o país nos próximos meses.

Honduras, cujo novo presidente, Nasry Asfura, é aliado de Trump, também planeja encerrar as brigadas médicas cubanas.

No Equador, o governo de Daniel Noboa, outro próximo ao presidente americano, não anunciou programas de ajuda humanitária a Cuba. No ano passado, na ONU, Quito se absteve pela primeira vez em mais de três décadas de votar a favor da suspensão do embargo comercial e financeiro que os Estados Unidos aplicam a Cuba desde 1962.

Em meio à crise energética, o governo argentino do direitista Javier Milei, outro apoiador das políticas de Trump em relação a Cuba, advertiu os cidadãos a evitarem viagens à ilha.

(P.Werner--BBZ)