Berliner Boersenzeitung - Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos

EUR -
AED 4.234559
AFN 72.641835
ALL 96.248565
AMD 434.904915
ANG 2.064044
AOA 1057.340806
ARS 1585.415706
AUD 1.673188
AWG 2.078361
AZN 1.957338
BAM 1.959852
BBD 2.322602
BDT 141.493133
BGN 1.970908
BHD 0.434666
BIF 3425.437109
BMD 1.153044
BND 1.48497
BOB 7.997534
BRL 6.036994
BSD 1.153179
BTN 109.301864
BWP 15.898074
BYN 3.432596
BYR 22599.658021
BZD 2.319164
CAD 1.59854
CDF 2635.280598
CHF 0.919074
CLF 0.027048
CLP 1067.995456
CNY 7.969204
CNH 7.979305
COP 4248.931725
CRC 535.504768
CUC 1.153044
CUP 30.55566
CVE 110.493432
CZK 24.511117
DJF 205.349878
DKK 7.472427
DOP 68.642207
DZD 153.427511
EGP 60.873218
ERN 17.295657
ETB 178.265943
FJD 2.602881
FKP 0.863702
GBP 0.865999
GEL 3.107433
GGP 0.863702
GHS 12.635122
GIP 0.863702
GMD 84.750785
GNF 10110.771248
GTQ 8.825283
GYD 241.395336
HKD 9.032858
HNL 30.617431
HRK 7.534216
HTG 151.163167
HUF 388.806939
IDR 19579.029239
ILS 3.631631
IMP 0.863702
INR 109.355882
IQD 1510.629592
IRR 1514292.392246
ISK 143.611654
JEP 0.863702
JMD 181.515261
JOD 0.817548
JPY 184.375734
KES 149.895922
KGS 100.833793
KHR 4618.548282
KMF 492.350276
KPW 1037.841215
KRW 1740.831224
KWD 0.354837
KYD 0.960999
KZT 557.48528
LAK 25080.524635
LBP 103264.286246
LKR 363.252555
LRD 211.60021
LSL 19.801824
LTL 3.404639
LVL 0.697464
LYD 7.361218
MAD 10.777782
MDL 20.255139
MGA 4805.873033
MKD 61.643865
MMK 2424.318926
MNT 4127.884218
MOP 9.304497
MRU 46.043389
MUR 53.927637
MVR 17.825829
MWK 1999.585924
MXN 20.794199
MYR 4.627166
MZN 73.691653
NAD 19.801824
NGN 1594.716963
NIO 42.437919
NOK 11.194637
NPR 174.878782
NZD 2.001828
OMR 0.443344
PAB 1.153169
PEN 4.017022
PGK 4.983302
PHP 69.751094
PKR 321.84457
PLN 4.283362
PYG 7539.587172
QAR 4.204392
RON 5.098416
RSD 117.407553
RUB 93.914995
RWF 1684.003378
SAR 4.326795
SBD 9.272749
SCR 16.106748
SDG 692.979097
SEK 10.87695
SGD 1.483956
SHP 0.865081
SLE 28.307763
SLL 24178.763955
SOS 659.059667
SRD 43.355598
STD 23865.678189
STN 24.550649
SVC 10.08986
SYP 127.441644
SZL 19.80002
THB 37.800276
TJS 11.018566
TMT 4.047184
TND 3.399829
TOP 2.776252
TRY 51.264903
TTD 7.835164
TWD 36.864537
TZS 2970.802359
UAH 50.546198
UGX 4295.881207
USD 1.153044
UYU 46.676498
UZS 14063.07368
VES 537.339322
VND 30368.290466
VUV 138.027623
WST 3.176444
XAF 657.31592
XAG 0.016391
XAU 0.000256
XCD 3.116158
XCG 2.078306
XDR 0.814962
XOF 657.31592
XPF 119.331742
YER 275.17389
ZAR 19.68986
ZMK 10378.76945
ZMW 21.707878
ZWL 371.279626
Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos
Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos / foto: Brendan Smialowski - Pool/AFP

Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos

O Irã instou, nesta sexta-feira (27), os civis a se afastarem das forças americanas no Oriente Médio, em um novo desafio depois que o presidente Donald Trump afirmou que as negociações para pôr fim à guerra "vão bem".

Tamanho do texto:

Há vários dias, Trump alterna ameaças de ataques com declarações que anunciam o fim iminente da guerra desencadeada em 28 de fevereiro por bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O presidente republicano adiou "até segunda-feira, às 20h, horário de Washington" seu ultimato de ataque às usinas elétricas no Irã, segundo ele "a pedido do governo iraniano".

Oficialmente, Teerã nega as "negociações", mas enviou por meio do Paquistão, país mediador, uma resposta ao plano americano em 15 pontos, segundo uma fonte anônima citada na quinta-feira pela agência de notícias Tasnim.

O diálogo indireto não silencia as armas nem reduziu a tensão.

Em seu site Sepah News, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da república islâmica, classificou de "covardes" as forças americano-israelenses porque, segundo eles, "tentam utilizar locais civis e inocentes como escudos humanos".

"Recomendamos que abandonem urgentemente os locais onde estão estacionadas as tropas americanas para que nada lhes aconteça", advertiram.

Além disso, a Guarda Revolucionária obrigou três navios a dar meia-volta no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos que, segundo eles, está fechada a embarcações que venham ou se dirijam a portos vinculados ao "inimigo".

- Ameaça a hotéis -

O Exército iraniano, por sua vez, advertiu que hotéis da região que hospedem militares americanos se tornarão alvos.

Quando soldados americanos "entram em um hotel (...), ele se torna americano", afirmou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.

Também ameaçam continuar atacando Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein.

O Soufan Center, com sede em Nova York, estima que os Estados Unidos correm o risco de cometer um erro de cálculo com o "regime ultraconservador" iraniano.

Desde o início da guerra, "os assassinatos de altos cargos não apenas permitiram que os radicais permanecessem no poder, como também marginalizaram a direção política e colocaram o Corpo da Guarda Revolucionária no centro do jogo", adverte esse instituto especializado.

O tema domina uma reunião do G7 em Paris, à qual se juntou nesta sexta-feira o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, que muito provavelmente pedirá a seus parceiros que colaborem nas tentativas de reabrir o Estreito de Ormuz.

Mas alguns aliados estão incomodados. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, criticou a falta de "consulta, objetivo claro e estratégia de saída" de Washington.

- "Nenhuma renda" -

No sábado se completará um mês da guerra, que se estendeu por todo o Oriente Médio e alimentou temores sobre a economia mundial e o fornecimento de petróleo e gás.

Embora Washington pareça buscar uma saída diplomática para o conflito, Israel intensifica sua campanha militar com novos ataques nesta sexta-feira no oeste do país e contra Teerã. Afirma que tem como alvo instalações de produção de armas, "principalmente mísseis balísticos".

Há um mês, os bombardeios e a angústia impedem os moradores de Teerã de dormir.

"Não tenho absolutamente nenhuma renda", diz Golnar, que vivia de sua loja online.

"Na nossa família (...) só nos permitimos os gastos de subsistência mais básicos", contou.

Kaveh, um artista de 38 anos, afirma que grupos vinculados às forças de segurança "assumiram o controle das ruas".

Se houver um acordo para pôr fim à guerra com esse regime, "estaremos condenados. No mínimo, teremos que deixar o Irã por dois ou três anos, porque eles se voltarão contra nós", alertou.

A intensidade dos bombardeios causou danos em 120 museus e edifícios históricos, segundo o Ministério do Patrimônio Cultural.

Na frente libanesa, foram ouvidas explosões no sul de Beirute, considerado por Israel um reduto do grupo pró-Irã Hezbollah.

O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março após represálias do Hezbollah contra Israel por ter matado o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

Os ataques causaram mais de 1.100 mortos, segundo as autoridades, e mais de um milhão de deslocados.

A decisão do governo de combater simultaneamente no Irã e no Líbano não tem consenso.

A oposição israelense denunciou na quinta-feira combates "sem estratégia, sem os meios necessários e com muito poucos soldados".

O Exército reconhece que precisa de "forças adicionais".

Segundo o Wall Street Journal (WSJ) e a plataforma Axios, a Casa Branca também considera enviar ao menos 10.000 soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias.

burx-maj/lgo/ad-arm-meb-erl/pb/lm/aa

(G.Gruner--BBZ)