Berliner Boersenzeitung - Três latino-americanos e um africano aspiram liderança da ONU

EUR -
AED 4.212777
AFN 72.835586
ALL 94.512843
AMD 422.248264
ANG 2.053494
AOA 1052.895931
ARS 1680.790338
AUD 1.635257
AWG 2.067368
AZN 1.95436
BAM 1.956354
BBD 2.309354
BDT 140.73988
BGN 1.939347
BHD 0.432422
BIF 3423.630825
BMD 1.146945
BND 1.480319
BOB 7.92328
BRL 5.90941
BSD 1.146625
BTN 108.087801
BWP 15.582008
BYN 3.185903
BYR 22480.122
BZD 2.305963
CAD 1.623185
CDF 2615.035015
CHF 0.925648
CLF 0.026299
CLP 1035.072439
CNY 7.764364
CNH 7.780559
COP 3960.034063
CRC 520.14739
CUC 1.146945
CUP 30.394043
CVE 110.569964
CZK 24.190336
DJF 203.835517
DKK 7.474072
DOP 66.986043
DZD 152.939427
EGP 57.331754
ERN 17.204175
ETB 181.647461
FJD 2.564
FKP 0.866759
GBP 0.866531
GEL 3.039852
GGP 0.866759
GHS 12.874504
GIP 0.866759
GMD 84.304874
GNF 10064.442782
GTQ 8.746478
GYD 239.84901
HKD 8.988436
HNL 30.606273
HRK 7.533248
HTG 149.77244
HUF 351.906109
IDR 20445.785654
ILS 3.394682
IMP 0.866759
INR 108.1919
IQD 1502.49795
IRR 1577049.375404
ISK 143.976448
JEP 0.866759
JMD 181.171337
JOD 0.813229
JPY 185.008009
KES 148.419043
KGS 100.300781
KHR 4599.249852
KMF 492.617229
KPW 1032.250901
KRW 1752.130969
KWD 0.353179
KYD 0.955446
KZT 559.543917
LAK 25295.872375
LBP 102708.92515
LKR 382.668433
LRD 208.916469
LSL 18.815678
LTL 3.386631
LVL 0.693776
LYD 7.311819
MAD 10.580612
MDL 20.248208
MGA 4817.169398
MKD 61.628611
MMK 2407.987936
MNT 4106.547494
MOP 9.256923
MRU 45.947051
MUR 54.881752
MVR 17.720734
MWK 1992.243861
MXN 19.872546
MYR 4.745948
MZN 73.301688
NAD 18.814173
NGN 1560.350288
NIO 41.990088
NOK 11.102658
NPR 172.945006
NZD 1.997675
OMR 0.441554
PAB 1.14663
PEN 3.881306
PGK 5.032508
PHP 69.638491
PKR 319.223511
PLN 4.259467
PYG 7041.056554
QAR 4.175458
RON 5.239364
RSD 117.183799
RUB 83.845404
RWF 1679.12748
SAR 4.299026
SBD 9.24601
SCR 15.693948
SDG 688.744688
SEK 10.986379
SGD 1.482316
SHP 0.85631
SLE 28.387314
SLL 24050.86738
SOS 655.483268
SRD 42.898615
STD 23739.445827
STN 24.544623
SVC 10.032843
SYP 126.774237
SZL 18.814083
THB 37.723444
TJS 10.63456
TMT 4.014308
TND 3.339618
TOP 2.761569
TRY 53.26206
TTD 7.775237
TWD 36.375404
TZS 3017.595134
UAH 51.508996
UGX 4173.182519
USD 1.146945
UYU 45.84299
UZS 13769.075108
VES 695.774297
VND 30176.12295
VUV 135.491976
WST 3.156157
XAF 656.142926
XAG 0.017685
XAU 0.000276
XCD 3.099677
XCG 2.066386
XDR 0.807102
XOF 648.024305
XPF 119.331742
YER 273.665193
ZAR 18.876464
ZMK 10323.847966
ZMW 20.552914
ZWL 369.315822
Três latino-americanos e um africano aspiram liderança da ONU
Três latino-americanos e um africano aspiram liderança da ONU / foto: Kena Betancur - AFP

Três latino-americanos e um africano aspiram liderança da ONU

Os quatro candidatos a suceder o secretário-geral da ONU, António Guterres, vão se apresentar esta semana em audiências públicas, etapa preliminar do processo para designar o líder de uma organização confrontada com múltiplos desafios.

Tamanho do texto:

A chilena Michelle Bachelet, o argentino Rafael Grossi, a costa-riquenha Rebeca Grynspan e o senegalês Macky Sall serão submetidos, durante três horas cada um, nesta terça-feira (21) e na quarta-feira, a perguntas dos 193 Estados-membros e de representantes da sociedade civil.

É a segunda vez, em suas oito décadas de existência, que a Organização das Nações Unidas (ONU) organiza uma sessão desse tipo, criada em 2016 para garantir maior transparência.

Muitos Estados querem que uma mulher assuma o cargo pela primeira vez, e a América Latina reivindica a função em virtude de uma tradição não regulamentada de rotação geográfica que, no entanto, nem sempre é respeitada.

Desde a fundação da ONU, em 1945, o único secretário-geral latino-americano foi o diplomata peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991). Guterres, que assumiu em 2017, é português.

Mas são os membros do Conselho de Segurança - na prática, os cinco membros permanentes com direito de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) - que realmente têm o futuro dos candidatos em suas mãos.

O próximo secretário-geral deverá estar em sintonia com "os valores e os interesses americanos", advertiu o embaixador americano Mike Waltz.

Os quatro candidatos oficiais para assumir o comando da ONU a partir de 1º de janeiro de 2027 prometem recuperar a confiança em uma organização profundamente dividida.

- Michelle Bachelet -

Bachelet, de 74 anos, foi a única mulher a chegar à Presidência do Chile (2006-2010 e 2014-2018), pelo Partido Socialista.

Pediatra de formação, a política de esquerda sofreu tortura por se opor à ditadura de Augusto Pinochet e, após governar o país, tornou-se uma figura política de destaque internacional.

Foi diretora-executiva da ONU Mulheres (2010-2013) e, depois, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos (2018-2022).

Esse último cargo lhe rendeu alguns ressentimentos, como o da China, pela publicação de um relatório devastador sobre a situação da minoria muçulmana uigur.

Bachelet se declara "convencida" de que sua experiência a prepara para os tempos atuais, em que o sistema internacional "enfrenta desafios de uma magnitude, uma urgência e uma complexidade sem precedentes".

México e Brasil apoiam sua candidatura. O Chile retirou seu apoio após a posse do presidente ultradireitista José Antonio Kast.

- Rafael Grossi -

Diplomata de carreira, o argentino de 65 anos ganhou projeção pública ao assumir, em 2019, a direção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), parte do sistema das Nações Unidas.

O cargo o levou a se ocupar do programa nuclear iraniano e dos perigos relacionados com a usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, ocupada pelas forças russas.

Esses dois temas sensíveis envolvem vários membros permanentes do Conselho de Segurança.

Em sua carta de candidatura, defende um "retorno (da ONU) às suas bases fundadoras: salvar a humanidade do flagelo da guerra".

- Rebeca Grynspan -

Economista de 70 anos, Grynspan é filha de pais judeus que emigraram para a Costa Rica após sobreviverem ao Holocausto.

Menos conhecida que seus concorrentes latino-americanos, a ex-vice-presidente da Costa Rica dirige a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

Nesse posto, negociou em 2022 a "Iniciativa do Mar Negro" com Moscou e Kiev para facilitar a exportação dos cereais ucranianos após a invasão russa.

Em seu discurso, destaca seu apego à Carta da ONU, fundada sobre as cinzas da Segunda Guerra Mundial, "um alerta permanente contra os perigos da desumanização, da desconfiança e da fragmentação".

- Macky Sall -

Macky Sall, de 64 anos, é o único candidato de fora da América Latina.

O ex-presidente senegalês (2012-2024) insiste no vínculo intrínseco entre paz e desenvolvimento: a primeira não pode ser "duradoura" quando o segundo pilar está minado "pela pobreza, pelas desigualdades, pela exclusão e pela vulnerabilidade climática".

Sua candidatura à ONU, apoiada pelo Burundi - que ocupa a presidência rotativa da União Africana -, no entanto não conta com o apoio do bloco regional nem com o de seu próprio país.

As atuais autoridades do Senegal o acusam de ter reprimido com violência os protestos políticos que causaram dezenas de mortes entre 2021 e 2024.

(B.Hartmann--BBZ)