Berliner Boersenzeitung - Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia

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Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia
Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia / foto: Pablo LOPEZ, Gabriela VAZ - AFP

Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia

Yuvelis Morales conseguiu barrar projetos petrolíferos às margens do principal rio da Colômbia sob o lema "Não ao fracking". A ativista, vencedora nesta segunda-feira (20) do prêmio ambiental Goldman, prevê, em entrevista à AFP, "o início do fim" dos combustíveis fósseis no país.

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Descendente de pescadores, de 25 anos, ela enfrentou a exploração de recursos em sua cidade natal, Puerto Wilches, uma localidade próxima à maior refinaria da Colômbia e banhada pelo rio Magdalena.

Com protestos, trabalho de conscientização, pressão nas redes sociais e apoio a ações judiciais, liderou uma causa que levou à suspensão de projetos-piloto de fracking da petroleira estatal colombiana Ecopetrol e da americana ExxonMobil, acusados de colocar a água em risco.

Após receber ameaças por seu trabalho no país mais perigoso do mundo para ambientalistas, a ativista negra teve que se exilar na França por alguns meses em 2022.

Em uma videochamada com a AFP, ela afirma sentir-se "orgulhosa" por receber o Goldman, considerado o Nobel dos ambientalistas.

Seu reconhecimento ocorre na mesma semana em que a Colômbia sediará, a partir de sexta-feira (24), em Santa Marta, no Caribe, uma cúpula mundial sobre o fim dos combustíveis fósseis.

A distinção e esses eventos representam "o início do fim da era e da expansão dos combustíveis fósseis" no país, acredita Morales, da Califórnia, onde foi homenageada junto com outros cinco líderes.

Na Colômbia, quase 150 defensores do meio ambiente foram assassinados em 2024, mais do que em qualquer outro país, segundo o último relatório da ONG Global Witness.

O medo "sempre vai estar presente porque é a angústia que supõe defender o território", diz Morales, que classifica como "inegociável" sua oposição a qualquer projeto que ameace a "integridade" de seu amado Magdalena, o maior rio do país, com cerca de 1.540 km.

"A gente decide o que fazer com esse medo (...) se ele nos imobiliza, se nos paralisa" ou se "em vez disso denunciamos e tomamos tudo (...) para gritar ao mundo o que está acontecendo", afirma.

- Ameaças -

Questionado por seu alto consumo de água, o fracking consiste em extrair gás e petróleo de formações rochosas subterrâneas. Ambientalistas também rejeitam o uso de produtos químicos poluentes e o risco de microssismos que ele provoca.

"Destrói a harmonia comunitária, acaba com a vocação agrícola e desloca não apenas os seres humanos, mas também a fauna e a flora", sustenta Morales.

Desde os 18 anos, ela conscientizou a população local sobre os riscos dessa prática e organizou manifestações em uma região historicamente marcada pela violência de guerrilheiros e paramilitares, dirigida também, às vezes, contra ativistas e sindicalistas.

O fracking "agravou inclusive a violência contra líderes sociais e ambientais", insiste Morales.

A ativista chegou a abandonar seus estudos de engenharia ambiental para se concentrar na defesa de seu território. A rejeição impulsionada por Morales e seus companheiros, somada à visibilidade na mídia que conseguiram, elevou o custo para as empresas e contribuiu para que os projetos fossem suspensos ou colocados em pausa.

Em 2022, homens armados apareceram em sua casa para lhe fazer uma advertência, o que a levou a pedir asilo na França. Na entrevista, ela prefere não se aprofundar sobre seu exílio.

- 'Escudo' -

No mesmo ano do desterro, ela viu a Colômbia dar seus primeiros passos rumo a uma transição energética.

Recém-chegado ao poder, o presidente Gustavo Petro suspendeu os contratos de fracking.

O primeiro presidente de esquerda do país enviou ao Congresso várias propostas para proibir essa prática, mas não teve apoio.

Sua promessa de reforma energética também avança lentamente, em parte devido à dificuldade de encontrar alternativas de financiamento para as altas receitas representadas pelos hidrocarbonetos.

"Petro não pode deixar seu mandato", em agosto deste ano, "sem conseguir a proibição do fracking", clama Morales.

O último Prêmio Goldman da Colômbia havia sido o de Francia Márquez, a atual vice-presidente de Petro, em 2018.

Na Colômbia, as populações costumam entrar em choque com grandes empresas que buscam explorar petróleo e minerais como carvão e ouro em ecossistemas frágeis.

Morales compara o trabalho dos ambientalistas a um "escudo".

"Vou continuar gritando ao mundo" que "é preciso viver em nossos territórios e jamais entregá-los", afirma.

(Y.Yildiz--BBZ)