Berliner Boersenzeitung - Lula enfrenta Flávio Bolsonaro em sua última batalha eleitoral

EUR -
AED 4.097449
AFN 71.405838
ALL 90.616631
AMD 401.812176
ANG 1.996881
AOA 1024.222003
ARS 1713.62359
AUD 1.586729
AWG 2.011067
AZN 1.901136
BAM 1.949248
BBD 2.247416
BDT 138.524382
BGN 1.950072
BHD 0.421299
BIF 3348.664286
BMD 1.11571
BND 1.425553
BOB 13.529886
BRL 6.07404
BSD 1.115884
BTN 105.894855
BWP 15.416733
BYN 3.286955
BYR 21867.912013
BZD 2.244137
CAD 1.557179
CDF 2582.868583
CHF 0.919211
CLF 0.028029
CLP 1106.739931
CNY 7.431859
CNH 7.423714
COP 3564.257673
CRC 507.410374
CUC 1.11571
CUP 26.778989
CVE 109.89512
CZK 24.353323
DJF 198.284384
DKK 7.473331
DOP 67.635085
DZD 151.572144
EGP 62.471162
ERN 16.735647
ETB 180.144444
FJD 2.503323
FKP 0.834157
GBP 0.833173
GEL 2.905153
GGP 0.834157
GHS 12.999654
GIP 0.834157
GMD 82.562922
GNF 9875.80474
GTQ 8.530327
GYD 233.890121
HKD 8.751695
HNL 29.991191
HRK 7.552251
HTG 146.193844
HUF 365.770399
IDR 20257.942776
ILS 3.508417
IMP 0.834157
INR 105.955892
IQD 1691.514361
IRR 2084608.919934
ISK 136.009279
JEP 0.834157
JMD 177.313208
JOD 0.791082
JPY 175.639543
KES 144.89766
KGS 97.567376
KHR 4552.758153
KMF 492.028411
KPW 1004.138774
KRW 1488.758952
KWD 0.347165
KYD 0.92987
KZT 505.929434
LAK 25123.453969
LBP 99922.520078
LKR 371.142489
LRD 189.679884
LSL 18.595196
LTL 3.294401
LVL 0.674882
LYD 7.172858
MAD 10.971273
MDL 19.973579
MGA 5047.215888
MKD 61.373706
MMK 2342.889781
MNT 4014.19357
MOP 9.016372
MRU 45.247533
MUR 52.751181
MVR 17.238138
MWK 1934.449804
MXN 20.968745
MYR 4.527778
MZN 71.305434
NAD 18.595196
NGN 1501.980106
NIO 41.06198
NOK 10.263084
NPR 169.431569
NZD 1.980129
OMR 0.42899
PAB 1.115989
PEN 3.862019
PGK 5.077909
PHP 71.054021
PKR 308.685923
PLN 4.404209
PYG 6537.027277
QAR 4.067528
RON 5.337002
RSD 117.453044
RUB 90.005057
RWF 1647.141366
SAR 4.188821
SBD 8.990619
SCR 15.366815
SDG 671.103544
SEK 10.959674
SGD 1.42586
SHP 0.834925
SLE 25.553845
SLL 23395.881486
SOS 637.665207
SRD 41.972449
STD 23092.94018
STN 24.418688
SVC 9.763183
SYP 14506.458423
SZL 18.59018
THB 37.692586
TJS 10.270839
TMT 3.904984
TND 3.336784
TOP 2.686361
TRY 55.727254
TTD 7.56557
TWD 36.423355
TZS 2946.810525
UAH 50.610698
UGX 4742.208913
USD 1.11571
UYU 44.860819
UZS 13383.494263
VES 990.169911
VND 28789.217736
VUV 133.012093
WST 3.094869
XAF 655.957
XAG 0.022737
XAU 0.000287344858
XCD 3.015262
XCG 2.010941
XDR 0.788865
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.534658
ZAR 18.66081
ZMK 10042.73102
ZMW 22.500973
ZWL 359.258099
SSP 6409.974876
MXV 2.363292
Lula enfrenta Flávio Bolsonaro em sua última batalha eleitoral
Lula enfrenta Flávio Bolsonaro em sua última batalha eleitoral / foto: Sergio Lima - AFP

Lula enfrenta Flávio Bolsonaro em sua última batalha eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu rival Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam neste domingo (4) no primeiro turno das eleições presidenciais, que decidirão se o país permanece à esquerda ou se junta à onda de direita na região, impulsionada por Donald Trump.

Tamanho do texto:

As pesquisas dão uma ligeira vantagem a Lula, de 80 anos, sobre o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 45 anos.

A campanha tem mantido um tom menos beligerante do que o que caracterizou a disputa de 2022 entre Lula e Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado após perder por uma pequena margem naquela eleição.

No entanto, tem sido marcada por escândalos e acusações de corrupção que chegaram a envolver o próprio Flávio Bolsonaro.

Muitos brasileiros estão cansados de ver praticamente os mesmos atores na disputa — Lula busca um quarto mandato e os Bolsonaro disputam sua terceira eleição consecutiva — e estão cada vez mais desconfiados das instituições.

"Estou em dúvida ainda. Porque está muito escancarada a corrupção. Está até difícil", diz Joel da Silva, 42, porteiro no Rio de Janeiro que já votou nos dois candidatos em eleições passadas.

Lula e Flávio provavelmente terão que disputar cada voto dos quase 160 milhões de eleitores em um segundo turno em 25 de outubro, no qual aparecem em empate técnico.

- A sombra de Trump -

Lula ergueu a bandeira da soberania diante do que denunciou como intervencionismo de Donald Trump, após candidatos de direita apoiados pelo presidente americano vencerem as eleições presidenciais no Chile, Colômbia e Peru.

"O Brasil não cabe no quintal de ninguém", afirmou Lula na Assembleia Geral da ONU.

Até o momento, Trump não declarou apoio explícito ao filho de seu aliado Jair Bolsonaro, embora tenha recebido o senador este ano em uma reunião privada na Casa Branca.

Lula, que fez campanha usando o chapéu-panamá que veste desde o diagnóstico de câncer de pele, afirma estar em sua melhor forma.

Seu terceiro mandato não consecutivo termina com taxas de desemprego historicamente baixas, inflação controlada, mas também com uma economia em desaceleração e insegurança generalizada.

Na tentativa de desempatar nas pesquisas, ele fez acenos à classe trabalhadora: aumentou o financiamento do Bolsa Família e proibiu as apostas online chamadas "Bets", um flagelo que endivida milhões de brasileiros.

"O Lula, realmente, sem querer idolatrar, é um dos maiores presidentes que esse país já teve", diz Israel Gomes, 52, no hotel que administra em Brasília, diante de um retrato de um jovem Lula.

Mas o presidente nunca se livrou do rótulo de "ladrão" que a direita lhe atribuiu após sua condenação por corrupção em 2018, que o levou à prisão antes de ser anulada por questões processuais.

- Promessa de linha dura -

Flávio Bolsonaro foi indicado como candidato após seu pai, que governou com ataques persistentes às instituições, ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão.

Com um perfil discreto e pouco conhecido a nível nacional até recentemente, ele abraça prontamente seu status de filho de Jair, embora se apresente como uma versão mais moderada do pai.

Sua principal promessa: replicar a linha dura contra o crime adotada por Nayib Bukele, de El Salvador.

O alfaiate Elias Camisero, de 74 anos, votará nele para acabar com as facções criminosas que controlam os bairros operários das principais cidades brasileiras.

"Tem que acabar. Hoje, no Brasil, quem comanda é o crime organizado", disse à AFP em São Paulo.

Flávio Bolsonaro afirma que vai virar a página da "incompetência e corrupção" dos governos de Lula.

No entanto, ele próprio está sendo investigado por corrupção e lavagem de dinheiro na produção do filme "Dark Horse" sobre seu pai, parcialmente financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso no fraude no caso do Banco Master.

O senador admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas nega qualquer irregularidade.

Vorcaro também teria mantido laços com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o que desencadeou uma crise sem precedentes no Supremo em plena campanha eleitoral.

"Tem um certo cansaço do eleitorado, que acha que todo mundo é corrupto", disse à AFP o professor Joscimar Silva, do Instituto de Ciências Políticas da Universidade Nacional de Brasília.

(K.Lüdke--BBZ)