Berliner Boersenzeitung - Medo toma conta de migrantes haitianas grávidas na República Dominicana

EUR -
AED 4.272782
AFN 73.880447
ALL 96.109812
AMD 438.463446
ANG 2.08227
AOA 1066.887849
ARS 1628.233031
AUD 1.622187
AWG 2.094217
AZN 1.98029
BAM 1.956959
BBD 2.34555
BDT 142.64448
BGN 1.91696
BHD 0.439262
BIF 3456.551108
BMD 1.163454
BND 1.481022
BOB 8.046869
BRL 6.008544
BSD 1.164625
BTN 106.923244
BWP 15.562618
BYN 3.420385
BYR 22803.699379
BZD 2.342148
CAD 1.577545
CDF 2530.51239
CHF 0.904201
CLF 0.0262
CLP 1034.531775
CNY 8.001
CNH 7.984128
COP 4317.449999
CRC 549.93988
CUC 1.163454
CUP 30.831532
CVE 110.331291
CZK 24.395265
DJF 207.378166
DKK 7.471661
DOP 69.913208
DZD 152.841149
EGP 60.462267
ERN 17.451811
ETB 180.643343
FJD 2.553195
FKP 0.864522
GBP 0.865185
GEL 3.164157
GGP 0.864522
GHS 12.565604
GIP 0.864522
GMD 84.932141
GNF 10209.353566
GTQ 8.929365
GYD 243.64744
HKD 9.106518
HNL 30.82405
HRK 7.535655
HTG 152.705033
HUF 383.843313
IDR 19622.816007
ILS 3.597755
IMP 0.864522
INR 106.923167
IQD 1525.616652
IRR 1537737.217723
ISK 145.698957
JEP 0.864522
JMD 182.732935
JOD 0.824877
JPY 183.931036
KES 150.25982
KGS 101.743875
KHR 4673.908704
KMF 492.141117
KPW 1047.148546
KRW 1704.564469
KWD 0.356738
KYD 0.970483
KZT 567.490971
LAK 24947.09643
LBP 104287.701151
LKR 361.999059
LRD 213.109877
LSL 18.955271
LTL 3.435378
LVL 0.703762
LYD 7.434627
MAD 10.859772
MDL 20.042473
MGA 4830.985696
MKD 61.655283
MMK 2442.597639
MNT 4166.223618
MOP 9.384298
MRU 46.226569
MUR 53.414002
MVR 17.986898
MWK 2019.348018
MXN 20.426646
MYR 4.565412
MZN 74.370691
NAD 18.955189
NGN 1627.753781
NIO 42.856671
NOK 11.192474
NPR 171.079732
NZD 1.957337
OMR 0.447347
PAB 1.164605
PEN 4.062706
PGK 5.020103
PHP 68.489047
PKR 325.382194
PLN 4.263402
PYG 7582.686331
QAR 4.246752
RON 5.089413
RSD 117.435566
RUB 91.96633
RWF 1702.552229
SAR 4.36661
SBD 9.367737
SCR 17.325815
SDG 699.235839
SEK 10.644243
SGD 1.478448
SHP 0.872892
SLE 28.665839
SLL 24397.048945
SOS 664.410626
SRD 43.674879
STD 24081.14983
STN 24.515257
SVC 10.190123
SYP 129.435751
SZL 18.960718
THB 36.671903
TJS 11.144792
TMT 4.083724
TND 3.405846
TOP 2.801318
TRY 51.265759
TTD 7.901782
TWD 36.9059
TZS 3020.32643
UAH 51.098681
UGX 4314.610934
USD 1.163454
UYU 46.968624
UZS 14155.444326
VES 506.912968
VND 30534.851541
VUV 138.94084
WST 3.177098
XAF 656.362652
XAG 0.013233
XAU 0.000224
XCD 3.144292
XCG 2.098761
XDR 0.816305
XOF 656.365475
XPF 119.331742
YER 277.602577
ZAR 18.906861
ZMK 10472.474231
ZMW 22.592963
ZWL 374.631729
Medo toma conta de migrantes haitianas grávidas na República Dominicana
Medo toma conta de migrantes haitianas grávidas na República Dominicana / foto: Erickson POLANCO - AFP

Medo toma conta de migrantes haitianas grávidas na República Dominicana

Ainda dolorida após o parto, uma mulher haitiana com seu bebê nos braços embarca em um ônibus dos serviços de migração dominicanos, onde também está seu cunhado, preso mais cedo quando foi visitá-la no hospital onde ela deu à luz em Santo Domingo.

Tamanho do texto:

A detenção dos dois é o resultado de batidas iniciadas em 21 de abril em hospitais da República Dominicana, uma nova medida do presidente dominicano, Luis Abinader, no combate à migração irregular.

Desde que chegou ao poder, em 2020, Abinader, reeleito em maio de 2024, endureceu as políticas migratórias, que incluem deportações em massa e um muro que divide seu próspero país do empobrecido Haiti.

Erony Auguste, de 42 anos, detido com sua cunhada, afirma ter documentos e, mesmo assim, foi preso: "Ele (Abinader) pode pegar todos (migrantes irregulares) na rua, mas a mulher deve ser respeitada", declara ele no ônibus.

"Dia após dia, os migrantes nos telefonam para expressar sua preocupação de que não querem ir aos hospitais por medo de serem presos, detidos e enviados ao Haiti", disse à AFP William Charpentier, coordenador da Mesa Redonda Nacional para Migração e Refugiados na República Dominicana.

O defensor dos direitos humanos haitiano considera que misturar controle de fronteiras com invasões aos 33 hospitais do país "é realmente uma violação dos direitos humanos".

"Parece uma medida muito cruel", ele denuncia. Ela "coloca as pessoas em risco, principalmente as mulheres, que, quando estão grávidas, só de pensar que quando forem ao hospital para dar à luz serão deportadas, é um desafio realmente grande e altamente insensível", acrescenta Charpentier.

O Serviço Dominicano de Migração disse que "no primeiro dia da operação 48 mulheres grávidas e 39 mulheres em trabalho de parto foram detidas, acompanhadas por 48 menores" que foram levados para o centro de detenção Haina, a cerca de 20 minutos da capital, Santo Domingo.

Com a medida, o fluxo de haitianos nos hospitais diminuiu, disse à AFP Martin Ortiz García, diretor do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para crianças e adolescentes.

- Detida no pré-natal -

Santo Heredia, de 34 anos, esperava nos arredores do centro de detenção de Haina por notícias de sua esposa com cinco meses de gravidez, detida após uma consulta pré-natal.

"Tudo isso me deixa atordoado, está grávida, é uma pessoa sozinha, não tem dinheiro, não tem com o que se comunicar conosco", lamenta.

Embora sejam casados e tenham uma filha de quatro anos, a esposa de Santo, filha de pais haitianos e nascida na República Dominicana, não consegue se legalizar por falta de dinheiro para custear os trâmites.

O fato de ter nascido na República Dominicana não confere automaticamente a nacionalidade. Uma reforma constitucional em 2010 estabeleceu que os filhos de pais em situação irregular não adquirem a nacionalidade.

A medida é retroativa para nascimentos ocorridos entre 1929 e 2010, de acordo com uma decisão judicial de 2013.

O rastreamento de gestantes busca expandir o número de deportações, que no primeiro trimestre de 2025 chegou a 86.406 e em 2024 fechou em 276.215.

Muitos dominicanos dizem que se sentem "deslocados" no sistema de saúde pública.

Em 2024, a cada 100 nascimentos, pelo menos 36 eram haitianos. Em alguns centros de saúde, o número de partos de haitianas chega a ser o dobro das dominicanas, de acordo com o SNS.

O protocolo obriga os hospitais a exigir identificação, uma carta de emprego, comprovante de residência e pagamento pelos serviços prestados.

Mas, mesmo sem documentação, "não lhes é negado atendimento", assegura Ortiz García, do SNS. "As imigrantes irregulares são atendidas em caráter emergencial. Se precisarem ser admitidas, dão entrada e, depois que o evento médico passa, segue-se ao protocolo de migração".

O Haiti, com 11 milhões de habitantes, é assolado pela violência das gangues, que controlam cerca de 85% de Porto Príncipe, capital do país mais pobre da região.

A Antiga Ordem Dominicana, uma ONG nacionalista que faz campanha contra a "haitinização" do país, exige firmeza com a imigração de haitianos.

"Vamos expulsá-los já!", "Chega!", "República Dominicana para os dominicanos!" são algumas das palavras de ordem dos nacionalistas, que organizaram três manifestações no último mês.

"O povo dominicano deve estar vigilante em todas as maternidades para garantir que o que foi dito seja cumprido", assinala Angelo Vásquez, presidente da Antiga Ordem Dominicana.

No domingo, dois caminhões do Serviço de Migração com haitianos prestes a serem deportados passaram perto de manifestantes nacionalistas. Um deles agarrou o braço de um haitiano através das grades e gritou para os migrantes: "Voltem para o seu país!", "Fora! Fora!".

(O.Joost--BBZ)