Berliner Boersenzeitung - Três pontos do escândalo de corrupção que atinge irmã de Milei na Argentina

EUR -
AED 4.272782
AFN 73.880447
ALL 96.109812
AMD 438.463446
ANG 2.08227
AOA 1066.887849
ARS 1628.233031
AUD 1.622187
AWG 2.094217
AZN 1.98029
BAM 1.956959
BBD 2.34555
BDT 142.64448
BGN 1.91696
BHD 0.439262
BIF 3456.551108
BMD 1.163454
BND 1.481022
BOB 8.046869
BRL 6.008544
BSD 1.164625
BTN 106.923244
BWP 15.562618
BYN 3.420385
BYR 22803.699379
BZD 2.342148
CAD 1.577545
CDF 2530.51239
CHF 0.904201
CLF 0.0262
CLP 1034.531775
CNY 8.001
CNH 7.984128
COP 4317.449999
CRC 549.93988
CUC 1.163454
CUP 30.831532
CVE 110.331291
CZK 24.395265
DJF 207.378166
DKK 7.471661
DOP 69.913208
DZD 152.841149
EGP 60.462267
ERN 17.451811
ETB 180.643343
FJD 2.553195
FKP 0.864522
GBP 0.865185
GEL 3.164157
GGP 0.864522
GHS 12.565604
GIP 0.864522
GMD 84.932141
GNF 10209.353566
GTQ 8.929365
GYD 243.64744
HKD 9.106518
HNL 30.82405
HRK 7.535655
HTG 152.705033
HUF 383.843313
IDR 19622.816007
ILS 3.597755
IMP 0.864522
INR 106.923167
IQD 1525.616652
IRR 1537737.217723
ISK 145.698957
JEP 0.864522
JMD 182.732935
JOD 0.824877
JPY 183.931036
KES 150.25982
KGS 101.743875
KHR 4673.908704
KMF 492.141117
KPW 1047.148546
KRW 1704.564469
KWD 0.356738
KYD 0.970483
KZT 567.490971
LAK 24947.09643
LBP 104287.701151
LKR 361.999059
LRD 213.109877
LSL 18.955271
LTL 3.435378
LVL 0.703762
LYD 7.434627
MAD 10.859772
MDL 20.042473
MGA 4830.985696
MKD 61.655283
MMK 2442.597639
MNT 4166.223618
MOP 9.384298
MRU 46.226569
MUR 53.414002
MVR 17.986898
MWK 2019.348018
MXN 20.426646
MYR 4.565412
MZN 74.370691
NAD 18.955189
NGN 1627.753781
NIO 42.856671
NOK 11.192474
NPR 171.079732
NZD 1.957337
OMR 0.447347
PAB 1.164605
PEN 4.062706
PGK 5.020103
PHP 68.489047
PKR 325.382194
PLN 4.263402
PYG 7582.686331
QAR 4.246752
RON 5.089413
RSD 117.435566
RUB 91.96633
RWF 1702.552229
SAR 4.36661
SBD 9.367737
SCR 17.325815
SDG 699.235839
SEK 10.644243
SGD 1.478448
SHP 0.872892
SLE 28.665839
SLL 24397.048945
SOS 664.410626
SRD 43.674879
STD 24081.14983
STN 24.515257
SVC 10.190123
SYP 129.435751
SZL 18.960718
THB 36.671903
TJS 11.144792
TMT 4.083724
TND 3.405846
TOP 2.801318
TRY 51.265759
TTD 7.901782
TWD 36.9059
TZS 3020.32643
UAH 51.098681
UGX 4314.610934
USD 1.163454
UYU 46.968624
UZS 14155.444326
VES 506.912968
VND 30534.851541
VUV 138.94084
WST 3.177098
XAF 656.362652
XAG 0.013233
XAU 0.000224
XCD 3.144292
XCG 2.098761
XDR 0.816305
XOF 656.365475
XPF 119.331742
YER 277.602577
ZAR 18.906861
ZMK 10472.474231
ZMW 22.592963
ZWL 374.631729
Três pontos do escândalo de corrupção que atinge irmã de Milei na Argentina
Três pontos do escândalo de corrupção que atinge irmã de Milei na Argentina / foto: JUAN MABROMATA - AFP

Três pontos do escândalo de corrupção que atinge irmã de Milei na Argentina

Um escândalo de corrupção abala o governo argentino após a divulgação de áudios que relacionam Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei, a uma suposta cobrança de subornos na compra de medicamentos destinados a pessoas com deficiência.

Tamanho do texto:

A suposta trama de corrupção, que está sendo investigada pela Justiça e na qual, por enquanto, não há acusados, é especialmente sensível porque menciona a secretária da Presidência e braço direito do mandatário argentino, que sempre se refere a ela como "O Chefe".

Aqui estão três pontos principais do escândalo que mantém os argentinos em suspense em plena campanha eleitoral para as eleições legislativas provinciais e nacionais:

- O que está sendo investigado -

Nos áudios vazados, Karina Milei é acusada de supostamente cobrar 3% do montante pago pela Agência Nacional de Deficiência (Andis) à drogaria Suizo Argentina para a compra de medicamentos.

A investigação começou após a divulgação, a partir de 19 de agosto, de vários áudios atribuídos ao então diretor da Andis, Diego Spagnuolo.

"A Karina recebe 3% e 1% vai para a operação", diz a voz atribuída ao ex-funcionário, que afirma ter avisado ao presidente sobre a suposta trama da irmã.

"Eles levam de meio milhão para cima por mês", prossegue a voz. A expressão refere-se a cerca de meio milhão de dólares (2,7 milhões de reais).

O governo removeu Spagnuolo de seu cargo na madrugada desta quinta-feira "diante dos fatos de conhecimento público".

No suposto esquema de subornos também está Eduardo "Lule" Menem, braço direito de Karina Milei e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999).

O juiz federal Sebastián Casanello ordenou na sexta-feira 16 buscas, incluindo o domicílio de um dos donos da drogaria, Jonathan Kovalivker, que dirige a empresa junto com seu irmão Emmanuel. Este último foi encontrado pela polícia ao tentar fugir com 266.000 dólares (1,44 milhão de reais) distribuídos em envelopes.

- O que diz o governo -

Karina Milei não reagiu publicamente ao escândalo que domina a agenda jornalística e faz explodir as redes sociais com inúmeros memes.

Na quarta-feira, o presidente referiu-se pela primeira vez aos áudios e confirmou que pertenciam a Spagnuolo: "Tudo o que ele diz é mentira, vamos levá-lo à Justiça e provar que mentiu", disse a jornalistas.

A declaração aconteceu durante uma caravana de campanha que Milei teve que se retirar minutos depois, após manifestantes jogarem pedras na van em que circulava.

A Secretaria de Comunicação da Presidência acusou no X uma "utilização política da oposição em ano eleitoral", referindo-se às eleições legislativas nacionais de 26 de outubro.

As eleições renovarão parcialmente a composição do Congresso e testarão a popularidade de Milei após ter conseguido controlar a inflação, mas a um alto custo para a população devido ao severo corte de gastos públicos, incluindo o setor destinado às pessoas com deficiência.

Em setembro, também haverá eleições legislativas locais na província de Buenos Aires, a mais importante eleitoralmente do país, com 37% do eleitorado nacional.

- Repercussões -

Os mercados expressaram sua preocupação ao governo sobre este tema: a bolsa de Buenos Aires recuou nos últimos dias, o peso está sob pressão em relação ao dólar e o risco país (que mede o custo para o governo se endividar em moeda estrangeira) subiu consideravelmente.

O escândalo ocorre depois que o Congresso anulou um veto de Milei a uma lei que declara a Emergência em Deficiência e destina mais fundos para o setor, um golpe político para o presidente e sua anunciada motosserra que corta os gastos públicos.

A drogaria Suizo Argentina afirmou em um comunicado ter agido "com total cumprimento das normas e leis vigentes" e estar "em conformidade com a lei e inteiramente à disposição dos órgãos de fiscalização, assim como qualquer poder do Estado". O texto foi republicado por Javier Milei em sua conta no Instagram.

Os irmãos Kovalivker não fizeram declarações, mas a imprensa informou que entregaram seus celulares à Justiça.

(F.Schuster--BBZ)