Berliner Boersenzeitung - Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan

EUR -
AED 4.206023
AFN 72.72297
ALL 93.511654
AMD 421.701583
ANG 2.050504
AOA 1050.793343
ARS 1645.459316
AUD 1.634729
AWG 2.061495
AZN 1.945989
BAM 1.929992
BBD 2.307839
BDT 140.660272
BGN 1.936523
BHD 0.431888
BIF 3425.517525
BMD 1.145275
BND 1.46797
BOB 7.946734
BRL 5.830367
BSD 1.145877
BTN 108.297806
BWP 15.353685
BYN 3.172378
BYR 22447.39
BZD 2.304582
CAD 1.620095
CDF 2657.038139
CHF 0.92276
CLF 0.025775
CLP 1014.438637
CNY 7.739139
CNH 7.775198
COP 3934.019625
CRC 521.920702
CUC 1.145275
CUP 30.349788
CVE 109.20206
CZK 23.824068
DJF 203.53812
DKK 7.371151
DOP 67.11305
DZD 152.182966
EGP 57.158611
ERN 17.179125
ETB 181.382953
FJD 2.558201
FKP 0.854908
GBP 0.867886
GEL 3.029251
GGP 0.854908
GHS 12.938973
GIP 0.854908
GMD 83.604714
GNF 10052.650185
GTQ 8.734279
GYD 239.694722
HKD 8.975829
HNL 30.575632
HRK 7.534073
HTG 149.648846
HUF 344.326519
IDR 20327.027865
ILS 3.367281
IMP 0.854908
INR 108.01031
IQD 1500.31025
IRR 1574753.124934
ISK 142.392076
JEP 0.854908
JMD 181.226578
JOD 0.812022
JPY 183.545206
KES 148.336222
KGS 100.154026
KHR 4595.407995
KMF 486.741659
KPW 1030.747901
KRW 1731.501185
KWD 0.352857
KYD 0.95493
KZT 558.802625
LAK 25230.408025
LBP 102559.376312
LKR 383.87998
LRD 208.611647
LSL 18.547566
LTL 3.381699
LVL 0.692766
LYD 7.301151
MAD 10.588087
MDL 19.995612
MGA 4810.154941
MKD 60.798799
MMK 2405.015416
MNT 4099.376896
MOP 9.24517
MRU 45.902674
MUR 53.977086
MVR 17.706231
MWK 1988.197695
MXN 19.881699
MYR 4.655319
MZN 73.185483
NAD 18.55565
NGN 1556.565759
NIO 41.928632
NOK 11.163774
NPR 173.275391
NZD 1.99251
OMR 0.440356
PAB 1.145877
PEN 3.908263
PGK 5.025181
PHP 69.143698
PKR 318.727956
PLN 4.177585
PYG 6992.494033
QAR 4.169376
RON 5.161796
RSD 115.754152
RUB 83.572488
RWF 1704.1692
SAR 4.296951
SBD 9.232547
SCR 16.165698
SDG 687.736863
SEK 10.992475
SGD 1.468277
SHP 0.855063
SLE 28.34589
SLL 24015.848309
SOS 654.533283
SRD 42.755436
STD 23704.880199
STN 24.508885
SVC 10.026016
SYP 126.589648
SZL 18.549882
THB 37.26095
TJS 10.622157
TMT 4.019915
TND 3.334755
TOP 2.757548
TRY 53.183565
TTD 7.783911
TWD 36.143164
TZS 3006.350277
UAH 51.3185
UGX 4239.310523
USD 1.145275
UYU 46.261776
UZS 13749.026212
VES 682.625584
VND 30150.50965
VUV 136.275014
WST 3.137769
XAF 647.301074
XAG 0.017743
XAU 0.000274
XCD 3.095164
XCG 2.065166
XDR 0.805927
XOF 647.08058
XPF 119.331742
YER 273.291276
ZAR 18.855619
ZMK 10308.844751
ZMW 20.253168
ZWL 368.778083
Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan
Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan / foto: Sergei Karpukhin - POOL/AFP/Arquivos

Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan

A Rússia completa, neste domingo (1º), vinte anos da tomada de reféns promovida por um comando islamista em uma escola de Beslan, no Cáucaso russo, que deixou 334 mortos, incluindo 186 crianças, e traumatizou o país.

Tamanho do texto:

O presidente russo, Vladimir Putin, que já estava no poder no momento do ataque, visitou a escola pela primeira vez em 20 de agosto e comparou o massacre à atual ofensiva militar ucraniana na região de Kursk.

Em 1º de setembro de 2004, dia do início do ano letivo, um grupo armado composto por chechenos e inguches invadiu a escola Nº 1 em Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, e sequestrou mais de mil pessoas: pais, professores e estudantes.

Durante mais de 50 horas elas foram mantidas em condições atrozes, sem água e várias pessoas foram executadas. No dia 3 de setembro, uma dupla explosão dentro do ginásio da escola espalhou o pânico e as crianças tentaram fugir sob os disparos dos sequestradores.

Estas explosões, cuja causa não foi totalmente determinada, levaram as forças especiais russas a lançar um ataque caótico que culminou em um monstruoso banho de sangue: 334 mortos, incluindo 186 crianças, e mais de 750 feridos.

- O ataque mais mortal na Rússia -

Este ataque, o mais mortal da história da Rússia, ocorreu durante a segunda guerra da Chechênia, que opôs o Exército russo a uma rebelião separatista que estava se islamizando gradualmente.

O conflito foi finalmente vencido por Moscou, que foi acusado de matar dezenas de milhares de civis.

O ataque de Beslan marcou o clímax das atrocidades cometidas no âmbito das duas guerras da Chechênia (1994-1996 e 1999-2009).

A má gestão desta crise e a quase total ausência de negociações provocaram protestos, liderados pelo Comitê das Mães de Beslan, que conseguiu a demissão em 2005 do então chefe daquela república, Alexander Dzasokhov.

Em 2017, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) considerou que as autoridades russas tinham tomado medidas preventivas "insuficientes" e criticou o uso desproporcional da força durante o ataque à escola.

O TEDH ordenou que Moscou pagasse mais de 3,32 milhões de dólares a 409 demandantes, ex-reféns feridos e familiares das vítimas.

Durante os eventos deste domingo, segundo o programa oficial, os ex-alunos que sobreviveram à tomada de reféns deverão reunir-se no pátio da escola com retratos das vítimas.

Depois, os sobreviventes e as autoridades colocarão flores e velas no antigo ginásio carbonizado da escola, que foi convertido em um memorial.

O Comitê das Mães de Beslan realizará então uma coletiva de imprensa.

- Primeira visita de Putin -

Durante a sua recente visita à escola de Beslan, Putin traçou paralelos entre este ataque e a ofensiva ucraniana sem precedentes na região de Kursk, lançada após mais de dois anos de ataques em grande escala do Kremlin na Ucrânia.

"Assim como combatemos os terroristas, hoje devemos combater aqueles que cometem crimes na região de Kursk, no Donbass", disse.

Após meses de reveses no leste do seu território, a Ucrânia levou a luta até a Rússia, lançando um ataque transfronteiriço sem precedentes à região russa de Kursk, em 6 de agosto, onde controla agora dezenas de cidades.

No início deste ano, as autoridades russas também acusaram Kiev de estar envolvido no ataque à casa de shows Crocus City Hall, em 22 de março, perto de Moscou. O ataque, o mais sangrento na Rússia desde Beslan, deixou 145 mortos e centenas de feridos.

Foi rapidamente reivindicado pela organização jihadista Estado Islâmico (EI), mas as autoridades russas continuam culpando Kiev e os seus aliados ocidentais, que rejeitaram qualquer envolvimento.

(A.Berg--BBZ)