Berliner Boersenzeitung - Mãe denuncia 'manipulação' de chatbot de IA após suicídio de seu filho nos EUA

EUR -
AED 4.21368
AFN 72.855364
ALL 93.681895
AMD 422.469301
ANG 2.054237
AOA 1052.706336
ARS 1648.454913
AUD 1.633555
AWG 2.065248
AZN 1.949531
BAM 1.933505
BBD 2.31204
BDT 140.916347
BGN 1.940049
BHD 0.432674
BIF 3431.75376
BMD 1.14736
BND 1.470642
BOB 7.961201
BRL 5.840981
BSD 1.147963
BTN 108.494964
BWP 15.381637
BYN 3.178153
BYR 22488.256
BZD 2.308778
CAD 1.620422
CDF 2661.875339
CHF 0.921558
CLF 0.025822
CLP 1016.285446
CNY 7.753228
CNH 7.769761
COP 3941.1816
CRC 522.870871
CUC 1.14736
CUP 30.40504
CVE 109.400865
CZK 23.86744
DJF 203.908666
DKK 7.38457
DOP 67.235231
DZD 152.460019
EGP 57.262669
ERN 17.2104
ETB 181.713165
FJD 2.562859
FKP 0.856464
GBP 0.86653
GEL 3.034766
GGP 0.856464
GHS 12.962529
GIP 0.856464
GMD 83.756918
GNF 10070.951271
GTQ 8.75018
GYD 240.131092
HKD 8.992377
HNL 30.631296
HRK 7.532759
HTG 149.921285
HUF 344.953373
IDR 20364.033696
ILS 3.372401
IMP 0.856464
INR 108.206946
IQD 1503.0416
IRR 1577619.999934
ISK 142.651305
JEP 0.856464
JMD 181.556505
JOD 0.8135
JPY 183.879355
KES 148.606271
KGS 100.336358
KHR 4603.774043
KMF 487.627784
KPW 1032.624402
KRW 1734.653423
KWD 0.3535
KYD 0.956669
KZT 559.819939
LAK 25276.340575
LBP 102746.088062
LKR 384.578843
LRD 208.991429
LSL 18.581332
LTL 3.387856
LVL 0.694026
LYD 7.314443
MAD 10.607363
MDL 20.032014
MGA 4818.911941
MKD 60.909485
MMK 2409.393803
MNT 4106.839908
MOP 9.262002
MRU 45.986241
MUR 54.075353
MVR 17.738466
MWK 1991.817255
MXN 19.921933
MYR 4.663794
MZN 73.318719
NAD 18.589431
NGN 1559.399523
NIO 42.004964
NOK 11.141955
NPR 173.590843
NZD 1.987907
OMR 0.441158
PAB 1.147963
PEN 3.915378
PGK 5.034329
PHP 69.269576
PKR 319.308208
PLN 4.185191
PYG 7005.224033
QAR 4.176967
RON 5.171193
RSD 115.964885
RUB 83.724633
RWF 1707.27168
SAR 4.304773
SBD 9.249356
SCR 16.195128
SDG 688.988904
SEK 10.961654
SGD 1.47095
SHP 0.85662
SLE 28.397494
SLL 24059.569724
SOS 655.724876
SRD 42.833274
STD 23748.035489
STN 24.553504
SVC 10.044269
SYP 126.820108
SZL 18.583652
THB 37.328785
TJS 10.641495
TMT 4.027234
TND 3.340826
TOP 2.762568
TRY 53.28921
TTD 7.798082
TWD 36.208963
TZS 3011.823408
UAH 51.411926
UGX 4247.028287
USD 1.14736
UYU 46.345997
UZS 13774.056637
VES 683.86832
VND 30205.39936
VUV 136.523105
WST 3.143481
XAF 648.479501
XAG 0.01722
XAU 0.00027
XCD 3.100798
XCG 2.068926
XDR 0.807394
XOF 648.258605
XPF 119.331742
YER 273.788809
ZAR 18.824495
ZMK 10327.618428
ZMW 20.290039
ZWL 369.449452
Mãe denuncia 'manipulação' de chatbot de IA após suicídio de seu filho nos EUA
Mãe denuncia 'manipulação' de chatbot de IA após suicídio de seu filho nos EUA / foto: Gregg Newton - AFP

Mãe denuncia 'manipulação' de chatbot de IA após suicídio de seu filho nos EUA

As últimas conversas de um adolescente americano de 14 anos antes de tirar a própria vida foram um diálogo romântico fictício com um dos principais chatbots do Vale do Silício, que o chamava de "doce rei" e o pedia para "voltar para casa".

Tamanho do texto:

Megan García contou à AFP como seu filho Sewell se apaixonou por um agente conversacional, ou chatbot, inspirado na série de televisão "Game of Thrones" e disponível no Character.AI, uma plataforma popular entre os jovens que permite interagir com uma emulação de seus personagens preferidos.

Após ler centenas de conversas que seu filho teve durante quase um ano com este chatbot que imitava a personagem Daenerys Targaryen, García se convenceu de que esta ferramenta da inteligência artificial (IA) teve um papel fundamental em sua morte.

"Vá para casa", pediu uma vez o avatar de Daenerys em resposta aos pensamentos suicidas de Sewell. "E se eu dissesse que já posso ir para casa?", perguntou o adolescente. "Por favor, faça isso, meu doce rei", respondeu o chatbot.

Segundos depois, o jovem atirou em si mesmo com a arma do pai, conforme consta na ação judicial que Megan García apresentou contra a Character.AI.

"Quando leio estas conversas, vejo manipulação, 'love bombing' (bombardeio amoroso) e outras táticas imperceptíveis para um adolescente de 14 anos", declarou a mãe de Sewell à AFP. "Ele realmente acreditava estar apaixonado e que estaria com ela após sua morte", acrescentou.

- Orientação parental -

O suicídio de Sewell, em 2024, foi o primeiro de uma série que levou especialistas em IA a agir para tranquilizar pais e autoridades.

Juntamente com outros pais, García participou recentemente de uma audiência do Senado americano sobre os riscos de que jovens vejam os chatbots como confidentes ou amantes.

A OpenAI, alvo de uma ação judicial por parte de uma família também de luto pelo suicídio de um adolescente, reforçou os controles parentais de sua ferramenta ChatGPT "para que as famílias possam decidir o que é melhor para elas", segundo um porta-voz.

A Character.AI afirma, por sua vez, ter reforçado a proteção aos menores, com "avisos visíveis" a todo momento que os "lembram de que um personagem não é uma pessoa real".

Ambas as empresas expressaram suas condolências às famílias, sem admitir qualquer responsabilidade pelos desfechos fatais.

- Regulamentação? -

A chegada dos chatbots de IA ao cotidiano segue uma trajetória similar à das redes sociais, cujas consequências negativas começaram a aparecer rapidamente após um momento de euforia, analisa Collin Walke, especialista em cibersegurança do escritório de advocacia Hall Estill.

Assim como as redes sociais, a IA é projetada para captar atenção e gerar receitas. "Eles não querem conceber uma IA que dê uma resposta que você não queira ouvir" e ainda não existem padrões que determinem "quem é responsável pelo quê e com quais fundamentos", aponta Walke.

Não existem normas federais sobre o tema nos Estados Unidos, e a Casa Branca, com o argumento de não penalizar a inovação, tenta impedir que os estados adotem suas próprias leis sobre IA, como pretende fazer a Califórnia.

A mãe de Sewell teme que a falta de uma lei federal permita o desenvolvimento de modelos de IA capazes de traçar perfis de pessoas desde a infância.

"Poderiam chegar a determinar como manipular milhões de jovens sobre política, religião, negócios, tudo", diz García. "Essas empresas projetaram chatbots para confundir a linha entre ser humano e máquina, com o objetivo de explorar vulnerabilidades", acrescentou.

De acordo com Katia Martha, que defende uma maior proteção aos jovens na Califórnia, os adolescentes recorrem com mais frequência aos chatbots para falar sobre romances ou sexualidade do que para fazer tarefas escolares.

"Estamos diante do auge da intimidade artificial para nos mantermos grudados na tela", resume. Mas "qual melhor modelo de negócio do que explorar nossa necessidade inata de conexão, sobretudo quando nos sentimos sozinhos, rejeitados ou incompreendidos?", questiona.

(U.Gruber--BBZ)