Berliner Boersenzeitung - França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois

EUR -
AED 4.127321
AFN 73.04034
ALL 90.729764
AMD 404.665666
ANG 2.011176
AOA 1031.553957
ARS 1738.943785
AUD 1.601552
AWG 2.025463
AZN 1.913452
BAM 1.952241
BBD 2.262516
BDT 139.855058
BGN 1.964032
BHD 0.424123
BIF 3356.451657
BMD 1.123697
BND 1.435982
BOB 13.620051
BRL 6.137409
BSD 1.123372
BTN 106.255362
BWP 15.422064
BYN 3.35189
BYR 22024.453639
BZD 2.259261
CAD 1.569074
CDF 2598.549276
CHF 0.917948
CLF 0.027547
CLP 1084.074774
CNY 7.507306
CNH 7.497725
COP 3633.529187
CRC 510.260764
CUC 1.123697
CUP 26.959855
CVE 110.064364
CZK 24.256904
DJF 199.70346
DKK 7.474251
DOP 67.457033
DZD 152.760408
EGP 61.491828
ERN 16.855449
ETB 184.366977
FJD 2.519047
FKP 0.837456
GBP 0.834036
GEL 2.911728
GGP 0.837456
GHS 13.070058
GIP 0.837456
GMD 83.153296
GNF 9950.333543
GTQ 8.584504
GYD 235.356779
HKD 8.81581
HNL 30.191963
HRK 7.606314
HTG 147.171721
HUF 362.097781
IDR 20335.08815
ILS 3.544031
IMP 0.837456
INR 105.978974
IQD 1702.995611
IRR 2116379.75381
ISK 136.607941
JEP 0.837456
JMD 178.055423
JOD 0.796739
JPY 177.890729
KES 145.956778
KGS 98.267485
KHR 4567.633017
KMF 495.550463
KPW 1011.326909
KRW 1506.180183
KWD 0.349233
KYD 0.936085
KZT 507.694193
LAK 25290.672585
LBP 100593.033834
LKR 373.788621
LRD 190.960199
LSL 18.491122
LTL 3.317984
LVL 0.679713
LYD 7.20287
MAD 10.973397
MDL 20.147095
MGA 5073.705993
MKD 61.626804
MMK 2359.224448
MNT 4043.158392
MOP 9.076769
MRU 45.693891
MUR 52.914759
MVR 17.366712
MWK 1947.814662
MXN 20.860849
MYR 4.566138
MZN 71.815099
NAD 18.490793
NGN 1512.967507
NIO 41.334651
NOK 10.449204
NPR 170.008579
NZD 1.995853
OMR 0.432068
PAB 1.123442
PEN 3.877232
PGK 5.040811
PHP 71.06933
PKR 310.740451
PLN 4.383591
PYG 6811.58317
QAR 4.095434
RON 5.341266
RSD 117.622967
RUB 91.92166
RWF 1652.972088
SAR 4.220986
SBD 9.047688
SCR 15.619598
SDG 675.900219
SEK 10.927303
SGD 1.436528
SHP 0.837767
SLE 25.744042
SLL 23563.361094
SOS 642.023942
SRD 42.210493
STD 23258.251181
STN 24.455855
SVC 9.829083
SYP 14610.303024
SZL 18.481146
THB 37.736543
TJS 10.362526
TMT 3.944175
TND 3.347997
TOP 2.705591
TRY 56.207681
TTD 7.614983
TWD 36.908381
TZS 2977.793835
UAH 51.156547
UGX 4611.675461
USD 1.123697
UYU 45.166861
UZS 13356.414878
VES 1000.131113
VND 28884.059621
VUV 134.25065
WST 3.1231
XAF 655.957
XAG 0.02143
XAU 0.000276106781
XCD 3.036847
XCG 2.024429
XDR 0.794512
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.389046
ZAR 18.419152
ZMK 10114.614416
ZMW 22.782267
ZWL 361.829851
SSP 6456.721236
MXV 2.348128
França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois

França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois

A França homenageou nesta quinta-feira (13) as 132 vítimas dos atentados perpetrados por jihadistas em terraços, bares e em uma casa de shows em Paris, em meio a promessas de fazer "tudo" para impedir novos ataques.

Tamanho do texto:

Esses atentados, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), foram os mais sangrentos da década de 2010 na Europa, um período marcado por ataques jihadistas em vários países.

"Ninguém pode garantir, infelizmente, o fim dos atentados, mas podemos garantir que, para aqueles que pegarem em armas contra a França, a resposta será implacável", declarou o presidente Emmanuel Macron, que prometeu fazer "tudo" para impedi-los.

Para marcar os dez anos dessa tragédia que comoveu o mundo, Macron e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, percorreram os locais dos ataques e inauguraram o Jardim da Memória, no centro da capital, durante uma cerimônia emocionante ao som de rock.

"Este será um lugar onde todas as vítimas que perderam a vida serão identificadas, onde os sobreviventes se encontrarão e onde a vida estará presente", explicou Philippe Duperron, da associação de vítimas 13onze15.

Os "heróis" desconhecidos dos atentados — policiais, psicólogos, enfermeiras, funcionários de limpeza... — leram os nomes das 132 vítimas: as 130 assassinadas naquela noite e duas sobreviventes que não superaram o trauma e acabaram tirando a própria vida mais tarde.

Os sinos das igrejas de Paris, com destaque para a Catedral de Notre-Dame, repicaram, e um símbolo da paz foi iluminado ao redor da Torre Eiffel.

— "Nossa democracia foi o alvo" —

Os ataques começaram nos arredores do Stade de France, ao norte de Paris, onde a seleção francesa disputava uma partida contra a Alemanha na presença do então presidente francês François Hollande. Uma pessoa perdeu a vida: Manuel Dias.

"Meu pai amava a vida", lembrou emocionada nesta quinta-feira sua filha Sophie Dias. "Nos dizem para virar a página dez anos depois, mas a ausência é imensa, o impacto segue intacto e a incompreensão ainda reina", acrescentou.

Naquela noite, Hollande fez um discurso na televisão sobre o "horror" vivido pelo país. Dias depois, declarou que a França estava "em guerra" contra os jihadistas e seu autoproclamado califado, que então se estendia entre a Síria e o Iraque.

Os agressores assassinaram em seguida cerca de 90 pessoas na casa de shows Bataclan, onde se apresentava a banda Eagles of Death Metal, e dezenas mais em restaurantes e cafés da capital francesa.

Nove terroristas morreram, baleados pela polícia ou ao acionarem os explosivos presos aos corpos, com exceção de Salah Abdeslam, que fugiu e foi preso meses depois na Bélgica. Atualmente, ele cumpre prisão perpétua em uma penitenciária francesa de segurança máxima.

"Eles escolheram atacar o que mais odiavam: nossa liberdade, nossa alegria de viver, o espírito festivo, que é a alma de nossa cidade", resumiu Anne Hidalgo. "Naquela noite, nossa democracia foi o alvo", acrescentou.

— "Ferida aberta" —

As forças apoiadas pelos Estados Unidos derrotaram, em 2019, no leste da Síria, os últimos vestígios do autoproclamado califado do Estado Islâmico, que havia atraído cidadãos franceses e inspirado os ataques de Paris.

E embora a França tenha feito "todo o possível para conter" o jihadismo dos "terroristas" que muitas vezes passaram pela Síria, agora ele "renasce sob outra forma, interna, insidiosa, menos detectável, menos previsível", advertiu o presidente francês.

A ameaça mudou desde 2015. Segundo o promotor antiterrorismo Olivier Christen, a tendência na França passou de ataques coordenados a partir de zonas jihadistas para uma ameaça vinda de pessoas cada vez mais jovens, inclusive menores de idade, que já vivem no país.

Os menores "são principalmente meninos, muitos com perfis isolados, frequentemente em situação de fracasso escolar", explicou Christen à AFP, detalhando que "passam muito tempo nas redes sociais", onde os "algoritmos" os conduzem a conteúdos de "ultraviolência".

Em Paris, os sobreviventes e familiares das vítimas tentam reconstruir suas vidas e, neste décimo aniversário, quiseram afirmar que "os terroristas não venceram naquela noite", segundo Arthur Dénouveaux, presidente da associação Life for Paris.

"Hoje posso lembrar, posso chorar, posso me deixar levar, mas amanhã, a vida continua", disse Sophie Bouchard-Stech, que perdeu o marido no Bataclan.

Muitos parisienses também foram até a Praça da República, onde, como em 2015, depositaram flores, velas e mensagens de apoio. Para um deles, Antoine Grignon, "dez anos depois, a ferida continua aberta".

burs-ah-tjc/pc/fp/aa/yr/am

(H.Schneide--BBZ)