Berliner Boersenzeitung - IA, componente essencial da guerra que ainda levanta dúvidas

EUR -
AED 4.304793
AFN 75.018807
ALL 95.472997
AMD 434.616987
ANG 2.098046
AOA 1076.050478
ARS 1632.265422
AUD 1.628611
AWG 2.109903
AZN 1.989654
BAM 1.957166
BBD 2.36138
BDT 143.854547
BGN 1.955296
BHD 0.44267
BIF 3488.373035
BMD 1.172168
BND 1.495565
BOB 8.101243
BRL 5.827085
BSD 1.172434
BTN 111.217456
BWP 15.933279
BYN 3.308478
BYR 22974.499827
BZD 2.357968
CAD 1.594033
CDF 2719.430131
CHF 0.917081
CLF 0.026797
CLP 1054.658072
CNY 8.003859
CNH 7.995624
COP 4286.912729
CRC 533.026705
CUC 1.172168
CUP 31.062462
CVE 110.711345
CZK 24.379989
DJF 208.317171
DKK 7.472643
DOP 69.748105
DZD 155.099004
EGP 62.634792
ERN 17.582525
ETB 184.030546
FJD 2.570624
FKP 0.863441
GBP 0.86414
GEL 3.141364
GGP 0.863441
GHS 13.132293
GIP 0.863441
GMD 85.56768
GNF 10285.777375
GTQ 8.957132
GYD 245.27903
HKD 9.182474
HNL 31.202937
HRK 7.535405
HTG 153.582948
HUF 363.073257
IDR 20379.319081
ILS 3.459479
IMP 0.863441
INR 111.329738
IQD 1535.54055
IRR 1540229.223365
ISK 143.801703
JEP 0.863441
JMD 183.708257
JOD 0.831038
JPY 183.968891
KES 151.439949
KGS 102.471545
KHR 4703.327197
KMF 492.310913
KPW 1054.951494
KRW 1722.472039
KWD 0.361075
KYD 0.977053
KZT 543.05168
LAK 25764.260233
LBP 104967.676802
LKR 374.708368
LRD 215.532467
LSL 19.528583
LTL 3.461108
LVL 0.709033
LYD 7.443066
MAD 10.844023
MDL 20.200568
MGA 4864.499069
MKD 61.645695
MMK 2460.9559
MNT 4193.843189
MOP 9.460391
MRU 46.851964
MUR 54.810523
MVR 18.11585
MWK 2041.331642
MXN 20.472976
MYR 4.633535
MZN 74.895763
NAD 19.528485
NGN 1611.110648
NIO 43.030716
NOK 10.857362
NPR 177.939374
NZD 1.985729
OMR 0.450692
PAB 1.172404
PEN 4.11138
PGK 5.085746
PHP 72.253624
PKR 326.771221
PLN 4.253594
PYG 7210.741673
QAR 4.270792
RON 5.198806
RSD 117.417331
RUB 87.914502
RWF 1713.124056
SAR 4.395608
SBD 9.426707
SCR 16.243007
SDG 703.88472
SEK 10.830606
SGD 1.493759
SHP 0.875142
SLE 28.835408
SLL 24579.7799
SOS 669.30821
SRD 43.907102
STD 24261.518423
STN 24.861691
SVC 10.259169
SYP 129.553886
SZL 19.528294
THB 38.116579
TJS 10.997075
TMT 4.10845
TND 3.377896
TOP 2.8223
TRY 52.981658
TTD 7.958303
TWD 37.048703
TZS 3059.359673
UAH 51.51602
UGX 4408.51035
USD 1.172168
UYU 46.757231
UZS 14007.411865
VES 573.123227
VND 30873.156311
VUV 137.907235
WST 3.182659
XAF 656.462918
XAG 0.015743
XAU 0.000256
XCD 3.167843
XCG 2.11301
XDR 0.815395
XOF 656.414482
XPF 119.331742
YER 279.67633
ZAR 19.48935
ZMK 10550.925377
ZMW 21.894874
ZWL 377.437733
IA, componente essencial da guerra que ainda levanta dúvidas
IA, componente essencial da guerra que ainda levanta dúvidas / foto: ATTA KENARE - AFP

IA, componente essencial da guerra que ainda levanta dúvidas

A guerra no Oriente Médio ilustra a crescente importância da inteligência artificial )IA) nos conflitos, especialmente para a análise de informações e a seleção de alvos, mas sua confiabilidade e seu papel no processo de decisão dos ataques ainda são objeto de intenso debate.

Tamanho do texto:

Conflitos recentes, como a guerra em Gaza, na Ucrânia e a captura de Nicolás Maduro, mostram que a IA se tornou um componente essencial das operações militares.

Embora os usos concretos da tecnologia no conflito atual não sejam públicos, especialistas consideram provável que Israel e Estados Unidos - que realizaram milhares de bombardeios contra o Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro - estejam recorrendo à IA para acelerar as operações.

Hoje, "todas as grandes potências militares investem enormemente nas aplicações militares da inteligência artificial", afirma Laure de Roucy-Rochegonde, do Instituto Francês de Relações Internacionais.

"Praticamente todas as funções militares podem ser potencializadas pela IA", acrescenta, citando "logística, reconhecimento, observação, guerra de informação, guerra eletrônica e cibersegurança".

- Aceleração da "kill chain" -

Um dos usos mais conhecidos dessas tecnologias é reduzir o que os militares chamam de "kill chain", o tempo entre a identificação de um alvo e o ataque.

O Exército americano utiliza a plataforma Maven Smart System (MSS), criada pela empresa Palantir, que permite identificar alvos potenciais e classificá-los por prioridade. Segundo o The Washington Post, o modelo de IA Claude, da Anthropic, foi integrado ao sistema para ampliar suas capacidades de identificação e simulação.

Os algoritmos "nos permitem processar as informações muito mais rápido e, sobretudo, ser mais completos", explica Bertrand Rondepierre, responsável pelo desenvolvimento de IA no Exército francês (Amiad).

A tecnologia pode analisar enormes volumes de dados, "de imagens de satélite, radar e sinais eletromagnéticos até som, imagens de drones e, às vezes, vídeos em tempo real", acrescenta.

- "Quem é responsável?" -

O uso da IA levanta questões morais e jurídicas, sobretudo sobre o controle humano dessas tecnologias.

O debate ganhou força na guerra em Gaza, onde Israel utilizou um programa chamado "Lavender" para identificar alvos no território palestino, com margem de erro.

Segundo Laure de Roucy-Rochegonde, o sistema pode ter sido aplicado em Gaza "porque se tratava de um território muito reduzido" e estava "associado a um sistema de vigilância em massa" da população. "Parece menos provável que um sistema dessa magnitude tenha sido implantado no Irã", avalia.

"Se algo dá errado, quem é responsável?", questiona Peter Asaro, presidente da ONG Comitê Internacional para o Controle de Armas Robotizadas.

Ele citou o suposto bombardeio de uma escola em Minab, no Irã, que deixou 150 mortos segundo autoridades iranianas. Nem Estados Unidos nem Israel reconheceram o ataque, embora Washington tenha afirmado que investiga o caso.

Vários meios de comunicação, entre eles o The New York Times, afirmam que o prédio ficava perto de instalações da Guarda Revolucionária.

"Eles não distinguiram a escola da base militar como deveriam (...) mas quem são eles?", pergunta Asaro. Humanos ou máquinas?

Se a IA foi usada, a questão central é saber "qual é a antiguidade dos dados" utilizados ou se houve um "erro de base de dados".

Para Rondepierre, porém, imaginar que as IA "operam sem que ninguém tenha controle" é "ficção científica".

"Nenhum responsável militar aceitaria usar IA se não tiver confiança e controle sobre o que ela faz", afirma.

Segundo Benjamin Jensen, do centro de estudos CSIS em Washington, o uso militar da IA ainda está em uma fase "muito inicial".

Os Exércitos ainda não "repensaram fundamentalmente a forma como planejam e conduzem operações para aproveitar plenamente essas inovações", afirma. "Provavelmente será necessária toda uma geração para compreendermos realmente como explorar tudo isso".

(K.Müller--BBZ)