Berliner Boersenzeitung - Crescem os temores de bloqueio ao financiamento climático dois meses antes da COP29

EUR -
AED 4.283851
AFN 73.487731
ALL 95.475232
AMD 432.980696
ANG 2.087841
AOA 1070.816537
ARS 1622.569301
AUD 1.639321
AWG 2.102556
AZN 1.976329
BAM 1.948961
BBD 2.350153
BDT 143.167615
BGN 1.945786
BHD 0.440554
BIF 3471.405161
BMD 1.166467
BND 1.489965
BOB 8.062707
BRL 5.828014
BSD 1.166806
BTN 110.612852
BWP 15.771589
BYN 3.285571
BYR 22862.749047
BZD 2.346765
CAD 1.596246
CDF 2706.203174
CHF 0.923585
CLF 0.026821
CLP 1055.618143
CNY 7.976591
CNH 7.98292
COP 4240.81832
CRC 530.637955
CUC 1.166467
CUP 30.91137
CVE 110.668563
CZK 24.40483
DJF 207.304627
DKK 7.472829
DOP 69.259002
DZD 154.830385
EGP 61.863559
ERN 17.497002
ETB 183.135497
FJD 2.5762
FKP 0.863327
GBP 0.866277
GEL 3.137941
GGP 0.863327
GHS 13.052952
GIP 0.863327
GMD 85.152274
GNF 10235.746283
GTQ 8.91468
GYD 244.122312
HKD 9.140142
HNL 31.040207
HRK 7.535839
HTG 152.823731
HUF 367.031692
IDR 20277.450381
ILS 3.497406
IMP 0.863327
INR 111.171261
IQD 1528.071492
IRR 1534487.060367
ISK 143.801971
JEP 0.863327
JMD 182.967953
JOD 0.82702
JPY 187.368385
KES 150.649127
KGS 101.983379
KHR 4677.531942
KMF 492.248906
KPW 1049.781227
KRW 1730.698645
KWD 0.359393
KYD 0.972384
KZT 540.453512
LAK 25633.107543
LBP 104436.761171
LKR 372.801813
LRD 214.484095
LSL 19.678175
LTL 3.444273
LVL 0.705584
LYD 7.407039
MAD 10.805856
MDL 20.087426
MGA 4840.837667
MKD 61.66201
MMK 2449.556444
MNT 4174.651856
MOP 9.419247
MRU 46.635096
MUR 54.859018
MVR 18.027751
MWK 2031.424536
MXN 20.500883
MYR 4.633185
MZN 74.543034
NAD 19.678918
NGN 1604.463581
NIO 42.821174
NOK 10.885351
NPR 176.980206
NZD 2.001681
OMR 0.44851
PAB 1.166806
PEN 4.110626
PGK 5.06267
PHP 71.842649
PKR 325.298418
PLN 4.262007
PYG 7259.525826
QAR 4.250024
RON 5.10866
RSD 117.357054
RUB 87.19153
RWF 1704.207977
SAR 4.374869
SBD 9.37704
SCR 15.984135
SDG 700.486194
SEK 10.885993
SGD 1.49523
SHP 0.870885
SLE 28.697358
SLL 24460.220841
SOS 666.642215
SRD 43.696996
STD 24143.507427
STN 24.729096
SVC 10.210172
SYP 129.168815
SZL 19.654905
THB 38.293355
TJS 10.939067
TMT 4.088466
TND 3.373714
TOP 2.808572
TRY 52.706568
TTD 7.934158
TWD 36.990411
TZS 3044.478063
UAH 51.42953
UGX 4346.746967
USD 1.166467
UYU 46.437049
UZS 14055.924874
VES 566.421989
VND 30743.398667
VUV 138.077204
WST 3.167979
XAF 653.660459
XAG 0.016135
XAU 0.000256
XCD 3.152435
XCG 2.102921
XDR 0.813865
XOF 652.055361
XPF 119.331742
YER 278.348137
ZAR 19.6955
ZMK 10499.598722
ZMW 22.023717
ZWL 375.60183
Crescem os temores de bloqueio ao financiamento climático dois meses antes da COP29
Crescem os temores de bloqueio ao financiamento climático dois meses antes da COP29 / foto: TOFIK BABAYEV - AFP

Crescem os temores de bloqueio ao financiamento climático dois meses antes da COP29

Uma rodada de negociações sobre como financiar a luta contra a mudança climática terminou nesta sexta-feira (13) em Baku sem progressos reais, dois meses antes da COP29 e com farpas trocadas entre países ricos e pobres, segundo observadores.

Tamanho do texto:

"Estamos no rumo certo e percorremos um longo caminho, mas ainda corremos o risco de falhar", disse em comunicado Mukhtar Babaiev, ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Azerbaijão, que presidirá a 29ª Conferência do Clima da ONU.

Daqui até o final da COP29 em Baku (11 a 22 de novembro), as nações devem chegar a um acordo sobre a nova meta de ajuda financeira que os países desenvolvidos devem fornecer ao mundo em desenvolvimento, a fim de garantir a sua transição ecológica e adaptação às consequências devastadoras da mudança climática.

Muitos países exigem mais de 1 trilhão de dólares (5,6 trilhões de reais na cotação atual) por ano em financiamento público, valor dez vezes maior do que o compromisso atual, que vigora até 2025.

"Permanecer em posições imóveis (...) deixará muito terreno a percorrer durante a COP29", acrescentou Babaiev, que convidou os países a "ultrapassar os obstáculos que ainda nos separam nesta fase final".

Um esboço de acordo sobre este objetivo (NCQG, no jargão da ONU) foi divulgado no final de agosto. Apresentou sete opções muito contraditórias, refletindo as fortes tensões entre os blocos neste tema.

Um novo texto não pôde ser estabelecido nem antes nem durante esta reunião técnica de quatro dias, que começou na segunda-feira em Baku com a presença de dezenas de negociadores de todo o mundo.

- "Responsabilidade histórica" -

Os países desenvolvidos, obrigados pela convenção climática da ONU de 1992 a ajudar o resto do mundo em nome da sua "responsabilidade histórica" pelas emissões de gases de efeito estufa, insistem que os valores solicitados são pouco realistas para as suas finanças públicas.

Estes países argumentam que, graças às suas reformas, representam agora apenas 30% das emissões históricas. Os Estados Unidos e os países europeus exigem principalmente uma expansão da base de contribuintes, particularmente para a China e os países do Golfo. Mas estes países recusam-se a assumir esse papel.

"Todas as questões mais sensíveis estão além do mandato dos negociadores técnicos", portanto "nem a questão do montante nem a da base de contribuintes foram realmente abordadas", disse à AFP Rebecca Thissen, especialista da Rede de Ação Climática Internacional (CAN), que participou das negociações.

Após três anos de discussões, os países desenvolvidos ainda não colocaram um número na mesa e "a forma como minaram estas negociações financeiras é vergonhosa", lamentou Mariana Paoli, da ONG Christian Aid, em nota.

"O que os países desenvolvidos dizem, no fundo, é que os seus desacordos com as economias emergentes não ocidentais são mais importantes do que as suas obrigações imediatas com os países mais pobres", afirmou Iskander Erzini Vernoit, diretor da iniciativa IMAL para o clima e o desenvolvimento, sediada no Marrocos.

As ONGs observadoras denunciam também a recusa dos países desenvolvidos em incluir objetivos de financiamento para o novo fundo destinado a cobrir as perdas e danos dos países mais vulneráveis.

A sua adoção no final de 2023 foi celebrada como um dos principais sucessos da COP28 em Dubai.

"Agora vemos que não há vontade de atribuir quantidades substanciais ao fundo. É decepcionante e irresponsável", lamentou John Nordbo, assessor político da organização Care.

Em Baku, "os negociadores falaram sobre transparência, acesso ao financiamento, sua qualidade. Houve progressos, mas tudo isso pode desmoronar a qualquer momento" quando as discussões passarem para as mãos dos ministros, acrescentou Rebecca Thissen.

Para aproximar posições, a presidência azerbaijana da COP29 tenta organizar uma reunião entre ministros no dia 27 de setembro em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

(G.Gruner--BBZ)