Berliner Boersenzeitung - Os 30 anos do genocídio contra tutsis em Ruanda

EUR -
AED 4.249064
AFN 72.29654
ALL 96.165114
AMD 436.427557
ANG 2.07037
AOA 1060.790054
ARS 1614.279735
AUD 1.619495
AWG 2.085141
AZN 1.986919
BAM 1.950918
BBD 2.317301
BDT 141.658773
BGN 1.906005
BHD 0.436725
BIF 3440.338569
BMD 1.156805
BND 1.472734
BOB 7.985981
BRL 5.975593
BSD 1.156606
BTN 106.449158
BWP 15.506197
BYN 3.4144
BYR 22673.381286
BZD 2.318927
CAD 1.571925
CDF 2519.52159
CHF 0.902187
CLF 0.026309
CLP 1038.834125
CNY 7.942914
CNH 7.955801
COP 4286.229211
CRC 544.936331
CUC 1.156805
CUP 30.655337
CVE 110.619489
CZK 24.395901
DJF 205.58782
DKK 7.472001
DOP 70.564528
DZD 152.103634
EGP 60.010309
ERN 17.352078
ETB 180.920502
FJD 2.545312
FKP 0.859581
GBP 0.862878
GEL 3.140765
GGP 0.859581
GHS 12.533996
GIP 0.859581
GMD 85.027593
GNF 10150.965802
GTQ 8.867885
GYD 242.322556
HKD 9.052984
HNL 30.73633
HRK 7.533346
HTG 151.76023
HUF 386.986615
IDR 19541.909697
ILS 3.596797
IMP 0.859581
INR 106.686183
IQD 1515.41477
IRR 1529036.150107
ISK 144.797632
JEP 0.859581
JMD 181.166642
JOD 0.820195
JPY 183.82039
KES 149.459299
KGS 101.162273
KHR 4650.356652
KMF 492.798757
KPW 1041.164324
KRW 1711.215915
KWD 0.355012
KYD 0.963817
KZT 567.965956
LAK 24796.119021
LBP 104008.042153
LKR 359.563121
LRD 212.040004
LSL 18.740809
LTL 3.415745
LVL 0.69974
LYD 7.351453
MAD 10.833429
MDL 19.945003
MGA 4823.87726
MKD 61.600396
MMK 2428.638734
MNT 4142.414572
MOP 9.324127
MRU 46.410504
MUR 53.108874
MVR 17.872866
MWK 2009.370284
MXN 20.47607
MYR 4.530014
MZN 73.931944
NAD 18.735339
NGN 1614.03208
NIO 42.477763
NOK 11.16671
NPR 170.319785
NZD 1.957005
OMR 0.444795
PAB 1.156621
PEN 3.954537
PGK 4.97513
PHP 68.60199
PKR 323.320435
PLN 4.253613
PYG 7496.241127
QAR 4.212042
RON 5.090528
RSD 117.420344
RUB 91.655436
RWF 1687.77874
SAR 4.34063
SBD 9.306709
SCR 17.214324
SDG 695.239717
SEK 10.677103
SGD 1.47418
SHP 0.867903
SLE 28.457309
SLL 24257.625212
SOS 661.114251
SRD 43.349537
STD 23943.53139
STN 24.871311
SVC 10.119589
SYP 128.696054
SZL 19.064104
THB 36.84482
TJS 11.085858
TMT 4.048818
TND 3.382209
TOP 2.78531
TRY 51.002094
TTD 7.848461
TWD 36.711797
TZS 3007.693652
UAH 50.986048
UGX 4273.306319
USD 1.156805
UYU 46.523377
UZS 14060.966989
VES 506.284157
VND 30366.135651
VUV 138.146824
WST 3.158941
XAF 654.32807
XAG 0.013522
XAU 0.000224
XCD 3.126324
XCG 2.084538
XDR 0.81164
XOF 650.706536
XPF 119.331742
YER 276.012582
ZAR 19.092763
ZMK 10412.654242
ZMW 22.495997
ZWL 372.490792
Os 30 anos do genocídio contra tutsis em Ruanda
Os 30 anos do genocídio contra tutsis em Ruanda / foto: Luis Tato - AFP

Os 30 anos do genocídio contra tutsis em Ruanda

A comunidade internacional "nos abandonou" durante o genocídio perpetrado por extremistas hutus contra os tutsi, declarou o presidente de Ruanda neste domingo (7), em virtude dos 30 anos do massacre que deixou 800 mil mortos em 100 dias, um dos piores do século XX.

Tamanho do texto:

Como todos os anos, no dia 7 de abril, no qual as milícias hutus iniciaram os massacres, uma chama foi acesa no Memorial Gisozi, na capital Kigali, onde se acredita que cerca de 250 mil pessoas estejam enterradas.

O presidente Paul Kagame, fundador da Frente Patriótica Ruandesa (RPF), grupo rebelde que assumiu o poder e pôs fim ao genocídio em julho de 1994 e que governa o país desde então, liderou a cerimônia.

"Foi a comunidade internacional que nos abandonou, por desdém ou covardia", declarou o presidente, em um discurso perante milhares de pessoas na BK Arena, um salão ultramoderno da capital.

A comemoração terá participarão de líderes e dignitários estrangeiros, incluindo o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, então chefe de governo em 1994 e que descreveu a falta de ação face a estes massacres como o maior fracasso de sua gestão.

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, declarou por sua vez que "ninguém, nem mesmo a UA, pode deixar de pedir desculpa pela sua inação face à crônica de um genocídio anunciado. Que tenhamos coragem para reconhecê-lo e assumir a nossa responsabilidade".

A França enviou, por sua vez, o Ministro das Relações Exteriores, Stéphane Séjourné, e o Secretário de Estado do Mar, Hervé Berville, nascido no Ruanda e que saiu do país nos primeiros dias do genocídio.

Durante sete dias, não será permitido reproduzir música em locais públicos ou no rádio. Também não será autorizada a transmissão televisiva de eventos esportivos e filmes, a menos que estejam associados ao ocorrido.

Os massacres começaram um dia após o ataque que matou o presidente Juvénal Habyarimana, de etnia hutu, depois de meses de uma virulenta campanha de propaganda contra os tutsis.

Por três meses, o Exército, as milícias Interahamwe, mas também cidadãos comuns massacraram — com armas, facões ou porretes — os tutsis, a quem chamavam com o adjetivo "inyenzi" ("baratas" em Kinyarwanda), e os opositores hutus.

- Inação internacional -

O massacre teve fim quando os rebeldes tutsis da RPF tomaram Kigali em 4 de julho, causando a fuga de centenas de milhares de hutus para o Zaire (atual República Democrática do Congo).

Trinta anos depois, Ruanda, uma ex-colônia belga e alemã, continua desenterrando valas comuns.

A comunidade internacional foi duramente criticada pela sua inação antes e durante o genocídio.

A França, que mantinha relações estreitas com o regime hutu quando o genocídio começou, foi por muito tempo acusada de "cumplicidade" pelo governo ruandês.

Em um vídeo divulgado neste domingo, o presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou que "a França assume tudo e exatamente nos termos em que eu o fiz" em 2021.

Depois de décadas de tensões, que levaram ao rompimento das relações diplomáticas entre os dois países entre 2006 e 2009, houve uma reaproximação após Macron ter criado uma comissão que concluiu em 2021 que a França tinha uma "grande responsabilidade", mas descartou que houvesse cumplicidade.

Há 30 anos, Ruanda realiza um trabalho de reconciliação, sobretudo com a criação de tribunais comunitários em 2002, os "gacaca", no qual as vítimas podem ouvir as "confissões" de seus algozes.

A Justiça também desempenhou um papel importante, mas segundo o governo ruandês, centenas de pessoas suspeitas de terem participado no genocídio continuam em liberdade, especialmente em países vizinhos como a República Democrática do Congo e o Uganda.

Ao todo, 28 fugitivos foram extraditados do exterior, incluindo seis pessoas dos Estados Unidos. A França, que é o principal país para onde se fugiram os ruandeses fugitivos, não extraditou ninguém, mas condenou 12 pessoas por seu papel no massacre.

Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW), fazem um apelo ao rápido julgamentos dos responsáveis pelo genocídio.

(B.Hartmann--BBZ)