Berliner Boersenzeitung - Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

EUR -
AED 4.237188
AFN 72.108292
ALL 95.938311
AMD 436.591732
ANG 2.064923
AOA 1057.999566
ARS 1610.053627
AUD 1.617397
AWG 2.079656
AZN 1.963217
BAM 1.953526
BBD 2.320399
BDT 141.854856
BGN 1.900991
BHD 0.435465
BIF 3440.62434
BMD 1.153762
BND 1.474696
BOB 7.99669
BRL 5.949253
BSD 1.158152
BTN 106.591909
BWP 15.526924
BYN 3.41892
BYR 22613.731709
BZD 2.321997
CAD 1.568072
CDF 2512.892702
CHF 0.902345
CLF 0.026221
CLP 1035.339974
CNY 7.922017
CNH 7.940235
COP 4274.076056
CRC 545.678924
CUC 1.153762
CUP 30.574688
CVE 110.136782
CZK 24.402291
DJF 206.229913
DKK 7.471865
DOP 70.270021
DZD 152.133872
EGP 59.846895
ERN 17.306427
ETB 179.342201
FJD 2.559969
FKP 0.85732
GBP 0.862841
GEL 3.132423
GGP 0.85732
GHS 12.548392
GIP 0.85732
GMD 84.797981
GNF 10153.355744
GTQ 8.879663
GYD 242.647516
HKD 9.027898
HNL 30.656974
HRK 7.534407
HTG 151.96572
HUF 389.533029
IDR 19504.343599
ILS 3.587334
IMP 0.85732
INR 106.447162
IQD 1516.943373
IRR 1525013.532007
ISK 144.808988
JEP 0.85732
JMD 181.409594
JOD 0.817987
JPY 183.491394
KES 149.689063
KGS 100.896296
KHR 4648.668729
KMF 491.502389
KPW 1038.425208
KRW 1708.04039
KWD 0.354092
KYD 0.964955
KZT 568.776365
LAK 24807.002721
LBP 103768.195891
LKR 360.015634
LRD 211.933273
LSL 18.962341
LTL 3.406759
LVL 0.697899
LYD 7.366424
MAD 10.842477
MDL 19.971749
MGA 4801.410329
MKD 61.58999
MMK 2422.249424
MNT 4131.516627
MOP 9.335459
MRU 46.245365
MUR 52.969315
MVR 17.825768
MWK 2008.162152
MXN 20.510482
MYR 4.533707
MZN 73.73718
NAD 18.962341
NGN 1614.770859
NIO 42.62112
NOK 11.153705
NPR 170.551883
NZD 1.95667
OMR 0.443626
PAB 1.158152
PEN 3.969179
PGK 4.990255
PHP 68.690942
PKR 323.609563
PLN 4.257537
PYG 7506.261415
QAR 4.222884
RON 5.09121
RSD 117.389677
RUB 91.405648
RWF 1692.329836
SAR 4.32933
SBD 9.282224
SCR 17.369823
SDG 693.410524
SEK 10.696653
SGD 1.472217
SHP 0.86562
SLE 28.384548
SLL 24193.807775
SOS 660.733655
SRD 43.235493
STD 23880.540277
STN 24.471829
SVC 10.131931
SYP 128.357478
SZL 18.960926
THB 36.814809
TJS 11.100677
TMT 4.038166
TND 3.394049
TOP 2.777982
TRY 50.895778
TTD 7.857865
TWD 36.734044
TZS 2999.780987
UAH 51.055962
UGX 4279.018483
USD 1.153762
UYU 46.585766
UZS 14068.853309
VES 504.952214
VND 30312.784346
VUV 137.783385
WST 3.150631
XAF 655.194241
XAG 0.01358
XAU 0.000224
XCD 3.118099
XCG 2.087008
XDR 0.814851
XOF 655.194241
XPF 119.331742
YER 275.286247
ZAR 19.167387
ZMK 10385.240379
ZMW 22.525776
ZWL 371.510836
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro / foto: Menahem KAHANA - AFP

Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

Para Adi Levy-Slame, o tempo parou em 7 de outubro. Nesse dia, milicianos do Hamas mataram a tiros cinco de seus familiares em Kfar Aza, um kibutz no sul de Israel, perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Tamanho do texto:

"Os encontramos abraçados, os cinco, mas não sabemos o que aconteceu", conta com a voz trêmula essa mulher de 37 anos.

Os assassinados foram sua irmã Livnat Kutz, de 49 anos, e toda sua família: seu marido Aviv de 53 anos, sua filha de 18 anos, Rotem, e seus filhos Yonatan e Yftah, de 16 e 14.

Adi e sua família visitaram este mês o kibutz destruído, parando antes no cemitério de Gan Yavne, a 30 quilômetros de Kfar Aza, para um memorial que marca o fim do período de luto judaico.

"Tristeza, culpa, frustração, dor... Todas essas emoções vivem em mim, dia e noite, desde 7 de outubro", afirma Asher Levy, irmão de Adi, em frente aos túmulos de seus parentes.

- "Símbolo de paz" -

O ataque do Hamas culminou na morte de 1.205 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais de Israel que inclui os reféns mortos em cativeiro.

Essa ação sem precedentes na história do Estado de Israel desencadeou uma campanha militar de represália contra a Faixa de Gaza, que matou 41.431 palestinos, segundo o balanço do Ministério da Saúde desse território governado pelo Hamas e que as Nações Unidas consideram confiável.

Em Kfar Aza, um kibutz de 800 habitantes localizado a dois quilômetros da Faixa de Gaza, 64 moradores foram mortos e 18 sequestrados pelos milicianos do Hamas.

A família Kutz não teve tempo de avisar aos seus parentes sobre o que estava acontecendo.

As portas traseiras quebradas de sua casa oferecem uma ideia de como os combatentes palestinos acessaram ao que, segundo Adi, antes era uma "ilha de felicidade".

Ao mostrar a casa à AFP, a mulher se lembra de piqueniques no pátio, com seus sobrinhos rindo e jogando basquete.

Sua sobrinha, explica, serviu como soldado.

Adia também se lembra de sua irmã, que era "tudo" para ela, e de seu cunhado, que todo ano organizava um festival de pipas no kibutz.

Justo na véspera do ataque, Aviv Kutz estava finalizando os preparativos para a 15ª edição do festival, programada para o dia seguinte.

Segundo Adi, seu cunhado entendia essas pipas como "um símbolo de paz" e um gesto conciliador para os milicianos para o outro lado da fronteira que regularmente lançam foguetes em direção a Israel.

- "Não há mais vida" -

Em uma longa conversa, interrompida por silêncios e lágrimas, Adi evoca a criatividade de sua irmã, apontando para as asas de anjo que confeccionava com brinquedos usados e que decoram a sala de jantar.

"Essas asas são um símbolo de que tudo é possível, de que cada um pode voar por conta própria e chegar muito longe", diz.

Livnat Kutz ia celebrar seu aniversário de 50 anos em 25 de outubro. Disse aos seus parentes e amigos que não queria presentes e pediu a eles que fizessem um ato de caridade para comemorar esse dia.

Em frente à casa dos Kutz, no denso silêncio no qual o kibutz submergiu após 7 de outubro, Adi se lembra de que visitou o local apenas uma semana depois do ataque.

"A casa estava intacta. As panelas nos fogões e o pão de sabbat na mesa mostram que havia vida. Agora não há mais vida", disse sem poder conter as lágrimas. "Meu coração está partido".

Benny Kutz, o pai de Aviv, também vivia nesse kibutz, mas conseguiu sobreviver e se mudou temporariamente com sua mulher para Tel Aviv.

No momento, não pensa em voltar ao local onde morou durante quase seis décadas.

"O tempo não ajuda e não esqueci nada. Penso nisso o tempo todo", diz esse aposentado de 80 anos. "Nunca serei o mesmo (...) Perdi minha família e minha casa, perdas imensas".

- O fim de um clã -

O pai de Benny se instalou nessa região há quase um século, na época do mandato britânico, após fugir dos pogromos em sua Polônia natal.

Cercado pelas fotos de seu único filho e de sua família, Benny também lamenta que o sobrenome de seu pai não vai deixar descendentes.

"O clã Kutz chegou ao seu fim".

Nesse bairro de Kfar Aza, onde viviam principalmente casais jovens, todas as casas ficaram destruídas pelo fogo.

Em frente a cada uma delas há cartazes colados com os nomes dos mortos e sequestrados em 7 de outubro.

Uma das casas, a de Sivan Elkabetz, de 23 anos, e sua esposa, Naor Hasidim, está aberta para visitação.

Suas paredes estão perfuradas por balas e no chão há um colchão e várias roupas.

Caminhando pelas ruas vazias do kibutz, Adi ainda não se conformou com o fato de que quem viveu ali "não vai voltar".

(T.Burkhard--BBZ)