Berliner Boersenzeitung - Cinco anos após explosão do porto de Beirute, libaneses pedem justiça

EUR -
AED 4.238131
AFN 75.001612
ALL 91.835551
AMD 420.215603
ANG 2.065846
AOA 1058.097382
ARS 1738.721108
AUD 1.618312
AWG 2.078406
AZN 1.959418
BAM 1.955416
BBD 2.322864
BDT 141.993353
BGN 1.942469
BHD 0.434974
BIF 3455.836031
BMD 1.153868
BND 1.467625
BOB 13.320442
BRL 5.935965
BSD 1.153284
BTN 110.668752
BWP 15.609206
BYN 3.501943
BYR 22615.821771
BZD 2.319465
CAD 1.605418
CDF 2668.317686
CHF 0.945064
CLF 0.027869
CLP 1100.432497
CNY 7.744131
CNH 7.744713
COP 3609.554387
CRC 516.103145
CUC 1.153868
CUP 30.577514
CVE 110.771466
CZK 24.300873
DJF 205.065553
DKK 7.475994
DOP 68.213924
DZD 154.174079
EGP 59.664691
ERN 17.308027
ETB 188.380347
FJD 2.551775
FKP 0.855167
GBP 0.856315
GEL 3.000097
GGP 0.855167
GHS 13.266195
GIP 0.855167
GMD 84.810308
GNF 10125.195775
GTQ 8.804424
GYD 241.283674
HKD 9.051948
HNL 30.953459
HRK 7.534988
HTG 150.733019
HUF 365.652263
IDR 20408.471411
ILS 3.511164
IMP 0.855167
INR 110.740678
IQD 1510.829562
IRR 1586107.581943
ISK 139.826225
JEP 0.855167
JMD 181.644337
JOD 0.818067
JPY 179.042884
KES 149.379985
KGS 100.905564
KHR 4676.629152
KMF 491.548686
KPW 1038.481979
KRW 1571.361439
KWD 0.356153
KYD 0.961128
KZT 515.817669
LAK 25810.156301
LBP 103276.071033
LKR 380.468599
LRD 201.363956
LSL 18.755043
LTL 3.407073
LVL 0.697964
LYD 7.327561
MAD 10.904054
MDL 20.050411
MGA 4978.065784
MKD 61.517655
MMK 2422.495327
MNT 4153.387933
MOP 9.318432
MRU 46.177734
MUR 54.047419
MVR 17.781194
MWK 1999.816036
MXN 19.802
MYR 4.666938
MZN 73.744112
NAD 18.623752
NGN 1528.807052
NIO 42.442035
NOK 10.781874
NPR 177.07614
NZD 2.003918
OMR 0.44366
PAB 1.153284
PEN 3.870174
PGK 5.214022
PHP 72.479668
PKR 319.94456
PLN 4.342342
PYG 6864.622503
QAR 4.203856
RON 5.259908
RSD 117.377304
RUB 97.151554
RWF 1694.196739
SAR 4.330555
SBD 9.253447
SCR 16.01902
SDG 694.066711
SEK 11.288174
SGD 1.468834
SHP 0.854686
SLE 28.443044
SLL 24196.035255
SOS 659.096302
SRD 43.558457
STD 23882.747423
STN 24.495403
SVC 10.090975
SYP 15002.59798
SZL 18.760642
THB 38.41286
TJS 10.638957
TMT 4.03854
TND 3.378451
TOP 2.778238
TRY 56.122199
TTD 7.826497
TWD 36.760173
TZS 3052.706709
UAH 51.484769
UGX 4532.090563
USD 1.153868
UYU 46.380894
UZS 13568.571227
VES 970.615717
VND 29959.040635
VUV 136.257783
WST 3.151789
XAF 655.957
XAG 0.018148
XAU 0.000268
XCD 3.118387
XCG 2.07851
XDR 0.815845
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 272.918679
ZAR 18.763597
ZMK 10386.192954
ZMW 22.517774
ZWL 371.545173
SSP 6515.006483
MXV 2.245419
Cinco anos após explosão do porto de Beirute, libaneses pedem justiça
Cinco anos após explosão do porto de Beirute, libaneses pedem justiça / foto: ANWAR AMRO - AFP

Cinco anos após explosão do porto de Beirute, libaneses pedem justiça

Famílias das vítimas da gigantesca explosão no porto de Beirute exigiram justiça, nesta segunda-feira (4), por ocasião do quinto aniversário da tragédia, enquanto o presidente libanês, Joseph Aoun, prometeu fazer os responsáveis pela tragédia prestarem contas.

Tamanho do texto:

Em 4 de agosto de 2020, uma das maiores explosões não nucleares da história destruiu bairros inteiros da capital libanesa, deixando mais de 220 mortos e 6.500 feridos.

A explosão foi provocada por um incêndio em um depósito onde estavam armazenadas, sem medidas de segurança e apesar das advertências enviadas à administração, toneladas de nitrato de amônio, material utilizado como fertilizante.

Na tarde desta segunda-feira, centenas de pessoas se manifestaram com cartazes com lemas como "Não há compromisso com a justiça" ou "O crime de 4 de agosto não é um acidente". No porto, os silos de trigo destruídos continuam de pé, em meio a guindastes e contêineres.

Georgette Khoury, de 68 anos, veio homenagear a memória de três de seus entes queridos. "Passaram-se cinco anos, mas tenho a impressão de que a explosão acaba de acontecer. É uma ferida aberta no coração de cada libanês", disse.

"Exigimos justiça, se não for feita aqui, será feita lá em cima", acrescentou.

- "Acabará vindo à tona" -

Em um telão, os rostos e os nomes das vítimas foram exibidos sob os aplausos da multidão.

"A qualquer dirigente político, de segurança ou judicial envolvido, dizemos que a verdade acabará vindo à tona", disse Cécile Roukoz, advogada que discursou em nome das famílias das vítimas.

Pela primeira vez desde a tragédia, vários ministros participaram das rememorações, entre eles um ministro ligado ao Hezbollah, acusado de ter obstruído a investigação.

Em um discurso muito crítico ao movimento pró-iraniano, William Noun, irmão de uma das vítimas, considerou que "a presença de um ministro representante do Hezbollah é positiva, desde que seja acompanhada de um compromisso real com a justiça".

As famílias das vítimas também elogiaram as declarações dos dirigentes políticos, mas declararam que esperavam "ver os fatos".

- "Revelar toda a verdade" -

Aoun afirmou, nesta segunda, que o Estado libanês está "comprometido a revelar toda a verdade, sem importar os obstáculos ou as autoridades envolvidas", em um país onde a cultura da impunidade está profundamente enraizada.

O primeiro juiz responsável pela investigação, em 2020, teve que abandonar o caso após indiciar o ex-primeiro-ministro Hassan Diab e três ex-ministros.

O juiz independente Tarek Bitar retomou a investigação, mas foi obrigado a suspendê-la novamente, em janeiro de 2023, devido à hostilidade de grande parte dos partidos políticos, em particular do Hezbollah.

Ele acabou sendo acusado de insubordinação pelo procurador-geral, um fato sem precedentes na história do Líbano.

A Human Rights Watch e a Anistia Internacional afirmaram, nesta segunda-feira, que "o caminho para a justiça continua repleto de desafios políticos e judiciais", apesar da retomada da investigação.

Parentes das vítimas e várias ONGs internacionais pediram a criação de uma comissão de investigação internacional, uma proposta rejeitada pelo Líbano.

- "Pôr fim à impunidade" -

Após mais de dois anos de estagnação, o juiz retomou as investigações e, no início do ano, abriu processos contra outras dez pessoas.

O magistrado concluiu os interrogatórios e aguarda respostas aos pedidos de informações enviados em julho a vários países árabes e europeus, disse à AFP um funcionário do Judiciário sob a condição do anonimato.

Uma vez finalizado o processo de investigação, o caso será remetido ao Ministério Público para avaliação antes de eventuais acusações formais, acrescentou.

Mariana Fodulian, da associação de famílias das vítimas, afirma que "durante cinco anos, os responsáveis tentaram escapar de suas responsabilidades, pensando sempre que estão acima da lei".

A coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, fez um apelo para que as autoridades "adotem todas as medidas necessárias para acelerar os procedimentos judiciais relacionados com a explosão".

As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido pediram a atribuição de responsabilidades, enquanto a União Europeia destacou que "acabar com a impunidade é essencial para a recuperação do Líbano".

(L.Kaufmann--BBZ)