Berliner Boersenzeitung - Dólar tende a cair no Brasil

EUR -
AED 4.296275
AFN 72.530383
ALL 95.440871
AMD 434.926832
ANG 2.093897
AOA 1073.922588
ARS 1657.077676
AUD 1.631078
AWG 2.108655
AZN 1.984788
BAM 1.954572
BBD 2.364335
BDT 144.419293
BGN 1.95143
BHD 0.441498
BIF 3488.838558
BMD 1.16985
BND 1.494574
BOB 8.112044
BRL 5.836365
BSD 1.173873
BTN 110.510535
BWP 15.805073
BYN 3.296758
BYR 22929.064745
BZD 2.363336
CAD 1.596764
CDF 2719.901516
CHF 0.922936
CLF 0.02663
CLP 1048.066457
CNY 7.982064
CNH 7.999342
COP 4175.477472
CRC 533.355892
CUC 1.16985
CUP 31.001031
CVE 110.195788
CZK 24.37459
DJF 209.040493
DKK 7.472524
DOP 69.785573
DZD 155.042614
EGP 61.721493
ERN 17.547754
ETB 183.297775
FJD 2.570042
FKP 0.863308
GBP 0.866444
GEL 3.141068
GGP 0.863308
GHS 13.024043
GIP 0.863308
GMD 85.398872
GNF 10302.617214
GTQ 8.974363
GYD 245.599943
HKD 9.1666
HNL 31.197539
HRK 7.532079
HTG 153.694781
HUF 364.970412
IDR 20187.988642
ILS 3.493284
IMP 0.863308
INR 110.604894
IQD 1537.847257
IRR 1538353.068017
ISK 143.400638
JEP 0.863308
JMD 185.313608
JOD 0.82938
JPY 186.58468
KES 151.382579
KGS 102.28083
KHR 4698.08939
KMF 491.336868
KPW 1052.860319
KRW 1723.96739
KWD 0.360127
KYD 0.978231
KZT 537.816806
LAK 25724.063158
LBP 105122.573358
LKR 373.601736
LRD 215.406549
LSL 19.346049
LTL 3.454264
LVL 0.707631
LYD 7.446387
MAD 10.847572
MDL 20.320237
MGA 4878.956485
MKD 61.616834
MMK 2456.731537
MNT 4207.196739
MOP 9.476229
MRU 46.872959
MUR 54.725483
MVR 18.085825
MWK 2035.530227
MXN 20.378031
MYR 4.622084
MZN 74.764285
NAD 19.346214
NGN 1595.886401
NIO 43.203234
NOK 10.875618
NPR 176.816457
NZD 1.986821
OMR 0.449804
PAB 1.173883
PEN 4.093347
PGK 5.09782
PHP 71.636361
PKR 327.194693
PLN 4.246492
PYG 7395.418313
QAR 4.291105
RON 5.092127
RSD 117.415511
RUB 87.708745
RWF 1720.319504
SAR 4.388007
SBD 9.415637
SCR 16.032671
SDG 702.493148
SEK 10.831801
SGD 1.493097
SHP 0.873411
SLE 28.779107
SLL 24531.170166
SOS 670.878635
SRD 43.711485
STD 24213.538093
STN 24.484726
SVC 10.270978
SYP 129.326091
SZL 19.330024
THB 38.01136
TJS 11.025869
TMT 4.100325
TND 3.415155
TOP 2.816719
TRY 52.705854
TTD 7.971062
TWD 36.887715
TZS 3044.679138
UAH 51.771405
UGX 4367.331637
USD 1.16985
UYU 46.690675
UZS 14173.46142
VES 566.130857
VND 30822.044328
VUV 138.30625
WST 3.191133
XAF 655.545266
XAG 0.015952
XAU 0.000253
XCD 3.161579
XCG 2.115554
XDR 0.815288
XOF 655.550866
XPF 119.331742
YER 279.144472
ZAR 19.409395
ZMK 10530.059014
ZMW 22.216236
ZWL 376.691301

Dólar tende a cair no Brasil




A perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) volta a colocar o câmbio no centro do radar no Brasil. Com a autoridade monetária dos EUA sinalizando espaço para iniciar a flexibilização da política monetária ainda em setembro e a inflação americana perto de 2,7% ao ano, o prêmio pago pelo dólar tende a diminuir. Em paralelo, o Banco Central do Brasil (BCB) mantém a Selic em patamar elevado, o que preserva a atratividade do real em operações de “carry trade”. O resultado provável dessa combinação é um dólar mais fraco frente ao real, ainda que o movimento possa ser irregular.

Por que cortes do Fed favorecem o real
Quando o Fed reduz juros, cai o rendimento dos ativos em dólar e, portanto, a remuneração de aplicações de curtíssimo prazo nos EUA. Isso diminui o apelo do “cash” em dólar e amplia a busca por retornos em mercados com juros reais elevados — caso do Brasil, onde a taxa básica permanece em dois dígitos. A diferença de juros (diferencial Brasil–EUA) continua ampla mesmo com cortes graduais do Fed, sustentando entradas líquidas de capital e aliviando a pressão sobre o câmbio.

Além disso, a probabilidade de corte já aumentou à medida que a inflação americana estabilizou perto de 2,7% a/a e alguns indicadores de atividade e emprego perderam fôlego. Com isso, os futuros de Fed funds passaram a embutir chance elevada de redução na reunião de setembro, reforçando a depreciação estrutural do dólar no curto prazo.

Fatores domésticos que reforçam a queda do dólar
Juro alto por mais tempo: O Copom interrompeu o ciclo de alta após sete elevações consecutivas, mas manteve a Selic em nível restritivo e indicou pausa “prolongada”. Em termos reais, o Brasil segue oferecendo um dos maiores prêmios do mundo, o que ancora o real.
Contas externas robustas: O saldo comercial segue positivo em 2025, com superávit acumulado relevante no ano. Esse colchão externo ajuda a suprir demanda por moeda estrangeira vinda de importadores e investidores.
Gestão ativa do câmbio: O BCB segue utilizando instrumentos como leilões e rolagens de swaps cambiais e, mais recentemente, expandiu acordos para reforçar a liquidez em momentos de estresse. Essa atuação tende a reduzir a volatilidade e desencorajar movimentos especulativos contra o real.

O que pode atrapalhar
Risco de frustração com o Fed: Se a comunicação do Fed for mais cautelosa ou se dados de inflação voltarem a acelerar, o dólar pode ganhar força no curto prazo.
Incertezas globais (tarifas/comércio): Ruídos sobre comércio internacional e tarifas ampliam o prêmio de risco e podem reduzir o apetite por emergentes.
Risco fiscal doméstico: Sinais de deterioração das contas públicas no Brasil encarecem o CDS, elevam os juros longos e podem provocar saída de capital — pressionando o câmbio.
Crescimento mais fraco: Sinais de desaceleração mais forte da atividade local tendem a reduzir o diferencial de crescimento e podem limitar o fluxo de portfólio.

Cenários prováveis (próximos 3–6 meses)
Base (maior probabilidade): Fed inicia ciclo com corte moderado; Copom mantém Selic alta por mais tempo. O real segue em tendência de apreciação gradual, com pregões voláteis e ajustes técnicos.
Altista para o real: Inflação nos EUA desacelera mais rápido; curva americana cede; commodities sustentam termos de troca do Brasil. Dólar recua mais frente ao real.
Baixista para o real: Fed adia cortes e/ou fiscal brasileiro piora. Juros longos sobem, melhora do real perde fôlego e o câmbio devolve parte dos ganhos.

O que monitorar
Discurso do Fed (especialmente em Jackson Hole e nas coletivas pós-reunião).
Leituras de CPI/PPI nos EUA e payrolls.
Sinalizações do Copom em atas/comunicados e projeções de inflação (IPCA).
Saldo comercial e fluxo cambial semanal no Brasil.
Notícias sobre políticas comerciais globais e preços de commodities-chave.

Conclusão:
Se o Fed realmente iniciar os cortes e o Brasil sustentar disciplina monetária e mínima previsibilidade fiscal, o viés para o dólar/real segue de queda adicional — com zigue-zagues no caminho, mas fundamentos favoráveis ao real.