Berliner Boersenzeitung - Drex em 2026: proteja-se já

EUR -
AED 4.299596
AFN 72.587265
ALL 95.715633
AMD 434.822191
ANG 2.095516
AOA 1074.752834
ARS 1647.602099
AUD 1.632954
AWG 2.110285
AZN 1.979721
BAM 1.957773
BBD 2.357556
BDT 143.94382
BGN 1.952938
BHD 0.441753
BIF 3486.998897
BMD 1.170755
BND 1.494593
BOB 8.088116
BRL 5.879996
BSD 1.170469
BTN 110.603509
BWP 15.830817
BYN 3.3025
BYR 22946.79309
BZD 2.354162
CAD 1.602107
CDF 2722.004753
CHF 0.924586
CLF 0.02671
CLP 1051.537122
CNY 7.988235
CNH 8.007535
COP 4245.472825
CRC 532.431975
CUC 1.170755
CUP 31.025001
CVE 110.375281
CZK 24.364464
DJF 208.440041
DKK 7.473531
DOP 69.53948
DZD 155.229592
EGP 61.85829
ERN 17.561321
ETB 182.76599
FJD 2.575428
FKP 0.863975
GBP 0.867278
GEL 3.143486
GGP 0.863975
GHS 12.993037
GIP 0.863975
GMD 85.464867
GNF 10271.262443
GTQ 8.942935
GYD 244.886768
HKD 9.174374
HNL 31.114087
HRK 7.542122
HTG 153.333202
HUF 363.772817
IDR 20203.539098
ILS 3.460787
IMP 0.863975
INR 110.832545
IQD 1533.332015
IRR 1539542.495243
ISK 143.218759
JEP 0.863975
JMD 184.425843
JOD 0.830062
JPY 186.957241
KES 151.202556
KGS 102.358617
KHR 4690.686659
KMF 491.71678
KPW 1053.674372
KRW 1726.014455
KWD 0.360206
KYD 0.975475
KZT 536.526065
LAK 25695.78346
LBP 104877.835689
LKR 373.102782
LRD 214.785518
LSL 19.419303
LTL 3.456935
LVL 0.708178
LYD 7.427485
MAD 10.833925
MDL 20.244227
MGA 4865.882485
MKD 61.696367
MMK 2458.631038
MNT 4210.449668
MOP 9.448281
MRU 46.551512
MUR 54.767831
MVR 18.099464
MWK 2029.627885
MXN 20.380575
MYR 4.626839
MZN 74.814397
NAD 19.419303
NGN 1604.320748
NIO 43.073036
NOK 10.928001
NPR 176.965814
NZD 1.991366
OMR 0.450135
PAB 1.170474
PEN 4.1032
PGK 5.085081
PHP 71.617441
PKR 326.20355
PLN 4.252199
PYG 7337.331031
QAR 4.255188
RON 5.096527
RSD 117.413866
RUB 88.186747
RWF 1711.00954
SAR 4.391317
SBD 9.422917
SCR 16.031117
SDG 703.038702
SEK 10.867168
SGD 1.494901
SHP 0.874087
SLE 28.802943
SLL 24550.13723
SOS 668.968394
SRD 43.862363
STD 24232.25957
STN 24.524503
SVC 10.242233
SYP 129.426084
SZL 19.403387
THB 38.088133
TJS 10.979464
TMT 4.103495
TND 3.413354
TOP 2.818897
TRY 52.746488
TTD 7.958952
TWD 36.914484
TZS 3052.887007
UAH 51.58434
UGX 4354.350612
USD 1.170755
UYU 46.196156
UZS 14081.068978
VES 566.56858
VND 30847.046139
VUV 138.413186
WST 3.1936
XAF 656.613049
XAG 0.016077
XAU 0.000256
XCD 3.164023
XCG 2.109508
XDR 0.816857
XOF 656.618663
XPF 119.331742
YER 279.342677
ZAR 19.386499
ZMK 10538.210589
ZMW 22.208284
ZWL 376.982552

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.