Berliner Boersenzeitung - Drex em 2026: proteja-se já

EUR -
AED 4.238267
AFN 75.0137
ALL 91.850368
AMD 420.283899
ANG 2.066179
AOA 1058.267988
ARS 1740.213385
AUD 1.619521
AWG 2.077298
AZN 1.964098
BAM 1.955732
BBD 2.323239
BDT 142.016261
BGN 1.942783
BHD 0.434792
BIF 3448.939091
BMD 1.154055
BND 1.467861
BOB 13.322592
BRL 5.938533
BSD 1.15347
BTN 110.686607
BWP 15.611724
BYN 3.502508
BYR 22619.470537
BZD 2.319839
CAD 1.606455
CDF 2665.865954
CHF 0.944288
CLF 0.027935
CLP 1102.895467
CNY 7.744287
CNH 7.746972
COP 3594.095382
CRC 516.186411
CUC 1.154055
CUP 30.582447
CVE 110.260664
CZK 24.291292
DJF 205.403703
DKK 7.475331
DOP 67.828802
DZD 154.339792
EGP 59.92221
ERN 17.310819
ETB 188.41074
FJD 2.551574
FKP 0.855305
GBP 0.855899
GEL 3.016939
GGP 0.855305
GHS 13.247594
GIP 0.855305
GMD 85.399668
GNF 10142.73299
GTQ 8.805844
GYD 241.322602
HKD 9.053143
HNL 30.958453
HRK 7.536091
HTG 150.757338
HUF 365.739538
IDR 20400.223504
ILS 3.509884
IMP 0.855305
INR 110.634081
IQD 1511.073314
IRR 1586334.628035
ISK 139.964061
JEP 0.855305
JMD 181.673643
JOD 0.818249
JPY 178.869811
KES 149.530655
KGS 100.921847
KHR 4672.876985
KMF 491.627179
KPW 1038.649524
KRW 1568.533162
KWD 0.356118
KYD 0.961283
KZT 515.900889
LAK 25814.320432
LBP 103292.733273
LKR 380.529982
LRD 201.396443
LSL 18.758069
LTL 3.407623
LVL 0.698076
LYD 7.328744
MAD 10.905813
MDL 20.053646
MGA 4978.86893
MKD 61.527581
MMK 2422.886165
MNT 4154.058028
MOP 9.319935
MRU 46.185184
MUR 54.344388
MVR 17.784687
MWK 2000.13868
MXN 19.797143
MYR 4.667691
MZN 73.743622
NAD 18.758069
NGN 1529.987744
NIO 42.448883
NOK 10.787814
NPR 177.104709
NZD 2.004033
OMR 0.443733
PAB 1.15347
PEN 3.870798
PGK 5.214863
PHP 72.443504
PKR 319.770582
PLN 4.33973
PYG 6865.73002
QAR 4.204535
RON 5.259253
RSD 117.354648
RUB 97.352542
RWF 1694.470075
SAR 4.331254
SBD 9.25494
SCR 15.853377
SDG 694.173223
SEK 11.27419
SGD 1.468333
SHP 0.854824
SLE 28.447624
SLL 24199.938968
SOS 659.202639
SRD 43.585175
STD 23886.600591
STN 24.499355
SVC 10.092603
SYP 15005.018453
SZL 18.763669
THB 38.421931
TJS 10.640674
TMT 4.039191
TND 3.378996
TOP 2.778686
TRY 56.132985
TTD 7.82776
TWD 36.785468
TZS 3053.199161
UAH 51.493075
UGX 4532.821756
USD 1.154055
UYU 46.388377
UZS 13570.760339
VES 970.77227
VND 29963.874134
VUV 136.279767
WST 3.152298
XAF 655.957
XAG 0.018244
XAU 0.00027
XCD 3.11889
XCG 2.078845
XDR 0.815976
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 272.962742
ZAR 18.774749
ZMK 10387.873873
ZMW 22.521407
ZWL 371.605117
SSP 6516.057594
MXV 2.244869

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.