Berliner Boersenzeitung - Drex em 2026: proteja-se já

EUR -
AED 4.301555
AFN 73.779193
ALL 95.50254
AMD 434.947725
ANG 2.096126
AOA 1075.065432
ARS 1645.082546
AUD 1.630337
AWG 2.109436
AZN 1.994608
BAM 1.958343
BBD 2.358242
BDT 143.985731
BGN 1.953507
BHD 0.441793
BIF 3484.00949
BMD 1.171096
BND 1.495028
BOB 8.090471
BRL 5.857467
BSD 1.17081
BTN 110.635712
BWP 15.835427
BYN 3.303461
BYR 22953.474287
BZD 2.354848
CAD 1.601837
CDF 2719.862066
CHF 0.924341
CLF 0.026513
CLP 1043.587015
CNY 8.007308
CNH 8.00936
COP 4228.919996
CRC 532.586998
CUC 1.171096
CUP 31.034034
CVE 110.55321
CZK 24.353637
DJF 208.127296
DKK 7.471391
DOP 69.387257
DZD 155.154914
EGP 61.875656
ERN 17.566434
ETB 184.301204
FJD 2.59954
FKP 0.864227
GBP 0.866488
GEL 3.156083
GGP 0.864227
GHS 13.046367
GIP 0.864227
GMD 86.067605
GNF 10279.291323
GTQ 8.945539
GYD 244.95807
HKD 9.177584
HNL 31.174087
HRK 7.532518
HTG 153.377846
HUF 363.749909
IDR 20198.998817
ILS 3.461744
IMP 0.864227
INR 110.80872
IQD 1534.135271
IRR 1541161.844741
ISK 143.178241
JEP 0.864227
JMD 184.47954
JOD 0.830277
JPY 186.88871
KES 151.17905
KGS 102.388421
KHR 4696.093159
KMF 493.031138
KPW 1053.981161
KRW 1724.29801
KWD 0.360182
KYD 0.975759
KZT 536.682281
LAK 25699.693433
LBP 104930.167935
LKR 373.211415
LRD 215.188405
LSL 19.36405
LTL 3.457941
LVL 0.708384
LYD 7.430593
MAD 10.839954
MDL 20.250121
MGA 4858.87593
MKD 61.648457
MMK 2459.346894
MNT 4211.675584
MOP 9.451031
MRU 46.843862
MUR 54.784212
MVR 18.093405
MWK 2038.877562
MXN 20.364357
MYR 4.62875
MZN 74.844323
NAD 19.381597
NGN 1604.600006
NIO 42.996808
NOK 10.911244
NPR 177.017339
NZD 1.989475
OMR 0.450263
PAB 1.170815
PEN 4.104394
PGK 5.088118
PHP 71.544577
PKR 326.298528
PLN 4.248325
PYG 7339.467371
QAR 4.256427
RON 5.096138
RSD 117.400013
RUB 88.209772
RWF 1710.385163
SAR 4.392759
SBD 9.399138
SCR 16.400969
SDG 703.245697
SEK 10.859019
SGD 1.494827
SHP 0.874341
SLE 28.83821
SLL 24557.285258
SOS 669.278604
SRD 43.875083
STD 24239.315043
STN 24.885782
SVC 10.245216
SYP 129.463768
SZL 19.382118
THB 38.061004
TJS 10.982661
TMT 4.10469
TND 3.377147
TOP 2.819717
TRY 52.745889
TTD 7.961269
TWD 36.926399
TZS 3053.775937
UAH 51.599359
UGX 4355.618426
USD 1.171096
UYU 46.209607
UZS 14135.124337
VES 566.733541
VND 30856.027577
VUV 138.453487
WST 3.19453
XAF 656.804229
XAG 0.015987
XAU 0.000255
XCD 3.164944
XCG 2.110122
XDR 0.817095
XOF 655.232581
XPF 119.331742
YER 279.482119
ZAR 19.378412
ZMK 10541.265481
ZMW 22.21475
ZWL 377.092314

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.