Berliner Boersenzeitung - Confrontos entre gangues deixam ao menos 46 presas mortas em presídio de Honduras

EUR -
AED 4.198746
AFN 72.027437
ALL 95.86206
AMD 431.78058
ANG 2.046593
AOA 1048.401651
ARS 1598.59809
AUD 1.629093
AWG 2.057931
AZN 1.946836
BAM 1.95299
BBD 2.306581
BDT 140.527788
BGN 1.954244
BHD 0.431609
BIF 3399.807863
BMD 1.143295
BND 1.465491
BOB 7.913613
BRL 6.101876
BSD 1.145252
BTN 105.710351
BWP 15.605613
BYN 3.388624
BYR 22408.579285
BZD 2.303186
CAD 1.56796
CDF 2580.416172
CHF 0.903826
CLF 0.026658
CLP 1052.620475
CNY 7.88485
CNH 7.890221
COP 4222.828168
CRC 538.827014
CUC 1.143295
CUP 30.297314
CVE 110.107044
CZK 24.460822
DJF 203.936547
DKK 7.471981
DOP 70.359065
DZD 151.640297
EGP 60.04596
ERN 17.149423
ETB 178.761853
FJD 2.540687
FKP 0.859503
GBP 0.862776
GEL 3.121081
GGP 0.859503
GHS 12.437104
GIP 0.859503
GMD 84.033056
GNF 10040.342872
GTQ 8.782401
GYD 239.595236
HKD 8.950958
HNL 30.314512
HRK 7.532942
HTG 150.159332
HUF 392.479443
IDR 19439.442529
ILS 3.586748
IMP 0.859503
INR 105.697035
IQD 1500.247787
IRR 1511121.400458
ISK 144.203925
JEP 0.859503
JMD 179.692219
JOD 0.810553
JPY 182.180041
KES 147.824753
KGS 99.98079
KHR 4592.371745
KMF 492.759942
KPW 1028.965312
KRW 1711.272575
KWD 0.351266
KYD 0.954331
KZT 560.655699
LAK 24539.688735
LBP 102552.832105
LKR 356.415579
LRD 209.569358
LSL 19.234523
LTL 3.375853
LVL 0.691568
LYD 7.307485
MAD 10.786179
MDL 19.978252
MGA 4755.178355
MKD 61.63634
MMK 2400.245131
MNT 4080.393301
MOP 9.232056
MRU 45.820067
MUR 53.436996
MVR 17.664024
MWK 1985.751297
MXN 20.413988
MYR 4.497148
MZN 73.068037
NAD 19.234607
NGN 1586.767474
NIO 42.139548
NOK 11.144552
NPR 169.136362
NZD 1.968262
OMR 0.439598
PAB 1.145152
PEN 3.949317
PGK 5.007794
PHP 68.540962
PKR 319.76907
PLN 4.270784
PYG 7388.368543
QAR 4.163028
RON 5.095547
RSD 117.422553
RUB 92.41403
RWF 1671.20254
SAR 4.29147
SBD 9.205487
SCR 17.02737
SDG 687.120342
SEK 10.786004
SGD 1.465069
SHP 0.857767
SLE 28.067799
SLL 23974.333974
SOS 653.362704
SRD 42.92844
STD 23663.895329
STN 24.464797
SVC 10.020625
SYP 126.362642
SZL 19.228331
THB 37.133099
TJS 10.976853
TMT 4.001532
TND 3.386841
TOP 2.752779
TRY 50.513259
TTD 7.766858
TWD 36.691537
TZS 2978.283153
UAH 50.502451
UGX 4305.804184
USD 1.143295
UYU 46.004004
UZS 13828.041733
VES 506.141923
VND 30040.072485
VUV 135.198356
WST 3.127157
XAF 655.017331
XAG 0.014233
XAU 0.000228
XCD 3.089812
XCG 2.063939
XDR 0.814631
XOF 655.01447
XPF 119.331742
YER 272.732354
ZAR 19.25994
ZMK 10291.026055
ZMW 22.290925
ZWL 368.140479
Confrontos entre gangues deixam ao menos 46 presas mortas em presídio de Honduras
Confrontos entre gangues deixam ao menos 46 presas mortas em presídio de Honduras / foto: Orlando SIERRA - AFP

Confrontos entre gangues deixam ao menos 46 presas mortas em presídio de Honduras

Confrontos entre integrantes de gangues provocaram um incêndio e deixaram ao menos 46 detentas mortas em um presídio feminino de Honduras.

Tamanho do texto:

O país é um dos que registram o maior índice de violência prisional, totalizando mais de mil mortos em 20 anos.

O porta-voz do Ministério Público, Yuri Mora, disse à AFP, nesta quarta-feira (21), que "46 é o total de corpos que deram entrada à Medicina Forense" após o confronto da véspera entre gangues rivais no Centro Feminino de Adaptação Social (Cefas), em Támara, 25 km ao norte de Tegucigalpa. Inicialmente, as vítimas reportadas eram 41.

- Armas de grosso calibre -

Segundo as autoridades, detentas integrantes da gangue Barrio 18 invadiram, atirando com armas de grosso calibre, o prédio onde estavam as rivais da Mara Salvatrucha (MS-13) e posteriomente atearam fogo ao edifício.

Há "mais de 21 armas de fogo, duas granadas de fragmentação também", disse o diretor de planejamento e operações da Polícia Nacional, delegado Juan Rochez, à televisão. Ele acrescentou que "há onze pessoas plenamente identificadas" mediante provas testemunhais ou técnicas como suspeitos de responsabilidade nos confrontos.

"Obviamente, vão responder por estes atos", prosseguiu.

Centenas de famiiares se reuniram no entorno da Direção de Medicina Forense, no leste da capital hondurenha, enquanto os médicos legistas continuavam trabalhando na identificação das vítimas. Vinte e três corpos foram entregues.

"Não sei se a minha filha morreu baleada ou esfaqueada", disse, chorando, Olga Castro, mãe de Jenny Patricia Castro, de 44 anos. "Dizem que as ouviram gritar para que abrissem os portões porque trancaram por fora o módulo 1, onde ela estava, enquanto estavam se queimando".

"Ninguém apareceu para abrir os portões. Que seja feita justiça. Não são animais (as pessoas) que essas moças mataram", clamou, em alusão às integrantes da gangue Barrio 18.

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, disse no Twitter que está "abalada" com o "monstruoso assassinato de mulheres (...) planejado por gangues" e anunciou "medidas drásticas".

Uma delas foi a demissão do ministro da Segurança, Ramón Sabillón, que foi substituído pelo diretor da Polícia Nacional, Gustavo Sánchez.

Em abril, Castro havia nomeado como interventora dos presídios a vice-ministra da Segurança, Julissa Villanueva, depois que vários confrontos em quatro prisões deixaram um morto e sete feridos.

A vice-ministra anunciou na ocasião um plano para controlar os 26 presídios do país, onde estão cerca de 20.000 detentos. O plano inclui o "desarmamento real através de revistas manuais e eletrônicas permanentes" e "o bloqueio total do sinal telefônico" para evitar que os detentos continuem cometendo crimes de dentro das prisões.

Em dezembro, Castro declarou "estado de exceção" para enfrentar as gangues violentas, uma medida semelhante às adotadas há mais de um ano pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador, embora com menos ações e resultados que no país vizinho.

"Diante de uma ação, sempre há uma reação. Ela [Villanueva] pode fazer tudo o que for humanamente possível para tentar impedir a entrada dessas armas", mas "pelo contrário, parece que as coisas pioraram", comentou o criminologista Gonzalo Sánchez, em conversa com a AFP.

"Há 30 anos, o crime organizado, o narcotráfico e as gangues MS e 18 têm espalhado o terror. Isso se tornou um monstro de mil cabeças hoje em dia, difícil de combater", acrescentou.

Em abril de 2022, o próprio ex-presidente Juan Orlando Hernández foi extraditado para os Estados Unidos, acusado de crimes de narcotráfico. Um ano antes, seu irmão, Tony, foi condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas em Nova York.

Os promotores americanos afirmam que Hernández transformou Honduras em um "narco-Estado", envolvendo militares, policiais e civis.

- Triângulo da morte -

Sánchez lamentou que os "centros prisionais tenham se transformado agora em universidades do crime", onde são planejados massacres, assassinatos e sequestros, "com a cumplicidade das autoridades".

"Autoridades encarregadas da proteção ou de vigiar estes centros prisionais (...) se prestam a introduzir armas de fogo - pistolas, revólveres, fuzis -, explosivos e munições", criticou.

"É como com as formigas. Se você mexe em um formigueiro, mais elas se remexem. Parece que ter nomeado esta comissão (...) trouxe mal-estar entre os privados de liberdade" porque "eles têm poder. Então, por isso este tipo de assassinatos têm sido cometidos", acrescentou.

No Twitter, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Honduras (OACNUDH) instou o Estado hondurenho "a investigar os fatos, prevenir sua repetição e proteger a vida das pessoas privadas de liberdade".

"O país incorre em responsabilidade internacional quando os direitos humanos das pessoas privadas de liberdade são violados", afirmou a Comissão Nacional de Direitos Humanos (Conadeh) do Estado, também em um tuíte.

"Estima-se que pelo menos 1.050 pessoas privadas de liberdade tenham perdido a vida violentamente nos centros penitenciários de Honduras desde 2003", denunciou a Conadeh.

A maior tragédia ocorreu em 14 de fevereiro de 2012, quando 362 detentos foram queimados vivos no presídio de Comayagua, cerca de 50 km ao norte da capital.

(K.Müller--BBZ)