Berliner Boersenzeitung - Tribunal de paz da Colômbia condena primeiros militares por assassinatos de civis

EUR -
AED 4.198299
AFN 72.583816
ALL 94.019914
AMD 420.704666
ANG 2.046432
AOA 1049.274168
ARS 1670.45311
AUD 1.632462
AWG 2.057401
AZN 1.939879
BAM 1.952061
BBD 2.302989
BDT 140.470942
BGN 1.932678
BHD 0.430854
BIF 3411.85707
BMD 1.143001
BND 1.478768
BOB 7.900867
BRL 5.896059
BSD 1.14341
BTN 108.191769
BWP 15.518276
BYN 3.199272
BYR 22402.813593
BZD 2.299695
CAD 1.618758
CDF 2588.896631
CHF 0.924596
CLF 0.026327
CLP 1036.164256
CNY 7.737658
CNH 7.746767
COP 3936.631549
CRC 518.706468
CUC 1.143001
CUP 30.289518
CVE 110.054202
CZK 24.196125
DJF 203.133759
DKK 7.47443
DOP 66.841971
DZD 152.617101
EGP 56.886119
ERN 17.14501
ETB 184.3477
FJD 2.569179
FKP 0.86376
GBP 0.862983
GEL 3.028998
GGP 0.86376
GHS 12.835415
GIP 0.86376
GMD 84.020825
GNF 10018.809946
GTQ 8.719299
GYD 239.201832
HKD 8.960612
HNL 30.589409
HRK 7.534667
HTG 149.363908
HUF 352.275669
IDR 20397.647477
ILS 3.396255
IMP 0.86376
INR 108.10552
IQD 1497.930859
IRR 1571625.953592
ISK 144.006235
JEP 0.86376
JMD 180.673937
JOD 0.810347
JPY 184.599152
KES 147.950338
KGS 99.95507
KHR 4591.205992
KMF 490.916285
KPW 1028.701024
KRW 1756.82062
KWD 0.352799
KYD 0.952875
KZT 557.312522
LAK 25252.631045
LBP 102395.671068
LKR 382.337669
LRD 208.111383
LSL 18.787415
LTL 3.374984
LVL 0.69139
LYD 7.310307
MAD 10.659483
MDL 20.107486
MGA 4822.762468
MKD 61.647195
MMK 2400.2077
MNT 4091.064279
MOP 9.233115
MRU 45.720427
MUR 54.646421
MVR 17.670543
MWK 1984.24915
MXN 19.840075
MYR 4.743112
MZN 73.041041
NAD 18.787415
NGN 1562.173531
NIO 42.079401
NOK 11.081275
NPR 173.106431
NZD 2.000579
OMR 0.439488
PAB 1.14341
PEN 3.869089
PGK 5.094242
PHP 69.879064
PKR 318.021261
PLN 4.275383
PYG 6970.648402
QAR 4.168416
RON 5.237913
RSD 117.41016
RUB 84.863008
RWF 1674.69229
SAR 4.290586
SBD 9.214213
SCR 15.629856
SDG 686.359388
SEK 10.991398
SGD 1.478329
SHP 0.853365
SLE 28.289887
SLL 23968.157231
SOS 653.448383
SRD 42.783084
STD 23657.806647
STN 24.453162
SVC 10.004837
SYP 126.338264
SZL 18.783023
THB 37.661299
TJS 10.605486
TMT 4.000502
TND 3.380924
TOP 2.752072
TRY 53.102442
TTD 7.754148
TWD 36.167989
TZS 3004.071008
UAH 51.425699
UGX 4174.0051
USD 1.143001
UYU 45.722423
UZS 13703.751799
VES 693.381551
VND 30083.778254
VUV 135.276765
WST 3.145305
XAF 654.70298
XAG 0.017475
XAU 0.000273
XCD 3.089016
XCG 2.060753
XDR 0.813463
XOF 653.79697
XPF 119.331742
YER 272.702952
ZAR 18.739068
ZMK 10288.378745
ZMW 20.26718
ZWL 368.045757
Tribunal de paz da Colômbia condena primeiros militares por assassinatos de civis
Tribunal de paz da Colômbia condena primeiros militares por assassinatos de civis / foto: RAUL ARBOLEDA - AFP

Tribunal de paz da Colômbia condena primeiros militares por assassinatos de civis

O tribunal de paz da Colômbia condenou pela primeira vez, nesta quinta-feira (18), 12 militares reformados, aos quais impôs a pena máxima pelo assassinato e desaparecimento de civis apresentados como guerrilheiros mortos em combate, um dos piores crimes do conflito armado.

Tamanho do texto:

Os militares reformados, incluindo dois coronéis, deverão prestar serviços de reparação às famílias das vítimas por oito anos, segundo a decisão da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), surgida do acordo de paz firmado com a guerrilha das Farc em 2016.

Eles reconheceram sua responsabilidade em 135 homicídios e desaparecimentos forçados entre 2002 e 2005 na costa caribenha do país, um crime conhecido como "falsos positivos".

"Nenhum colombiano deveria ter morrido em consequência de uma rede criminosa encarregada de selecionar, assassinar e fazer desaparecer pessoas inocentes (...) com o único propósito de transformá-las em números", disse o presidente do tribunal, Alejandro Ramelli, durante a apresentação da sentença, em Bogotá.

Como parte de suas sanções, os militares devem auxiliar na construção de memoriais e centros comunitários em diversas localidades indígenas do Caribe. Sua circulação será restrita aos locais dos trabalhos de reparação.

Milhares de jovens, em sua maioria pobres e desempregados, foram sistematicamente assassinados em meio à ofensiva militar contra organizações ilegais como as Farc.

Esses crimes tinham como objetivo inflar os números de sucessos militares e, em troca, os envolvidos recebiam benefícios como folgas ou condecorações.

"Há algo satisfatório. Se eles tivessem sido condenados pela justiça comum, eu nunca teria sabido o que aconteceu com meu filho, nem que ele pediu para falar comigo antes de ser morto", disse à AFP Blanca Monroy, mãe de Julián, assassinado aos 19 anos. Tentaram fazê-lo passar por alguém que extorquia pecuaristas em uma região fronteiriça com a Venezuela.

- Aliança com paramilitares -

Segundo a JEP, os principais responsáveis pelos crimes são membros das forças militares, às vezes em aliança com outros grupos armados ou civis.

A sentença pode ser apelada e os anos que alguns deles passaram na prisão serão levados em consideração em uma possível redução de suas penas.

O tribunal documentou pelo menos 6.402 casos de "falsos positivos" entre 2002 e 2008, durante o mandato presidencial do direitista Álvaro Uribe, popular por sua postura firme contra a insurgência. O ex-presidente, crítico do acordo de paz, nega que esses assassinatos seletivos fossem uma política do governo.

Vários de seus ex-comandantes compareceram perante a JEP.

Os casos mais representativos destes assassinatos foram registrados no Caribe colombiano e na fronteira com a Venezuela, para onde os jovens foram levados em caminhões para serem mortos a tiros e depois enterrados em valas comuns.

Às vezes, eles eram apresentados à imprensa vestidos como guerrilheiros.

Os esforços de suas mães, desesperadas para encontrá-los, revelaram o pior escândalo enfrentado pelas forças militares.

- Penas leves? -

Os condenados pertenciam a um batalhão localizado em Valledupar. A JEP recebeu testemunhos de paramilitares detalhando como se aliaram a militares nessa região para assassinar os jovens.

Em alguns casos, eram vizinhos do batalhão, e em outros "foram pessoas trazidas de outras regiões por meio de falsas promessas de trabalho", disse a magistrada Ana Manuela Ochoa, responsável pelo caso.

Em uma tentativa de virar a página do conflito e esclarecer a verdade, as Farc e o então presidente Juan Manuel Santos concordaram que outros atores, diferentes da guerrilha, poderiam se submeter ao tribunal de paz.

Um dos militares de mais alta patente investigados é o general reformado Mario Montoya, ex-comandante das forças armadas, muito próximo do ex-presidente Uribe. Montoya não admitiu sua responsabilidade nos falsos positivos, um requisito para se submeter à JEP, e pode parar na prisão.

O ex-presidente Álvaro Uribe tem uma condenação em primeira instância a 12 anos de prisão domiciliar por subornar paramilitares e está sendo investigado por outros crimes, como os falsos positivos.

Na terça-feira, o tribunal de paz impôs as primeiras sentenças a oito anos de prestação de serviços e restrições de mobilidade contra a cúpula das Farc, incluindo seu último comandante, Rodrigo Londoño Timochenko, por mais de 21.000 sequestros.

Setores da direita colombiana que se opuseram ao acordo de paz e algumas vítimas de sequestro, como a política colombo-francesa Íngrid Betancourt, consideram leves as sanções contra os ex-guerrilheiros.

Organizações como a Human Rights Watch questionam que a sentença mencione restrições à mobilidade dos condenados, sem estabelecer um perímetro claro, como determina o acordo.

"É absolutamente compreensível que haja vítimas inconformadas" porque "são crimes impossíveis de reparar", disse à AFP na quarta-feira o juiz Camilo Suárez.

(A.Berg--BBZ)