Berliner Boersenzeitung - Diretor da HRW pede aliança de 'potências médias' diante de EUA, Rússia e China

EUR -
AED 4.26405
AFN 74.30922
ALL 95.30941
AMD 427.799026
ANG 2.078793
AOA 1065.866889
ARS 1659.456457
AUD 1.640447
AWG 2.091707
AZN 1.979207
BAM 1.961757
BBD 2.3382
BDT 142.793598
BGN 1.96324
BHD 0.437529
BIF 3448.571704
BMD 1.161076
BND 1.490526
BOB 8.02236
BRL 5.875274
BSD 1.160925
BTN 110.363121
BWP 15.628456
BYN 3.212054
BYR 22757.082644
BZD 2.33489
CAD 1.621709
CDF 2664.668957
CHF 0.921389
CLF 0.026539
CLP 1044.492266
CNY 7.862226
CNH 7.845655
COP 4055.091523
CRC 528.103604
CUC 1.161076
CUP 30.768505
CVE 110.600843
CZK 24.112697
DJF 206.737766
DKK 7.474157
DOP 68.166991
DZD 154.649499
EGP 59.350817
ERN 17.416135
ETB 182.934888
FJD 2.597561
FKP 0.866029
GBP 0.863428
GEL 3.082697
GGP 0.866029
GHS 12.886129
GIP 0.866029
GMD 84.758308
GNF 10169.881185
GTQ 8.849873
GYD 242.887536
HKD 9.098264
HNL 31.043264
HRK 7.533871
HTG 151.790918
HUF 351.294648
IDR 20538.673463
ILS 3.353654
IMP 0.866029
INR 109.80234
IQD 1520.818015
IRR 1597497.856512
ISK 144.196505
JEP 0.866029
JMD 184.018779
JOD 0.823164
JPY 185.859202
KES 150.277979
KGS 101.53542
KHR 4664.162887
KMF 494.617922
KPW 1044.968487
KRW 1753.293506
KWD 0.357773
KYD 0.967538
KZT 567.693821
LAK 25563.624804
LBP 103966.798669
LKR 389.201824
LRD 211.291594
LSL 18.90982
LTL 3.428355
LVL 0.702324
LYD 7.399469
MAD 10.75245
MDL 20.275567
MGA 4844.711128
MKD 61.607973
MMK 2437.034389
MNT 4154.200857
MOP 9.369952
MRU 46.043814
MUR 54.71001
MVR 17.949689
MWK 2013.112885
MXN 19.942598
MYR 4.697742
MZN 74.190868
NAD 18.90982
NGN 1579.887588
NIO 42.71972
NOK 11.015647
NPR 176.581195
NZD 1.983442
OMR 0.446438
PAB 1.160925
PEN 3.948189
PGK 5.083436
PHP 70.180038
PKR 323.001906
PLN 4.239685
PYG 7108.585458
QAR 4.243987
RON 5.235639
RSD 117.359194
RUB 84.182335
RWF 1704.876916
SAR 4.35845
SBD 9.341519
SCR 17.203453
SDG 697.232638
SEK 10.874228
SGD 1.487855
SHP 0.86686
SLE 28.620794
SLL 24347.179995
SOS 663.514785
SRD 43.551363
STD 24031.921651
STN 24.574622
SVC 10.157845
SYP 128.336127
SZL 18.894373
THB 37.827264
TJS 10.819955
TMT 4.075376
TND 3.405942
TOP 2.795592
TRY 53.71728
TTD 7.885946
TWD 36.602327
TZS 3044.518011
UAH 52.020261
UGX 4353.218694
USD 1.161076
UYU 46.89239
UZS 13904.220632
VES 675.697074
VND 30521.776021
VUV 137.208716
WST 3.1854
XAF 657.954902
XAG 0.016586
XAU 0.000269
XCD 3.137865
XCG 2.092253
XDR 0.816673
XOF 657.954902
XPF 119.331742
YER 277.028792
ZAR 18.769769
ZMK 10451.080738
ZMW 20.281586
ZWL 373.865884
Diretor da HRW pede aliança de 'potências médias' diante de EUA, Rússia e China
Diretor da HRW pede aliança de 'potências médias' diante de EUA, Rússia e China / foto: Ian LANGSDON - AFP

Diretor da HRW pede aliança de 'potências médias' diante de EUA, Rússia e China

Diante de "superpotências agressivas e contrárias aos direitos humanos", principalmente sob o impulso do presidente americano Donald Trump, o novo diretor da Human Rights Watch (HRW) pede uma aliança de "potências médias" ao redor de valores democráticos.

Tamanho do texto:

"Com o primeiro ano (do segundo mandato) de Trump no poder, a história acelera no sentido errado. Todas as conquistas, os progressos obtidos com muito esforço nas últimas décadas estão ameaçados hoje", alerta Philippe Bolopion em uma entrevista à AFP, por ocasião da publicação do relatório anual da organização sobre violações de direitos humanos.

"O movimento dos direitos humanos é atacado pela administração Trump, mas também pela Rússia e pela China", que, apesar de suas rivalidades estratégicas, seriam "quase aliados de conveniência (para) minar, corroer, enfraquecer um sistema de direitos que limita seus poderes", afirma o diretor da ONG.

A HRW enfatiza em seu relatório a guinada dos Estados Unidos "rumo ao autoritarismo".

"A designação de bodes expiatórios com base em raça ou etnia pela administração, a mobilização doméstica da Guarda Nacional, assim como os atos repetidos de represália contra inimigos políticos percebidos e ex-funcionários agora críticos, e a tentativa de estender poderes coercitivos do Poder Executivo para neutralizar os equilíbrios democráticos, alimentam uma virada determinada rumo ao autoritarismo nos Estados Unidos", afirma o documento.

Bolopion, ex-jornalista que iniciou a carreira no Kosovo, cobriu vários conflitos e passou 13 anos na HRW antes de assumir a direção da ONG no final de 2025.

"Neste novo mundo de superpotências agressivas e contrárias aos direitos humanos, quem vai retomar o estandarte?", questiona. A ONU está "completamente na defensiva, enfraquecida, incapaz de responder à urgência do momento", completa.

"As crises se multiplicam, são mais intensas e duram mais tempo. Hoje, nossa equipe de emergência trabalha na Venezuela, Irã, Gaza, Darfur, Ucrânia (...). Estamos inclusive mobilizando nossa equipe em Minneapolis, Estados Unidos, o que é totalmente novo", explica o diretor da HRW, em referência às detenções em larga escala de imigrantes nas últimas semanas e aos dois americanos que foram mortos na cidade em ações das forças de segurança.

- Aliança estratégica -

As organizações da sociedade civil também observaram uma redução considerável de sua margem de manobra nos últimos anos.

A HRW foi obrigada a fechar seus escritórios em Hong Kong, Moscou e Egito, enquanto seu "diretor para Israel-Palestina foi expulso de Jerusalém", recorda o diretor executivo.

"Nós (as ONGs) estamos muito preocupados com nossa capacidade de continuar operando de maneira completamente livre nos Estados Unidos. É totalmente novo ter que se preocupar com possíveis medidas de represália do governo americano, mas a administração Trump é abertamente hostil a todas as vozes críticas", acrescenta.

"Já atacou a fundação (do bilionário e filantropo George) Soros e ameaçou opositores políticos, o que significa que nossa presença nos Estados Unidos já não é segura", destaca.

Diante dos grandes desafios e, às vezes, da impossibilidade de deslocar equipes, "nos adaptamos e utilizamos especialmente a tecnologia — inteligência artificial, drones, imagens de satélite — para continuar investigando" e, assim, documentar as violações dos direitos humanos, explica.

Para a HRW, a resposta deve vir de "uma nova aliança, uma aliança estratégica de potências médias, unidas ao redor de um núcleo comum de valores democráticos e de respeito ao direito internacional", como Canadá, os países da União Europeia, Reino Unido, Japão, África do Sul, Brasil, Coreia do Sul ou Austrália.

De maneira pragmática, Bolopion também menciona a Índia, que certamente "experimentou um retrocesso democrático muito importante" sob o governo do primeiro-ministro Narendra Modi, mas que "poderia ser tentada a melhorar sua situação na área de direitos humanos para fazer parte de uma aliança que lhe ofereceria proteção diante das tarifas da administração Trump, assim como diante das ameaças da China ou da Rússia".

Uma aliança desse tipo "pode ter peso e proporcionar certa segurança a seus membros", com acordos comerciais e de defesa privilegiados, ou permitir "votar como bloco nos organismos da ONU, em particular no Conselho de Segurança", argumenta.

(H.Schneide--BBZ)