Berliner Boersenzeitung - Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton

EUR -
AED 4.307904
AFN 73.899815
ALL 95.662872
AMD 434.930879
ANG 2.099565
AOA 1076.829872
ARS 1618.651174
AUD 1.632069
AWG 2.114363
AZN 1.992847
BAM 1.958583
BBD 2.36309
BDT 143.958683
BGN 1.956712
BHD 0.44314
BIF 3540.192893
BMD 1.173017
BND 1.496648
BOB 8.107108
BRL 5.869426
BSD 1.173282
BTN 111.297967
BWP 15.944814
BYN 3.310873
BYR 22991.13115
BZD 2.359674
CAD 1.596799
CDF 2721.399578
CHF 0.916941
CLF 0.026965
CLP 1061.193093
CNY 8.021383
CNH 8.014568
COP 4274.180313
CRC 533.412565
CUC 1.173017
CUP 31.084948
CVE 110.432755
CZK 24.368603
DJF 208.925592
DKK 7.472851
DOP 69.836384
DZD 155.381419
EGP 62.898218
ERN 17.595253
ETB 183.200509
FJD 2.574714
FKP 0.869553
GBP 0.863452
GEL 3.155344
GGP 0.869553
GHS 13.134616
GIP 0.869553
GMD 85.630285
GNF 10295.639803
GTQ 8.963616
GYD 245.456588
HKD 9.189239
HNL 31.193651
HRK 7.539566
HTG 153.694127
HUF 364.64508
IDR 20363.573304
ILS 3.463298
IMP 0.869553
INR 111.236048
IQD 1536.947835
IRR 1543103.726083
ISK 143.800082
JEP 0.869553
JMD 183.841244
JOD 0.831693
JPY 183.823604
KES 151.530649
KGS 102.545727
KHR 4704.025441
KMF 495.013024
KPW 1055.540059
KRW 1735.701244
KWD 0.360527
KYD 0.97776
KZT 543.444797
LAK 25765.139063
LBP 105122.299676
LKR 374.97962
LRD 215.291537
LSL 19.668778
LTL 3.463614
LVL 0.709546
LYD 7.4596
MAD 10.837162
MDL 20.215191
MGA 4879.412171
MKD 61.654035
MMK 2462.963049
MNT 4197.171468
MOP 9.467239
MRU 46.527679
MUR 55.167343
MVR 18.128944
MWK 2034.473164
MXN 20.546679
MYR 4.657088
MZN 74.961608
NAD 19.668946
NGN 1613.12837
NIO 43.175587
NOK 10.915726
NPR 178.068185
NZD 1.992504
OMR 0.451014
PAB 1.173252
PEN 4.134981
PGK 5.099747
PHP 71.92998
PKR 326.960977
PLN 4.257523
PYG 7215.961555
QAR 4.291018
RON 5.192593
RSD 117.397879
RUB 87.912793
RWF 1715.261736
SAR 4.399083
SBD 9.429695
SCR 16.073569
SDG 704.392817
SEK 10.855585
SGD 1.494048
SHP 0.875776
SLE 28.855387
SLL 24597.573291
SOS 670.498528
SRD 43.938904
STD 24279.081423
STN 24.537274
SVC 10.266596
SYP 129.787374
SZL 19.673886
THB 38.145317
TJS 11.005036
TMT 4.111424
TND 3.424566
TOP 2.824343
TRY 53.00324
TTD 7.964064
TWD 37.086074
TZS 3055.709113
UAH 51.553313
UGX 4411.701686
USD 1.173017
UYU 46.791079
UZS 14003.271958
VES 569.602641
VND 30916.033295
VUV 139.009915
WST 3.181443
XAF 656.938134
XAG 0.016007
XAU 0.000254
XCD 3.170137
XCG 2.114539
XDR 0.818435
XOF 656.954961
XPF 119.331742
YER 279.911145
ZAR 19.593722
ZMK 10558.563409
ZMW 21.910724
ZWL 377.710962
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton / foto: Fabrice COFFRINI - AFP/Arquivos

Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton

Os recentes cortes de internet em países como o Irã mostram a tendência de alguns governos de sacar a arma do bloqueio total do acesso à rede para amordaçar a dissidência, alerta um responsável da empresa especializada Proton.

Tamanho do texto:

A Proton, empresa suíça conhecida por seus serviços de mensagens criptografadas e de rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês), observa há anos como governos autoritários aplicam "a censura como estratégia" na internet, explicou à AFP seu chefe de produtos, Antonio Cesarano.

Com uma VPN, os internautas podem acessar com segurança um servidor, o que reforça o anonimato na rede e frequentemente permite contornar restrições locais de acesso à internet.

A Proton criou em 2023 o Observatório VPN, uma organização sem fins lucrativos que analisa a demanda por seus serviços e, assim, detecta de forma indireta casos de repressão governamental e violações da liberdade de expressão.

"Quando detectamos uma atividade anormal em nossa infraestrutura, podemos antecipar um acontecimento iminente", afirma Cesarano, porta-voz da Proton na luta contra a censura na internet e na defesa das liberdades online.

Como exemplo, ele cita "picos consideráveis de demanda" observados em países como Irã, Uganda, Rússia e Mianmar antes de campanhas de censura que costumam acompanhar a repressão.

Há anos, o Observatório estuda a atuação de governos autoritários que, diante de distúrbios ou protestos, decidem bloquear redes sociais, restringir o acesso à internet ou declarar ilegais as VPNs.

Pouco antes do último corte de internet no Irã, em 8 de janeiro, o Observatório constatou um aumento de 1.000% no uso dos serviços de VPN da Proton, o que indicaria que a população estava ciente de que o acesso à rede poderia ser restringido de forma iminente.

O uso de VPNs também disparou na Venezuela no início do ano, com crescimento de 770% nos dias seguintes à captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, segundo o Observatório.

Em Uganda, as assinaturas de serviços de VPN aumentaram 890% nos dias que antecederam as eleições realizadas em janeiro, de acordo com a mesma fonte.

- "Uma medida extrema" -

Segundo Cesarano, começa a se consolidar uma nova tendência: cortes totais de internet, usados "três vezes em seis meses".

A mais recente foi o megacorte imposto no Irã, onde mais de 90 milhões de habitantes ficaram sem internet por quase três semanas em janeiro, o que permitiu encobrir a repressão sangrenta aos protestos, que deixou milhares de mortos, segundo ONGs de defesa dos direitos humanos.

Ele também mencionou o bloqueio de uma semana em Uganda antes das eleições e a falha geral de telecomunicações no Afeganistão em outubro.

"Um corte total de internet é muito preocupante, pois é uma medida extrema", afirmou, destacando que esse tipo de ação praticamente paralisa a economia.

Cesarano acrescentou que alguns países aproveitam cortes prolongados para desenvolver capacidades de censura.

Por sua vez, David Paterson, diretor-geral da Proton VPN, apontou que esse desenvolvimento repentino dessas capacidades pode indicar que alguns países estão "vendendo" essa tecnologia de censura "como um serviço".

"Nos últimos dois anos, constatamos o uso da tecnologia chinesa do 'grande firewall' por Mianmar, Paquistão e alguns países africanos", disse.

Em Mianmar, onde VPNs são ilegais, autoridades usam aplicativos falsos "como armadilhas" para identificar dissidentes. Em outros países, a polícia também verifica celulares para detectar o uso dessa tecnologia.

(G.Gruner--BBZ)