Berliner Boersenzeitung - 'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro

EUR -
AED 4.125893
AFN 71.900939
ALL 91.496714
AMD 405.967894
ANG 2.010745
AOA 1031.332337
ARS 1725.040477
AUD 1.598316
AWG 2.02503
AZN 1.90522
BAM 1.968223
BBD 2.269203
BDT 139.872879
BGN 1.963612
BHD 0.425381
BIF 3381.11152
BMD 1.123456
BND 1.439373
BOB 13.661413
BRL 6.113063
BSD 1.126702
BTN 106.920934
BWP 15.566115
BYN 3.318893
BYR 22019.742876
BZD 2.265882
CAD 1.567615
CDF 2600.801
CHF 0.920352
CLF 0.028367
CLP 1116.456727
CNY 7.483461
CNH 7.46376
COP 3582.061672
CRC 512.329268
CUC 1.123456
CUP 27.039917
CVE 110.966906
CZK 24.34889
DJF 200.624559
DKK 7.474091
DOP 68.290442
DZD 152.254468
EGP 62.404179
ERN 16.851844
ETB 181.889973
FJD 2.534409
FKP 0.838957
GBP 0.83561
GEL 2.92053
GGP 0.838957
GHS 13.126027
GIP 0.838957
GMD 83.135586
GNF 9971.853697
GTQ 8.613483
GYD 236.163822
HKD 8.815065
HNL 30.282876
HRK 7.604687
HTG 147.612388
HUF 364.61717
IDR 20352.4776
ILS 3.515126
IMP 0.838957
INR 106.613697
IQD 1708.003744
IRR 2099082.545121
ISK 136.062012
JEP 0.838957
JMD 179.038499
JOD 0.79653
JPY 177.103338
KES 146.027208
KGS 98.244788
KHR 4597.037011
KMF 495.443556
KPW 1011.110599
KRW 1505.846963
KWD 0.349504
KYD 0.938939
KZT 510.861384
LAK 25367.344776
LBP 100893.890526
LKR 374.758818
LRD 191.527217
LSL 18.776468
LTL 3.317274
LVL 0.679568
LYD 7.242651
MAD 11.078274
MDL 20.167567
MGA 5096.121417
MKD 61.561097
MMK 2358.914251
MNT 4043.685377
MOP 9.104389
MRU 45.685964
MUR 53.116607
MVR 17.357175
MWK 1953.211307
MXN 21.03532
MYR 4.573256
MZN 71.800233
NAD 18.776384
NGN 1510.464606
NIO 41.461335
NOK 10.356885
NPR 171.073294
NZD 1.990759
OMR 0.43198
PAB 1.126828
PEN 3.899614
PGK 5.127318
PHP 71.352392
PKR 311.688105
PLN 4.415588
PYG 6600.60434
QAR 4.107179
RON 5.340684
RSD 117.566307
RUB 91.032903
RWF 1663.183228
SAR 4.229295
SBD 9.053042
SCR 15.64148
SDG 675.760673
SEK 10.93478
SGD 1.43525
SHP 0.840722
SLE 25.698264
SLL 23558.321178
SOS 643.85831
SRD 42.263863
STD 23253.276523
STN 24.655406
SVC 9.858358
SYP 14607.178058
SZL 18.770311
THB 37.905089
TJS 10.371101
TMT 3.932097
TND 3.369312
TOP 2.705013
TRY 56.126863
TTD 7.639287
TWD 36.556119
TZS 2969.413346
UAH 51.101096
UGX 4788.28766
USD 1.123456
UYU 45.296517
UZS 13513.296084
VES 997.044744
VND 28958.208795
VUV 133.59601
WST 3.118959
XAF 655.957
XAG 0.022288
XAU 0.000287843923
XCD 3.036197
XCG 2.030544
XDR 0.794342
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.361638
ZAR 18.665098
ZMK 10112.482695
ZMW 22.719202
ZWL 361.75246
SSP 6454.500771
MXV 2.368978
'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro
'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro / foto: Federico PARRA - AFP

'Tudo desabou': área mais devastada pelos terremotos na Venezuela pede socorro

"Foi terrível. Tudo, tudo desabou", lamenta Yilsmaris Blanco enquanto observa, atônita, o desastre em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais afetadas pelo duplo terremoto que arrasou dezenas de edifícios no estado venezuelano de La Guaira.

Tamanho do texto:

"Damos graças a Deus porque (...) estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, que não conseguem tirar", disse à AFP essa mulher de 39 anos.

Dois tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira, provocaram a morte de ao menos 164 pessoas e deixaram quase mil feridos, além de um número indeterminado de desaparecidos sob os escombros em várias regiões do país.

Ao norte, de frente para o Caribe, La Guaira, a 40 minutos de Caracas e onde se encontra o aeroporto internacional de Maiquetía, foi a região mais afetada. O governo interino a declarou "zona de desastre".

"Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer forças, nem coragem para entrar ali, imagina só", conta Larry Rojas, de 49 anos e um dos milhares de moradores afetados em uma área de Catia la Mar com quase 200 torres residenciais.

Alguns desses prédios permanecem de pé como podem, com grandes rachaduras e paredes abertas visíveis do lado de fora, constatou uma equipe da AFP em um percurso pelo local.

Dezenas de outros, no entanto, ficaram totalmente destruídos e reduzidos a escombros. Não há eletricidade em boa parte da área, e dezenas de moradores passam a noite na rua. Em meio a essa escuridão, temem que haja mais das mais de vinte réplicas que já sentiram.

"Lá embaixo há sobreviventes", alerta Lisbeth Vasquez, outra moradora que conseguiu sair com sua família de um dos prédios que desabaram.

- "O que faz falta é ajuda" -

No meio da noite, dezenas de socorristas trabalhavam como podiam entre os escombros, enquanto as autoridades observavam de perto cidadãos que tentavam por conta própria encontrar seus parentes, gritando seus nomes.

Jornalistas da AFP presenciaram familiares recuperando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os na parte de trás de uma caminhonete.

Também viram uma conhecida farmácia de Catia La Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias, sem que as autoridades pudessem confirmar se houve saques após a emergência.

"O que está faltando é ajuda, principalmente com os equipamentos técnicos, os equipamentos que estão em Caracas, que sabem quais (ferramentas) usar, que podem vir ajudar aqui em La Guaira, que venham", pediu ofegante José Pacheco, chefe de operações do Grupo Rescate Unido de Venezuela.

"Você pode ver como estão as estruturas, como esta aqui, totalmente colapsada, e o que está faltando é ajuda", acrescenta o socorrista de 52 anos, ao contar cerca de 14 estruturas afetadas ao seu redor.

Pacheco, com três décadas de experiência, afirma que "nunca" viu "algo parecido".

- "Foi de repente" -

Antonio Bermúdez, 48 anos, morador de La Guaira, estava na sala de sua casa quando "de repente" o tremor começou. "Eu comecei a me mover, procurei refúgio debaixo de uma coluna. Estava entre meu quarto e o chuveiro. Tremia mais forte, tremia mais forte", lembra.

"Eu me segurei na parede, me segurei na parede, me segurei na parede e o prédio começou a desabar", explica, enquanto tenta ajeitar uma perna que não consegue mexer depois que uma 'placa' caiu sobre ela enquanto tentava sair debaixo dos escombros.

Diante da falta de luz, alguns moradores correm pelas ruas com lanternas, enquanto os veículos de emergência iluminam brevemente as ruas com suas sirenes e os sobreviventes procuram refúgio.

"Também não temos água, estamos morrendo de sede, entramos na estrutura e temos medo de que ela também desabe", acrescenta Larry Rojas.

"Que realmente alguém nos ajude, que enviem máquinas. É isso que precisamos para entrar nos prédios que desabaram", pede.

(B.Hartmann--BBZ)