Berliner Boersenzeitung - Muçulmanos de Nova York recuperam seu lugar após anos de estigma desde o 11/9

EUR -
AED 4.115293
AFN 71.716802
ALL 90.889063
AMD 403.262738
ANG 2.005577
AOA 1028.68237
ARS 1720.637516
AUD 1.594208
AWG 2.019825
AZN 1.909415
BAM 1.955135
BBD 2.254133
BDT 138.942707
BGN 1.958565
BHD 0.422556
BIF 3358.656784
BMD 1.120569
BND 1.429813
BOB 13.570381
BRL 6.09601
BSD 1.119219
BTN 106.210848
BWP 15.462737
BYN 3.296778
BYR 21963.14421
BZD 2.250834
CAD 1.565939
CDF 2594.116673
CHF 0.923136
CLF 0.028178
CLP 1112.6354
CNY 7.464224
CNH 7.453242
COP 3545.793087
CRC 508.926772
CUC 1.120569
CUP 26.859857
CVE 110.227481
CZK 24.44637
DJF 199.292165
DKK 7.504901
DOP 67.83691
DZD 151.497433
EGP 62.45874
ERN 16.808529
ETB 180.682
FJD 2.514224
FKP 0.836434
GBP 0.836401
GEL 2.917805
GGP 0.836434
GHS 13.038562
GIP 0.836434
GMD 82.922473
GNF 9905.628333
GTQ 8.556088
GYD 234.59015
HKD 8.791813
HNL 30.081761
HRK 7.58514
HTG 146.63009
HUF 367.479695
IDR 20320.110526
ILS 3.523696
IMP 0.836434
INR 106.35597
IQD 1696.622506
IRR 2093687.147765
ISK 136.519303
JEP 0.836434
JMD 177.849464
JOD 0.794527
JPY 176.559592
KES 145.440495
KGS 97.99227
KHR 4566.445678
KMF 494.171137
KPW 1008.51168
KRW 1494.70445
KWD 0.348688
KYD 0.932683
KZT 507.457272
LAK 25198.422989
LBP 100221.586689
LKR 372.263289
LRD 190.255241
LSL 18.651351
LTL 3.308748
LVL 0.677821
LYD 7.194551
MAD 11.004454
MDL 20.033181
MGA 5062.276908
MKD 61.554048
MMK 2353.187963
MNT 4033.702393
MOP 9.043722
MRU 45.382553
MUR 52.980907
MVR 17.313208
MWK 1940.239583
MXN 21.05117
MYR 4.547496
MZN 71.615961
NAD 18.651351
NGN 1508.812401
NIO 41.185981
NOK 10.31876
NPR 169.937157
NZD 1.985944
OMR 0.428844
PAB 1.119319
PEN 3.873681
PGK 5.093266
PHP 71.4525
PKR 309.618113
PLN 4.423165
PYG 6556.768215
QAR 4.079811
RON 5.358787
RSD 117.480012
RUB 90.149315
RWF 1652.137647
SAR 4.207062
SBD 9.029773
SCR 16.419111
SDG 674.026121
SEK 11.010935
SGD 1.432987
SHP 0.838561
SLE 25.665129
SLL 23497.767811
SOS 639.5823
SRD 42.155234
STD 23193.507231
STN 24.491664
SVC 9.792667
SYP 14569.632352
SZL 18.645653
THB 37.788977
TJS 10.301993
TMT 3.92199
TND 3.346861
TOP 2.69806
TRY 55.954252
TTD 7.588417
TWD 36.55452
TZS 2965.790508
UAH 50.761722
UGX 4756.381028
USD 1.120569
UYU 44.994685
UZS 13423.430948
VES 994.481985
VND 28914.591409
VUV 133.66641
WST 3.110809
XAF 655.957
XAG 0.022814
XAU 0.000289139815
XCD 3.028393
XCG 2.017013
XDR 0.7923
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.68232
ZAR 18.735565
ZMK 10086.465938
ZMW 22.568318
ZWL 360.822626
SSP 6438.001742
MXV 2.372582
Muçulmanos de Nova York recuperam seu lugar após anos de estigma desde o 11/9
Muçulmanos de Nova York recuperam seu lugar após anos de estigma desde o 11/9 / foto: CHARLY TRIBALLEAU - AFP

Muçulmanos de Nova York recuperam seu lugar após anos de estigma desde o 11/9

Asad Dandia tinha oito anos quando viu os ataques de 11 de setembro de 2001 pela televisão na casa de seus pais, imigrantes paquistaneses, em Nova York. Em seguida, veio o efeito colateral: anos de islamofobia enquanto os americanos tentavam assimilar os incidentes que deixaram cerca de 3.000 mortos.

Tamanho do texto:

Aos 19 anos, Dandia foi vigiado por um informante da polícia que se passou por amigo para se infiltrar na casa de sua família, como parte de um programa que supostamente buscava detectar o extremismo islâmico.

Hoje, esse historiador de 33 anos percebe uma transformação em Nova York, com seu primeiro prefeito muçulmano, orações públicas na Times Square e novas mesquitas sendo construídas por toda a metrópole.

"Vinte e cinco anos depois do 11 de Setembro, lamentamos e choramos o que aconteceu e, ao mesmo tempo, (...) Não mereço ser alvo de ataques pelo que ocorreu, sou tão nova-iorquino quanto qualquer um nesse sentido", afirma Dandia, que conduz passeios a pé focados nas comunidades muçulmanas da cidade.

A islamofobia disparou nos Estados Unidos após os atentados de 2001, quando militantes sequestraram aviões e os lançaram contra o World Trade Center, em Manhattan, e o Pentágono, nos arredores de Washington. Uma quarta aeronave caiu em um campo na Pensilvânia após a revolta dos passageiros.

Muçulmanos denunciaram um aumento de agressões e assédio em espaços públicos. Alguns deixaram de usar símbolos visíveis, como o hijab, na tentativa de ocultar sua religião.

Enquanto isso, as autoridades americanas vigiaram os muçulmanos obrigando milhares de homens e meninos a se registrarem no governo, o que resultou na deportação de muitos deles.

"Todo mundo estava aterrorizado. Os muçulmanos que tentavam viver o sonho americano estavam sendo culpados por algo com o qual não tinham nada a ver nem tinham qualquer controle", relembra Mohammed Razvi, paquistanês que fundou uma organização sem fins lucrativos para apoiar os muçulmanos em Nova York após os ataques.

- "Assustador" -

A polícia começou a vigiar centenas de muçulmanos em Nova York como parte de sua estratégia antiterrorista, por vezes sem provas de que tivessem cometido crimes.

Dandia passou por isso na universidade, período em que um jovem bengalês se juntou a uma organização de ajuda que ele havia criado. Os dois se tornaram muito próximos. Sete meses depois, o homem revelou que era um informante do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês), enviado para vigiar o estudante e sua comunidade.

"Foi doloroso, mas também assustador. Minha relação com o mundo ao meu redor mudou debaixo dos meus pés", recorda.

O universitário e organizações de direitos civis conseguiram um acordo jurídico histórico que restringiu o NYPD de implementar programas de vigilância semelhantes e estabeleceu um órgão de supervisão para controlar o departamento.

Para Gadier Abbas, advogado do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, o programa do NYPD foi o exemplo mais claro da "histeria antimuçulmana" após o 11 de Setembro.

Apesar disso, Abbas conta que atualmente há "muita esperança". "Você vê muçulmanos americanos em todos os âmbitos da vida (...) isso é um testemunho da vitalidade da comunidade", afirma.

Nova York em breve terá a maior mesquita do estado, uma entre mais de 100 construídas desde 2001 na cidade. Ao mesmo tempo, os muçulmanos se consolidam como uma força cultural e política em ascensão.

O prefeito Zohran Mamdani, que prestou juramento sobre o Alcorão, se tornou o novo rosto da política de esquerda americana. Ainda assim, a islamofobia persiste na Big Apple, onde cerca de 9% da população é muçulmana.

Dandia reconhece que a islamofobia não desapareceu, mas é otimista em relação aos avanços da comunidade muçulmana de Nova York.

"Tenho visto o crescimento do nosso poder institucional, mas também o reconhecimento por parte de outros nova-iorquinos que não são muçulmanos de que juntos fazemos parte desta cidade", diz. É "realmente valioso", avalia.

(B.Hartmann--BBZ)