Berliner Boersenzeitung - Conservadores alemães lideram pesquisas em campanha eleitoral ofuscada pela extrema direita

EUR -
AED 4.178757
AFN 72.250225
ALL 94.02407
AMD 418.820541
ANG 2.037212
AOA 1043.40961
ARS 1671.167609
AUD 1.642418
AWG 2.048132
AZN 1.936314
BAM 1.952147
BBD 2.291912
BDT 139.798421
BGN 1.92397
BHD 0.429197
BIF 3399.040011
BMD 1.137851
BND 1.474142
BOB 7.880255
BRL 5.908747
BSD 1.137971
BTN 107.740405
BWP 15.474046
BYN 3.19602
BYR 22301.878658
BZD 2.288598
CAD 1.615413
CDF 2577.232365
CHF 0.921428
CLF 0.026383
CLP 1038.345585
CNY 7.708712
CNH 7.729956
COP 3924.573097
CRC 516.234068
CUC 1.137851
CUP 30.15305
CVE 110.059067
CZK 24.21597
DJF 202.640836
DKK 7.475021
DOP 66.605374
DZD 152.065763
EGP 56.57702
ERN 17.067764
ETB 183.460724
FJD 2.552029
FKP 0.858939
GBP 0.862189
GEL 3.00965
GGP 0.858939
GHS 12.7731
GIP 0.858939
GMD 83.063205
GNF 9971.342488
GTQ 8.681641
GYD 238.074536
HKD 8.921912
HNL 30.445631
HRK 7.532459
HTG 148.781613
HUF 355.564749
IDR 20387.899572
ILS 3.409366
IMP 0.858939
INR 107.767968
IQD 1490.710711
IRR 1564545.058829
ISK 144.006533
JEP 0.858939
JMD 179.124837
JOD 0.806752
JPY 183.838023
KES 147.248975
KGS 99.505233
KHR 4567.453776
KMF 490.413826
KPW 1024.066255
KRW 1745.190132
KWD 0.351562
KYD 0.948326
KZT 553.534275
LAK 25199.627175
LBP 101903.027888
LKR 380.727615
LRD 207.102488
LSL 18.764841
LTL 3.359778
LVL 0.688274
LYD 7.302337
MAD 10.650572
MDL 20.033515
MGA 4754.062829
MKD 61.631531
MMK 2388.789922
MNT 4072.368574
MOP 9.189705
MRU 45.198832
MUR 54.571616
MVR 17.590876
MWK 1973.207904
MXN 19.947221
MYR 4.711271
MZN 72.641698
NAD 18.764841
NGN 1557.364695
NIO 41.871653
NOK 11.128649
NPR 172.384449
NZD 2.003989
OMR 0.437522
PAB 1.137971
PEN 3.851992
PGK 4.990662
PHP 69.945404
PKR 316.491209
PLN 4.284179
PYG 6936.928772
QAR 4.148202
RON 5.246856
RSD 117.39894
RUB 84.778484
RWF 1668.777528
SAR 4.271824
SBD 9.176814
SCR 15.385999
SDG 683.285463
SEK 11.061152
SGD 1.475292
SHP 0.849521
SLE 28.161986
SLL 23860.169706
SOS 650.38306
SRD 42.650036
STD 23551.217393
STN 24.454243
SVC 9.957369
SYP 125.769053
SZL 18.7589
THB 37.796567
TJS 10.554451
TMT 3.993857
TND 3.368397
TOP 2.739672
TRY 52.88458
TTD 7.726543
TWD 36.010474
TZS 2986.862101
UAH 51.081221
UGX 4165.206427
USD 1.137851
UYU 45.643993
UZS 13672.237457
VES 701.90074
VND 29953.92631
VUV 135.129502
WST 3.136287
XAF 654.731922
XAG 0.018353
XAU 0.000276
XCD 3.075099
XCG 2.050863
XDR 0.812306
XOF 654.731922
XPF 119.331742
YER 271.548259
ZAR 18.797127
ZMK 10242.019498
ZMW 20.413803
ZWL 366.387542
Conservadores alemães lideram pesquisas em campanha eleitoral ofuscada pela extrema direita
Conservadores alemães lideram pesquisas em campanha eleitoral ofuscada pela extrema direita / foto: ARMIN WEIGEL - AFP/Arquivos

Conservadores alemães lideram pesquisas em campanha eleitoral ofuscada pela extrema direita

Após uma campanha eleitoral polarizada e marcada pelo avanço da extrema direita, apoiada pelo entorno de Donald Trump, a Alemanha celebra eleições legislativas no domingo (23) com os conservadores, liderados por Friedrich Merz, como favoritos para governar um país mergulhado em uma profunda crise.

Tamanho do texto:

Depois de três anos de um governo de coalizão liderado pelo socialdemocrata Olaf Scholz que sofreu um colapso em novembro, os conservadores da CDU/CSU lideram com folga as pesquisas, com 30% das intenções de voto, seguidos pelo partido de extrema direita Alternativa para Alemanha (AfD, 20%).

A eleição antecipada acontece em um contexto de crise econômica, de questionamentos sobre o modelo industrial e geopolítico sobre o qual o país prosperou e de fragmentação do cenário político.

Ao contrário da abordagem centrista da ex-chanceler Angela Merkel, Friedrich Merz promete uma forte guinada à direita para reduzir os receios dos cidadãos com a imigração irregular, tema que alimenta a extrema-direita.

Mas para chegar ao governo, este ex-advogado de investimentos de 69 anos terá que formar uma coalizão, um processo que, mesmo em períodos menos tóxicos e turbulentos, demora várias semanas ou meses.

Apesar de ter buscado recentemente o apoio da AfD para aprovar uma simbólica e controversa moção parlamentar para endurecer a política migratória, Merz descartou de modo veemente a possibilidade de um governo com o partido extremista.

A principal economia da Europa, consciente de seu passado nazista e do Holocausto, acreditou durante muito tempo que estava imune ao avanço da extrema direita que era registrado em outros países do continente.

Mas agora a AfD aparece em segundo lugar nas pesquisas, com clara vantagem sobre os social-democratas do SPD ou seus aliados no governo, os Verdes.

Os demais partidos prometeram aplicar um "cordão sanitário" contra e legenda e não cooperar com a extrema direita, uma postura que a AfD descreveu como o "acordo de um cartel antidemocrático".

O cenário encorajou a AfD, que celebrou a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e recebeu o apoio do magnata Elon Musk, que declarou que "apenas a AfD pode salvar a Alemanha".

Além disso, vários atentados mortais nas semanas que antecederam as eleições inflamaram o debate sobre a imigração e aumentaram o apoio ao partido.

- "Mau presságio" -

Depois de um dos ataques, atribuído a um afegão em situação irregular que esfaqueou e matou um homem de 41 anos e uma criança de dois anos, Merz rompeu a barreira "corta-fogo" anti-AfD para aprovar uma moção e endurecer a política migratória.

A aproximação levou dezenas de milhares de manifestantes às ruas, que denunciaram uma "campanha como se fosse 1933". O atual chefe de Governo do país, Scholz, também criticou o acordo como um "mau presságio" para a negociação pós-eleitoral.

"A imensa maioria dos alemães não quer mais extremismo, mais ódio, nem mais polarização", disse o social-democrata no Bundestag (Parlamento)

Porém, Merz, que culpa Scholz pela ascensão da AfD, argumenta que se as forças moderadas não atuarem, a extrema direita poderá um dia obstruir o trabalho do governo ou, inclusive, "aproximar-se de uma maioria".

"Para todos os partidos de centro está claro que devem trabalhar juntos para evitar que a AfD chegue ao governo e para mantê-la do menor tamanho possível", disse Marianne Kneuer, professora de Política Comparada na Universidade Técnica de Dresden. "Mas até agora nenhum partido teve sucesso nisso".

- Tarefas pendentes -

A toxicidade do debate político nas últimas semanas complica ainda mais a já árdua tarefa de formar um governo em um Parlamento que pode contar com até oito partidos.

Como principais candidatos a aliados da CDU/CSU aparecem os três partidos que integravam a coalizão anterior: os social-democratas de Scholz, os Verdes (embora parte dos conservadores descartem a legenda) e os liberais do FDP, que, no entanto, podem ficar sem presença na Câmara.

Em meio a turbulências geopolíticas, a lista de tarefas do próximo governo é ampla, começando por revitalizar uma economia que antes era invejada ao redor do planeta.

O país tem um cenário de crescimento estagnado desde antes da pandemia, incluindo uma contração nos últimos dois anos.

A China, antes um mercado crucial para as exportações alemãs, virou uma concorrente ferrenha, em particular no setor automotivo, fundamental no berço de marcas como Volkswagen ou Mercedes.

Em Washington, antes um forte aliado de Berlim, Trump ataca a Alemanha por não contribuir o suficiente para a Otan e agita a ameaça das tarifas.

"A incerteza e a escalada de um conflito comercial podem prolongar a recessão por mais um ano no país", alertou o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica.

(U.Gruber--BBZ)