Berliner Boersenzeitung - Líderes dos Brics pedem cessar-fogo imediato em Gaza

EUR -
AED 3.999906
AFN 76.797516
ALL 101.247602
AMD 438.743527
ANG 1.963666
AOA 906.268709
ARS 394.499124
AUD 1.633816
AWG 1.9634
AZN 1.856075
BAM 1.955548
BBD 2.200017
BDT 120.124538
BGN 1.958177
BHD 0.412308
BIF 3098.95834
BMD 1.089265
BND 1.456812
BOB 7.5291
BRL 5.31627
BSD 1.08956
BTN 90.736154
BWP 14.744102
BYN 3.589838
BYR 21349.589966
BZD 2.196317
CAD 1.470236
CDF 2908.337395
CHF 0.947735
CLF 0.033918
CLP 935.907635
CNY 7.703503
COP 4318.107068
CRC 576.601961
CUC 1.089265
CUP 28.865517
CVE 110.564621
CZK 24.294204
DJF 193.584568
DKK 7.461142
DOP 61.925132
DZD 146.942917
EGP 33.776257
ERN 16.338972
ETB 60.676271
FJD 2.419044
FKP 0.861997
GBP 0.857756
GEL 2.935612
GGP 0.861997
GHS 13.071565
GIP 0.861997
GMD 73.311718
GNF 9373.123941
GTQ 8.534549
GYD 227.960658
HKD 8.509283
HNL 26.909024
HRK 7.670134
HTG 144.211438
HUF 379.086356
IDR 16788.45703
ILS 4.048988
IMP 0.861997
INR 90.647364
IQD 1426.93688
IRR 46035.057524
ISK 151.223052
JEP 0.861997
JMD 168.391369
JOD 0.772729
JPY 159.920454
KES 166.930249
KGS 97.14663
KHR 4486.682069
KMF 491.74901
KPW 980.276955
KRW 1410.418223
KWD 0.336289
KYD 0.907983
KZT 502.864499
LAK 22547.78162
LBP 16385.156917
LKR 357.68396
LRD 204.945587
LSL 20.391453
LTL 3.216316
LVL 0.658886
LYD 5.244853
MAD 10.980338
MDL 19.340688
MGA 4901.691952
MKD 61.61207
MMK 2288.205471
MNT 3760.199955
MOP 8.769371
MRO 388.867344
MUR 48.352877
MVR 16.731519
MWK 1834.870618
MXN 18.72098
MYR 5.090177
MZN 68.895944
NAD 20.271629
NGN 859.430297
NIO 40.046862
NOK 11.701792
NPR 145.177646
NZD 1.754615
OMR 0.421215
PAB 1.089615
PEN 4.072803
PGK 4.06721
PHP 60.290266
PKR 310.685593
PLN 4.328761
PYG 8106.621645
QAR 3.965741
RON 4.957286
RSD 117.363212
RUB 99.368223
RWF 1357.223934
SAR 4.086048
SBD 9.232549
SCR 14.634947
SDG 654.648511
SEK 11.362976
SGD 1.452648
SHP 1.325363
SLE 24.762839
SLL 21512.980054
SOS 622.518821
SRD 41.191097
STD 22545.582023
SYP 14161.522499
SZL 20.39144
THB 37.983066
TJS 11.914374
TMT 3.823319
TND 3.390923
TOP 2.5686
TRY 31.479539
TTD 7.392116
TWD 34.049369
TZS 2739.501323
UAH 39.735485
UGX 4143.46667
USD 1.089265
UYU 42.604516
UZS 13403.403657
VEF 3860142.930966
VES 38.634829
VND 26469.134499
VUV 129.846293
WST 2.977169
XAF 655.872579
XAG 0.042742
XAU 0.000526
XCD 2.943793
XDR 0.818695
XOF 654.648503
XPF 119.656134
YER 272.697837
ZAR 20.324378
ZMK 9804.694177
ZMW 25.878907
ZWL 350.742819
Líderes dos Brics pedem cessar-fogo imediato em Gaza
Líderes dos Brics pedem cessar-fogo imediato em Gaza / foto: Marco Longari - AFP

Líderes dos Brics pedem cessar-fogo imediato em Gaza

A cúpula extraordinária do grupo Brics pediu, nesta terça-feira (21), "uma trégua humanitária imediata" que leve a um cessar-fogo na Faixa de Gaza e "a proteção dos civis e a prestação de ajuda humanitária".

Tamanho do texto:

A África do Sul anunciou na segunda-feira esta reunião extraordinária do Brics (China, Brasil, Rússia, Índia e África do Sul), grupo que defende um maior equilíbrio mundial, menos influenciado por Estados Unidos e União Europeia.

"Reiteramos nosso firme apoio aos esforços regionais e internacionais, visando alcançar o fim imediato das hostilidades, a proteção dos civis e a prestação de ajuda humanitária", diz a ata da reunião virtual que foi divulgada pela Presidência sul-africana.

Durante essa reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recordou que havia solicitado diversas vezes a libertação imediata dos reféns israelenses nas mãos do movimento islamista palestino Hamas. Mas insistiu que nada justifica "o uso de força indiscriminada e desproporcional contra civis". São "os inocentes [que] pagam o preço pela insanidade da guerra", acrescentou.

O presidente russo, Vladimir Putin, instou a comunidade internacional a "unir seus esforços para apaziguar a situação", e assegurou que o grupo do Brics "poderia desempenhar um papel fundamental neste trabalho".

Por sua vez, seu contraparte chinês, Xi Jinping, pediu a todas as partes que "ponham fim à toda violência e aos ataques contra civis", assim como a libertação dos "presos civis para evitar novas perdas de vidas humanas e novos sofrimentos".

Também propôs organizar o quanto antes uma "conferência internacional para a paz" para encontrar uma "solução justa para a questão da Palestina".

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anfitrião dessa reunião dedicada ao conflito, denunciou "o castigo coletivo de Israel aos civis palestinos mediante o uso ilegal da força", qualificando-a de "crime de guerra". "A negativa deliberada de prover medicamentos, combustível, comida e água aos habitantes de Gaza equivale a um genocídio", acrescentou.

Ramaphosa solicitou "ações urgentes e concretas para pôr fim ao sofrimento em Gaza". Além de um cessar-fogo "imediato e total", pediu a rápida mobilização de uma força da ONU para "vigiar o fim das hostilidades e proteger os civis".

Também defendeu que "todos os países" mostrem "moderação e deixem de alimentar esse conflito", especialmente "deixando de prover armas às partes".

- Tensões diplomáticas -

Um acordo sobre a liberação de reféns retidos em Gaza em troca da liberação de presos palestinos e de uma "trégua" parece estar mais próximo, anunciaram fontes palestinas e do Catar nesta terça-feira.

A África do Sul, calorosa defensora da causa palestina, é um dos países mais críticos dos intensos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza em resposta aos ataques que o Hamas perpetrou contra Israel em 7 de outubro.

Na sexta-feira, Ramaphosa havia solicitado, junto de outros quatro Estados, uma investigação no Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre essa guerra.

Pretória também chamou para consultas os seus diplomatas em Israel no início do mês. Na segunda-feira, Israel, por sua vez, anunciou que também havia chamado para consultas o seu embaixador na África do Sul.

A China, que também é favorável a uma solução de dois Estados e pede um cessar-fogo imediato desde o início da guerra, instou, na segunda-feira, a comunidade internacional a "atuar urgentemente".

Do lado russo, Putin se esforça para se apresentar como o líder da luta contra a hegemonia americana. O presidente russo avalia que os Estados Unidos são responsáveis pelo atual conflito, e acusa esse país de ter monopolizado tradicionalmente o processo de paz entre israelenses e palestinos sem conseguir nenhuma solução.

O Kremlin insiste em um cessar-fogo em Gaza e reitera que a única maneira de alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio é a criação de um Estado palestino.

(O.Joost--BBZ)