Berliner Boersenzeitung - Israel e Hamas anunciam libertação de primeiros reféns no início da trégua em Gaza

EUR -
AED 4.117754
AFN 71.759194
ALL 90.958515
AMD 404.211179
ANG 2.006779
AOA 1029.297965
ARS 1730.666059
AUD 1.597572
AWG 2.021035
AZN 1.905228
BAM 1.955931
BBD 2.257351
BDT 139.419321
BGN 1.959738
BHD 0.423128
BIF 3369.525276
BMD 1.12124
BND 1.433596
BOB 13.612396
BRL 6.097864
BSD 1.120775
BTN 106.306107
BWP 15.482449
BYN 3.311321
BYR 21976.303267
BZD 2.254051
CAD 1.564399
CDF 2595.670418
CHF 0.918185
CLF 0.028031
CLP 1103.521819
CNY 7.468692
CNH 7.452053
COP 3596.321118
CRC 509.634073
CUC 1.12124
CUP 26.897798
CVE 110.272372
CZK 24.329505
DJF 199.580463
DKK 7.473703
DOP 68.104553
DZD 152.204994
EGP 62.081035
ERN 16.818599
ETB 182.126774
FJD 2.529404
FKP 0.837302
GBP 0.835268
GEL 2.910293
GGP 0.837302
GHS 13.06834
GIP 0.837302
GMD 82.971826
GNF 9919.663198
GTQ 8.568573
GYD 234.944089
HKD 8.797669
HNL 30.127014
HRK 7.589685
HTG 146.899821
HUF 364.149029
IDR 20329.201762
ILS 3.518789
IMP 0.837302
INR 106.187364
IQD 1699.013591
IRR 2094941.564374
ISK 136.208492
JEP 0.837302
JMD 178.101907
JOD 0.79496
JPY 176.789274
KES 145.626407
KGS 98.05221
KHR 4584.429162
KMF 494.466794
KPW 1009.115923
KRW 1505.522316
KWD 0.349075
KYD 0.933987
KZT 507.213911
LAK 25234.687112
LBP 100366.690763
LKR 372.594911
LRD 190.522738
LSL 18.653247
LTL 3.31073
LVL 0.678226
LYD 7.192481
MAD 11.020037
MDL 20.246895
MGA 5061.338385
MKD 61.555429
MMK 2354.260686
MNT 4035.708167
MOP 9.057406
MRU 45.414036
MUR 53.606412
MVR 17.323148
MWK 1943.49927
MXN 20.893107
MYR 4.565351
MZN 71.658763
NAD 18.653247
NGN 1506.329909
NIO 41.242757
NOK 10.418444
NPR 170.089372
NZD 1.990645
OMR 0.431117
PAB 1.121015
PEN 3.88736
PGK 5.026336
PHP 70.964351
PKR 310.027427
PLN 4.42022
PYG 6634.443558
QAR 4.096874
RON 5.341135
RSD 117.569836
RUB 90.969137
RWF 1657.655178
SAR 4.22084
SBD 9.035183
SCR 15.374508
SDG 674.429671
SEK 10.948858
SGD 1.433392
SHP 0.839063
SLE 25.672981
SLL 23511.846327
SOS 640.542825
SRD 42.135638
STD 23207.403451
STN 24.501638
SVC 9.806656
SYP 14578.36164
SZL 18.647247
THB 37.78846
TJS 10.305657
TMT 3.92434
TND 3.349724
TOP 2.699676
TRY 56.025098
TTD 7.581507
TWD 36.526077
TZS 2965.178455
UAH 51.185022
UGX 4796.320667
USD 1.12124
UYU 45.063013
UZS 13392.895407
VES 995.077818
VND 28887.626396
VUV 133.332458
WST 3.112806
XAF 655.957
XAG 0.022007
XAU 0.000283290204
XCD 3.030207
XCG 2.019835
XDR 0.792775
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.839386
ZAR 18.597289
ZMK 10092.499841
ZMW 22.696327
ZWL 361.03881
SSP 6441.767607
MXV 2.352962
Israel e Hamas anunciam libertação de primeiros reféns no início da trégua em Gaza
Israel e Hamas anunciam libertação de primeiros reféns no início da trégua em Gaza / foto: Mohammed Abed - AFP

Israel e Hamas anunciam libertação de primeiros reféns no início da trégua em Gaza

Vários reféns que haviam sido sequestrados em solo israelense por milicianos do Hamas e depois levados à Faixa de Gaza foram liberados nesta sexta-feira (24), após o acordo negociado com a mediação do Catar e poucas horas depois da entrada em vigor de uma trégua entre Israel e o movimento islamista palestino.

Tamanho do texto:

"Os 13 reféns israelenses estão agora com os serviços de segurança israelenses", disse à AFP uma fonte de segurança israelense, depois que duas fontes próximas ao Hamas indicaram que os presos foram entregues na Faixa de Gaza ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Por sua vez, a Tailândia anunciou que o Hamas liberou 12 de seus cidadãos reféns, que se somam aos israelenses liberados, em um "gesto" consentido pelo movimento islamista.

A trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza entrou em vigor na manhã desta sexta-feira e inicialmente havia sido anunciada a liberação de 13 reféns, no que significa o primeiro sinal de distensão após semanas de guerra.

O Catar, principal mediador do conflito ao lado dos EUA e Egito, conseguiu na quarta-feira um acordo para uma trégua - que pode ser prolongada - de quatro dias, acompanhada de uma troca de 50 reféns mantidos em Gaza por 150 presos palestinos detidos em Israel.

A entrada em vigor do pacto estava prevista inicialmente para quinta-feira, mas foi adiada para sexta-feira às 07h locais (05h GMT, 02h no horário de Brasília), anunciou o Catar.

Ao amanhecer milhares de pessoas que fugiram das regiões próximas à fronteira com o Egito se preparavam para voltar para suas casas, reunindo seus pertences em bolsas de plástico e caixas de papelão.

Entre eles, Omar Jibrin, um jovem de 16 anos, que minutos depois do início da trégua saiu de um hospital do sul do território onde havia se refugiado com oito parentes.

"Vou para casa", disse à AFP.

No céu, aviões israelenses haviam cessado os bombardeios, mas lançaram panfletos de advertência: "A guerra não acabou (…) Retornar ao norte é proibido e é muito perigoso".

No sul de Israel, quinze minutos após o início da trégua, as sirenes de alerta antiaéreo foram ativadas em várias localidades próximas à fronteira com Gaza, disse o Exército sem dar mais detalhes.

- "Incrivelmente difícil" -

O Hamas anunciou "uma paralisação total das atividades militares" por quatro dias, durante a qual 50 reféns serão liberados. Para cada um deles, "três presos palestinos" serão soltos, indicou.

Na manhã desta sexta, uma fonte de segurança egípcia disse à AFP que uma delegação de segurança de seu país estará em Jerusalém e Ramallah para garantir o "respeito à lista" de presos palestinos liberados.

Uma fonte dentro do Hamas disse à AFP que a entrega destes reféns será feita "secretamente, longe da imprensa".

Maayan Zin soube na quinta-feira que suas duas filhas não faziam parte dos reféns que seriam liberados nesta sexta.

"É incrivelmente difícil para mim", disse na rede social X, antigo Twitter, apesar de ter se mostrado "aliviada pelas outras famílias".

Israel divulgou uma lista de 300 palestinos (33 mulheres e 267 menores de 19 anos) que podem ser soltos. Entre eles, há 49 membros do Hamas.

- Voltar à guerra? -

A comunidade internacional celebrou o acordo e confia no que seja um primeiro passo para um cessar-fogo duradouro.

Mas o governo e o Exército israelense disseram que "continuariam" os combates para "eliminar" o Hamas uma vez que termine a trégua.

"Não paramos a guerra. Continuaremos até a vitória", afirmou o chefe do Estado Maior de Israel, o general Herzi Halevi.

"Tomar o controle do norte da Faixa de Gaza é a primeira etapa de uma longa guerra e nos preparamos para as fases seguintes", disse o porta-voz do Exército, Daniel Hagari.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, declarou que a trégua "não pode ser apenas uma pausa" e pediu para usar esse respiro para impedir a retomada dos combates em Gaza.

A guerra estourou com o ataque dos milicianos do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, de uma magnitude e violência inéditas desde a criação do Estado israelense.

Segundo as autoridades do país, 1.200 pessoas, em sua maioria civis, foram assassinadas e cerca de 240 foram tomadas como reféns e levadas à Faixa de Gaza.

Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, com bombardeios constantes e uma operação terrestre desde 27 de outubro, que causaram a morte de 14.854 pessoas, entre elas 6.150 crianças, segundo o governo controlado pelo Hamas.

- Bombardeios antes da trégua -

As hostilidades persistiram até o último momento. Duas horas antes do início da trégua, um responsável do governo do Hamas disse à AFP que soldados israelenses "realizaram uma invasão ao Hospital Indonésio" em Gaza, onde há cerca de 200 pacientes.

Os bombardeios devastaram o território palestinos e deslocaram 1,7 dos seus 2,4 milhões de habitantes, segundo a ONU, que denuncia uma grave crise humanitária.

A população encontra-se submetida desde 9 de outubro a um "cerco total" por parte de Israel, que cortou os fornecimentos de comida, água, eletricidade e medicamentos.

A trégua deve permitir a entrada de "um maior número de comboios humanitários e de ajuda, incluindo combustível", segundo o Catar.

Mas um grupo de ONGs internacionais asseguraram que será "insuficiente" para levar a ajuda necessária e pediram um verdadeiro cessar-fogo.

A guerra também chega à fronteira norte de Israel, onde, nas últimas semanas, foram registradas trocas de tiros quase que diárias entre o Exército israelense e o movimento libanês Hezbollah, aliado do Hamas.

(S.G.Stein--BBZ)