Berliner Boersenzeitung - Com bom desempenho na Amazônia, Lula tenta aumentar pressão sobre países ricos na COP28

EUR -
AED 4.117754
AFN 71.759194
ALL 90.958515
AMD 404.211179
ANG 2.006779
AOA 1029.297965
ARS 1730.666059
AUD 1.597572
AWG 2.021035
AZN 1.905228
BAM 1.955931
BBD 2.257351
BDT 139.419321
BGN 1.959738
BHD 0.423128
BIF 3369.525276
BMD 1.12124
BND 1.433596
BOB 13.612396
BRL 6.097864
BSD 1.120775
BTN 106.306107
BWP 15.482449
BYN 3.311321
BYR 21976.303267
BZD 2.254051
CAD 1.564399
CDF 2595.670418
CHF 0.918185
CLF 0.028031
CLP 1103.521819
CNY 7.468692
CNH 7.452053
COP 3596.321118
CRC 509.634073
CUC 1.12124
CUP 26.897798
CVE 110.272372
CZK 24.329505
DJF 199.580463
DKK 7.473703
DOP 68.104553
DZD 152.204994
EGP 62.081035
ERN 16.818599
ETB 182.126774
FJD 2.529404
FKP 0.837302
GBP 0.835268
GEL 2.910293
GGP 0.837302
GHS 13.06834
GIP 0.837302
GMD 82.971826
GNF 9919.663198
GTQ 8.568573
GYD 234.944089
HKD 8.797669
HNL 30.127014
HRK 7.589685
HTG 146.899821
HUF 364.149029
IDR 20329.201762
ILS 3.518789
IMP 0.837302
INR 106.187364
IQD 1699.013591
IRR 2094941.564374
ISK 136.208492
JEP 0.837302
JMD 178.101907
JOD 0.79496
JPY 176.789274
KES 145.626407
KGS 98.05221
KHR 4584.429162
KMF 494.466794
KPW 1009.115923
KRW 1505.522316
KWD 0.349075
KYD 0.933987
KZT 507.213911
LAK 25234.687112
LBP 100366.690763
LKR 372.594911
LRD 190.522738
LSL 18.653247
LTL 3.31073
LVL 0.678226
LYD 7.192481
MAD 11.020037
MDL 20.246895
MGA 5061.338385
MKD 61.555429
MMK 2354.260686
MNT 4035.708167
MOP 9.057406
MRU 45.414036
MUR 53.606412
MVR 17.323148
MWK 1943.49927
MXN 20.893107
MYR 4.565351
MZN 71.658763
NAD 18.653247
NGN 1506.329909
NIO 41.242757
NOK 10.418444
NPR 170.089372
NZD 1.990645
OMR 0.431117
PAB 1.121015
PEN 3.88736
PGK 5.026336
PHP 70.964351
PKR 310.027427
PLN 4.42022
PYG 6634.443558
QAR 4.096874
RON 5.341135
RSD 117.569836
RUB 90.969137
RWF 1657.655178
SAR 4.22084
SBD 9.035183
SCR 15.374508
SDG 674.429671
SEK 10.948858
SGD 1.433392
SHP 0.839063
SLE 25.672981
SLL 23511.846327
SOS 640.542825
SRD 42.135638
STD 23207.403451
STN 24.501638
SVC 9.806656
SYP 14578.36164
SZL 18.647247
THB 37.78846
TJS 10.305657
TMT 3.92434
TND 3.349724
TOP 2.699676
TRY 56.025098
TTD 7.581507
TWD 36.526077
TZS 2965.178455
UAH 51.185022
UGX 4796.320667
USD 1.12124
UYU 45.063013
UZS 13392.895407
VES 995.077818
VND 28887.626396
VUV 133.332458
WST 3.112806
XAF 655.957
XAG 0.022007
XAU 0.000283290204
XCD 3.030207
XCG 2.019835
XDR 0.792775
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.839386
ZAR 18.597289
ZMK 10092.499841
ZMW 22.696327
ZWL 361.03881
SSP 6441.767607
MXV 2.352962
Com bom desempenho na Amazônia, Lula tenta aumentar pressão sobre países ricos na COP28
Com bom desempenho na Amazônia, Lula tenta aumentar pressão sobre países ricos na COP28 / foto: Evaristo SA - AFP/Arquivos

Com bom desempenho na Amazônia, Lula tenta aumentar pressão sobre países ricos na COP28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai apresentar esta semana, na COP28, seu bom desempenho no combate ao desmatamento na Amazônia, estratégico na luta contra as mudanças climáticas, e vai anunciar novas propostas de proteção das florestas com exigências aos países mais ricos.

Tamanho do texto:

Após iniciar seu terceiro mandato, em janeiro, Lula - que prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2030 - exibe o melhor resultado em quatro anos sobre a situação da Amazônia.

O desmatamento na maior floresta tropical do planeta, que aumentou fortemente durante o mandato de seu antecessor, Jair Bolsonaro, caiu 22% em doze meses até julho, segundo números oficiais.

Nos primeiros dez meses do ano, o desmate recuou 48,9%.

Segundo cientistas, frear a destruição da Amazônia é fundamental para tentar impedir que a floresta chegue a um ponto de não retorno, a partir do qual passará a emitir mais carbono do que absorve, agravando o aquecimento global.

De acordo com dados oficiais, o Brasil também tem uma matriz energética alimentada em quase a metade por fontes renováveis - com 89% de energia elétrica limpa -, como uma cartada adicional para exigir um maior compromisso do mundo desenvolvido com as metas climáticas.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, respeitada internacionalmente, afirmou que o Brasil vai "de cabeça erguida" à Conferência Climática da ONU, a COP28, em Dubai, "mais para cobrar do que ser cobrado".

Marina antecipou que vai pedir das potências globais as promessas de ajuda aos países vulneráveis, além de debater os desafios pela frente "para tirar o pé no acelerador dos combustíveis fósseis num contexto geopolítico que não é fácil".

Mas o balanço tem algumas nuances.

Mesmo com os avanços na Amazônia, o desmatamento no Cerrado, considerado a caixa d'água do país por abrigar nascentes de importantes bacias hidrográficas, disparou 34% entre janeiro e outubro em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, o Brasil dificilmente conseguirá cortar suas emissões em 480 milhões de toneladas de CO2, quantidade necessária para cumprir suas metas do Acordo de Paris até 2025, quando o país sediará a COP30, segundo um relatório do grupo de políticas climáticas Instituto Talanoa.

E um projeto de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, defendido por Lula, também é alvo de críticas dos ambientalistas.

- Novo fundo para florestas -

O presidente Lula apresentará na COP28 um programa para recuperar terras cultiváveis degradadas e improdutivas, com o qual pretende expandir a área agrícola no Brasil dos atuais 65 milhões de hectares para 105 milhões, sem desmatar.

Para isso, o governo federal estima investir cerca de 120 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 590 bilhões) em uma década.

O presidente também vai propor a criação de um fundo internacional para remunerar a preservação de florestas tropicais em cerca de 80 países.

Segundo Marina, trata-se de um "mecanismo global" que pagaria por cada hectare de floresta preservada ou restaurada com mata nativa e cujos detalhes serão revelados em Dubai.

- Presidência do G20 -

A presença de Lula na COP28 vai coincidir com o início, na sexta-feira, da presidência rotativa do Brasil no G20, na qual as mudanças climáticas também serão um assunto "central", afirmou Mauricio Lyrio, chefe negociador do país no clube das 20 maiores economias do planeta.

O aquecimento global "não é mais uma especulação, como os negacionistas diziam", mas causa de "problemas econômicos e sociais graves" em nível planetário, acrescentou.

O objetivo do Brasil, que sofreu este ano com eventos de chuvas e secas extremas, será pressionar os países mais ricos a investirem mais no combate ao aquecimento global e na redução das emissões, afirmou Lyrio.

"Financiamento é fundamental e os países precisam desembolsar" mais dinheiro, acrescentou.

Além da agenda climática, o Brasil se concentrará no G20 na luta contra a pobreza e em lançar uma "aliança global contra a fome", inspirada nos programas dos dois primeiros governos de Lula (2003-2010), que reduziram fortemente esta chaga no país.

(T.Burkhard--BBZ)