Berliner Boersenzeitung - Esperança suspensa: venezuelanos que sobrevivem na Colômbia adiam volta para casa

EUR -
AED 4.297278
AFN 74.292236
ALL 95.716382
AMD 433.389865
ANG 2.094044
AOA 1073.998061
ARS 1629.423594
AUD 1.62737
AWG 2.105879
AZN 1.99192
BAM 1.958189
BBD 2.357236
BDT 143.602767
BGN 1.951567
BHD 0.442118
BIF 3481.134249
BMD 1.169933
BND 1.494517
BOB 8.086833
BRL 5.769526
BSD 1.170408
BTN 111.457522
BWP 15.905339
BYN 3.313286
BYR 22930.677624
BZD 2.353832
CAD 1.593372
CDF 2708.393681
CHF 0.915671
CLF 0.026913
CLP 1059.209921
CNY 7.991048
CNH 7.988188
COP 4347.78517
CRC 532.440573
CUC 1.169933
CUP 31.003212
CVE 110.704868
CZK 24.388881
DJF 207.92036
DKK 7.47254
DOP 69.720855
DZD 154.93529
EGP 62.729868
ERN 17.548988
ETB 184.029563
FJD 2.567943
FKP 0.864414
GBP 0.863322
GEL 3.141309
GGP 0.864414
GHS 13.115101
GIP 0.864414
GMD 85.40504
GNF 10266.158158
GTQ 8.933748
GYD 244.857725
HKD 9.168352
HNL 31.110961
HRK 7.534715
HTG 153.174282
HUF 361.607371
IDR 20348.92901
ILS 3.439136
IMP 0.864414
INR 111.226541
IQD 1533.144508
IRR 1539631.212056
ISK 143.201928
JEP 0.864414
JMD 184.173151
JOD 0.829464
JPY 184.682625
KES 151.096115
KGS 102.276087
KHR 4694.391883
KMF 492.016789
KPW 1052.943015
KRW 1716.419906
KWD 0.360386
KYD 0.975286
KZT 543.841262
LAK 25709.267542
LBP 104767.458106
LKR 374.520581
LRD 214.740973
LSL 19.586364
LTL 3.454506
LVL 0.70768
LYD 7.424996
MAD 10.817099
MDL 20.200562
MGA 4874.92747
MKD 61.625915
MMK 2456.515107
MNT 4186.728804
MOP 9.447087
MRU 46.732223
MUR 54.928184
MVR 18.08129
MWK 2029.467649
MXN 20.321027
MYR 4.635855
MZN 74.770466
NAD 19.586699
NGN 1600.583006
NIO 43.071819
NOK 10.823022
NPR 178.332598
NZD 1.985475
OMR 0.44984
PAB 1.170423
PEN 4.103136
PGK 5.08921
PHP 71.856096
PKR 326.149487
PLN 4.247967
PYG 7091.62277
QAR 4.277801
RON 5.237322
RSD 117.389838
RUB 88.331824
RWF 1711.280762
SAR 4.390082
SBD 9.389724
SCR 16.35231
SDG 702.546521
SEK 10.83447
SGD 1.492016
SHP 0.873473
SLE 28.838674
SLL 24532.895741
SOS 668.913338
SRD 43.84558
STD 24215.241325
STN 24.529511
SVC 10.24032
SYP 129.313491
SZL 19.582895
THB 38.089479
TJS 10.943006
TMT 4.100614
TND 3.412163
TOP 2.816917
TRY 52.902483
TTD 7.933545
TWD 36.934186
TZS 3044.752832
UAH 51.434039
UGX 4418.315623
USD 1.169933
UYU 47.127504
UZS 14084.94543
VES 572.030029
VND 30796.134036
VUV 138.665702
WST 3.177456
XAF 656.755555
XAG 0.015995
XAU 0.000256
XCD 3.161801
XCG 2.109265
XDR 0.816185
XOF 656.755555
XPF 119.331742
YER 279.17512
ZAR 19.494294
ZMK 10530.825202
ZMW 22.09086
ZWL 376.717798
Esperança suspensa: venezuelanos que sobrevivem na Colômbia adiam volta para casa
Esperança suspensa: venezuelanos que sobrevivem na Colômbia adiam volta para casa / foto: Schneyder MENDOZA - AFP

Esperança suspensa: venezuelanos que sobrevivem na Colômbia adiam volta para casa

Eles fugiram da fome e da angústia na Venezuela e encontraram a pobreza em uma Colômbia assolada pelo conflito armado. Os Petit Martínez vivem com o mínimo em um bairro a poucos metros do país do qual sentem saudades, mas que para eles está mais distante do que nunca.

Tamanho do texto:

A alegria pela queda de Nicolás Maduro se esvai pouco a pouco em La Fortaleza ou Trigal del Norte, locais fronteiriços onde os migrantes venezuelanos moram em casas improvisadas de tijolos e chão de terra batida.

A grande maioria se instalou em bairros pobres da cidade colombiana de Cúcuta entre 2017 e 2018 "com o estômago vazio" e a certeza de não ter um "futuro", repetem, com um misto de tristeza, raiva e fé.

Mas nem a convivência diária com a violência ligada ao narcotráfico, nem seus trabalhos precários os levam a atravessar a fronteira de volta para a Venezuela, depois da deposição de Maduro, em 3 de janeiro, em uma operação militar americana ordenada pelo presidente Donald Trump.

Com o chavismo ainda no poder, com a presidente interina Delcy Rodríguez à frente, eles consideram o futuro do país incerto.

"Ainda não pensamos em voltar porque vai demorar para que o país se acomode", diz à AFP, taxativo, Franklin Petit, ajudante de pedreiro de 55 anos.

Ao lado da esposa, ele tem a convicção de que na Colômbia podem garantir a educação das duas filhas, algo impensável em Cabimas, cidade petroleira às margens do lago Maracaibo, de onde fugiram com a filha mais velha nos braços.

"Se formos ver, está igual, a mesma situação, com a diferença de que levaram o líder", afirma Petit, ao se referir à Venezuela atual.

Mas outros mantêm a esperança intacta, como Luisana Serrano, uma ex-auxiliar de enfermagem de 34 anos. Ela diz que a mudança "não vai acontecer de hoje para amanhã, mas eu sei que vai acontecer" algum dia.

- Em meio à violência -

Estes migrantes agradecem pela segunda chance na Colômbia em bairros castigados pela guerra no Catatumbo, região fronteiriça inundada por cultivos de entorpecentes e laboratórios de cocaína.

Eles estão às portas de uma longa e porosa fronteira, onde atuam a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e uma facção dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além de membros da organização Tren de Aragua.

Evitam falar do assunto por medo, mas dizem ter fincado raízes em Cúcuta por carecerem de passaporte e de recursos para seguir viagem para outros destinos, como grande parte dos oito milhões de venezuelanos que fugiram de seu país na última década devido a uma economia em ruínas e à repressão.

A esposa de Franklin, Nellisbeth Martínez, desaba ao relatar "a situação de pobreza extrema, fome, muita necessidade" que os expulsou de sua terra. Costureira de 42 anos, ela assume os cuidados de uma filha pequena nascida na Colômbia e de sua primogênita de 11 anos.

A mais velha, Frainellys Petit, é o orgulho desta família porque está terminando o ensino fundamental e começou a tocar flauta transversal em uma igreja cristã do bairro, onde os fiéis tocam música com instrumentos doados.

"Eu queria seguir para os Estados Unidos, mas sem dinheiro, com fome e sem passaporte, acabei ficando aqui", diz Imer Montes, tutor da igreja onde seu filho Israel, de 12 anos, toca violino, bateria e flauta.

- Esperança suspensa -

Com dias incertos sobre o desenlace da situação política na Venezuela, estes imigrantes fronteiriços vivem com a esperança suspensa.

O presidente americano, Donald Trump, avaliza o governo interino de Delcy Rodríguez e por enquanto não fala de novas eleições.

Enquanto isso, os venezuelanos em Cúcuta aguardam uma mudança real.

Luisana Serrano também fugiu da Venezuela em 2018 com seu marido e quatro filhos com desnutrição. Hoje, gostaria de voltar porque sente saudades dos familiares.

No entanto, lembra com trauma dos dias de fome. "Lá, meu esposo trabalhava uma semana e só comíamos um dia", conta.

Serrano virou padeira e com isso ajuda a manter uma família que ganhou três novos integrantes em Cúcuta.

"Aqui, por outro lado, ele trabalha a semana e dá para" comer diariamente, afirma Serrano, que se diz agradecida a Trump.

(B.Hartmann--BBZ)