Berliner Boersenzeitung - Em um ano eleitoral difícil, Lula visita Trump em Washington

EUR -
AED 4.31455
AFN 75.17582
ALL 95.497748
AMD 434.609215
ANG 2.102431
AOA 1078.299107
ARS 1629.799413
AUD 1.621782
AWG 2.115782
AZN 1.997833
BAM 1.949267
BBD 2.366459
BDT 144.435342
BGN 1.959384
BHD 0.443243
BIF 3494.490103
BMD 1.174619
BND 1.487509
BOB 8.118757
BRL 5.802377
BSD 1.174957
BTN 111.168968
BWP 15.722243
BYN 3.318066
BYR 23022.523033
BZD 2.363071
CAD 1.601181
CDF 2720.416217
CHF 0.914334
CLF 0.026757
CLP 1053.08021
CNY 8.00062
CNH 8.003075
COP 4377.638785
CRC 536.101092
CUC 1.174619
CUP 31.127391
CVE 110.355846
CZK 24.315545
DJF 208.753027
DKK 7.472242
DOP 69.948993
DZD 155.426683
EGP 61.927887
ERN 17.619278
ETB 184.530583
FJD 2.565308
FKP 0.86525
GBP 0.864046
GEL 3.147258
GGP 0.86525
GHS 13.214287
GIP 0.86525
GMD 86.334925
GNF 10313.150391
GTQ 8.968904
GYD 245.775292
HKD 9.203725
HNL 31.279893
HRK 7.533412
HTG 153.749219
HUF 358.757838
IDR 20341.69118
ILS 3.410628
IMP 0.86525
INR 111.038683
IQD 1538.750264
IRR 1542274.119942
ISK 143.785121
JEP 0.86525
JMD 185.131149
JOD 0.832823
JPY 183.603453
KES 151.737226
KGS 102.685737
KHR 4714.328613
KMF 492.164793
KPW 1057.160776
KRW 1697.429557
KWD 0.361712
KYD 0.979115
KZT 544.084304
LAK 25806.369524
LBP 104988.695268
LKR 376.137855
LRD 215.630544
LSL 19.422288
LTL 3.468343
LVL 0.710515
LYD 7.447119
MAD 10.804726
MDL 20.197227
MGA 4886.413132
MKD 61.626822
MMK 2466.169432
MNT 4204.722635
MOP 9.48288
MRU 46.860325
MUR 54.960077
MVR 18.153718
MWK 2046.185399
MXN 20.262636
MYR 4.610383
MZN 75.069563
NAD 19.422339
NGN 1600.253173
NIO 43.13183
NOK 10.911504
NPR 177.87015
NZD 1.969841
OMR 0.451696
PAB 1.174957
PEN 4.067112
PGK 5.095789
PHP 71.404705
PKR 327.454346
PLN 4.232021
PYG 7190.901262
QAR 4.280334
RON 5.265784
RSD 117.377293
RUB 87.795473
RWF 1714.943042
SAR 4.399208
SBD 9.419773
SCR 16.367148
SDG 705.356436
SEK 10.854181
SGD 1.4893
SHP 0.876971
SLE 28.954576
SLL 24631.158596
SOS 671.301108
SRD 43.943644
STD 24312.231862
STN 24.901913
SVC 10.280503
SYP 130.621923
SZL 19.428198
THB 37.834281
TJS 10.979956
TMT 4.117038
TND 3.374091
TOP 2.8282
TRY 53.113783
TTD 7.962282
TWD 36.868914
TZS 3044.826098
UAH 51.515534
UGX 4418.174644
USD 1.174619
UYU 47.21178
UZS 14183.51893
VES 579.670053
VND 30921.832595
VUV 138.899141
WST 3.197999
XAF 653.763272
XAG 0.015185
XAU 0.00025
XCD 3.174466
XCG 2.117594
XDR 0.818038
XOF 654.851416
XPF 119.331742
YER 280.293319
ZAR 19.256347
ZMK 10572.975752
ZMW 22.236385
ZWL 378.226685
Em um ano eleitoral difícil, Lula visita Trump em Washington
Em um ano eleitoral difícil, Lula visita Trump em Washington / foto: Pablo PORCIUNCULA, Andrew CABALLERO-REYNOLDS - AFP

Em um ano eleitoral difícil, Lula visita Trump em Washington

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou nesta quarta-feira (6) para Washington para se reunir com seu par americano, Donald Trump, com vários temas delicados sobre a mesa, enquanto busca melhorar sua imagem domesticamente às vésperas das eleições de outubro.

Tamanho do texto:

Lula, de 80 anos, e Trump, de 79, são opostos ideológicos que mantêm uma relação difícil. A reunião de quinta-feira será apenas o segundo encontro oficial entre eles, após outro realizado na Malásia em 2025.

Aquele encontro foi cordial e levou Washington a flexibilizar tarifas punitivas impostas ao Brasil por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump e condenado a 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado.

Muita coisa aconteceu desde então: os Estados Unidos derrubaram Nicolás Maduro na Venezuela e lançaram uma guerra contra o Irã junto com Israel.

Lula, que acusa Trump de agir como um "imperador", criticou abertamente essas ações americanas.

"Sou contra que qualquer país do mundo se intrometa e exerça interferências políticas", disse o petista em abril.

Lula chega ao encontro politicamente enfraquecido, após uma série de derrotas no Congresso, e empatado nas pesquisas para as eleições presidenciais de outubro com o filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas, disse à AFP que Lula buscará "fortalecer a relação pessoal com Trump" para minimizar o risco de interferências americanas nas eleições, como declarações de apoio a Flávio Bolsonaro.

"A gente está otimista porque foi o presidente Trump que convidou, então aquele momento de beligerância entre Estados Unidos e Brasil não continua", disse à AFP o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA).

- Contra o crime organizado -

A segurança é hoje a principal preocupação dos eleitores brasileiros e a luta contra o crime organizado ocupará um lugar de destaque na agenda entre Lula e Trump.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que integra a delegação brasileira, disse nesta quarta-feira que Brasília quer ampliar a cooperação bilateral no combate aos cartéis do narcotráfico.

Estados Unidos e Brasil assinaram em abril um acordo para combater o tráfico de armas e drogas. Agora compartilham dados, como inspeções com raios X em contêineres que viajam dos Estados Unidos para o Brasil.

Trump fez do combate ao que chama de "narcoterrorismo" uma prioridade de seu segundo mandato e classificou grandes cartéis como organizações terroristas estrangeiras.

Esse argumento foi usado na derrubada de Maduro na Venezuela.

Segundo Stuenkel, interessa ao Brasil mostrar que está fazendo sua parte, para "reduzir o risco" de que Washington classifique como terroristas os dois maiores grupos criminosos do país, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.

"Os Estados Unidos veem cada vez mais esses grupos como organizações criminosas transnacionais sofisticadas", afirmou Rebecca Bill Chávez, presidente do think tank Diálogo Interamericano, sediado em Washington.

"No Brasil existe uma preocupação real com as implicações jurídicas, políticas e de soberania que teria aplicar uma estrutura de terrorismo aos seus grupos criminosos", acrescentou.

- Corrida pelas terras raras -

Também estão na agenda as vastas reservas brasileiras de terras raras, cruciais para a produção de bens tecnológicos e nas quais os Estados Unidos desejam que suas empresas invistam.

O Brasil possui as segundas maiores reservas desses elementos críticos do mundo, atrás apenas da China.

"Claro que o investimento estrangeiro no Brasil é bem-vindo, mas nós queremos fazer o adensamento produtivo, nós queremos fazer a industrialização no Brasil, gerando emprego de qualidade, em parceria com as nossas universidades", disse Durigan.

Os Estados Unidos também investigam o Brasil por supostas práticas comerciais desleais. Alegam que o sistema de pagamentos eletrônicos Pix estaria prejudicando a competitividade de empresas americanas.

Lançado em 2020, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil e supera o uso de cartões de crédito e débito, com 7 bilhões de transações apenas em janeiro, segundo o Banco Central.

(H.Schneide--BBZ)