Berliner Boersenzeitung - Bases militares dos EUA, megapresídios, dolarização: as propostas do presidente eleito da Colômbia

EUR -
AED 4.116872
AFN 71.743876
ALL 91.296733
AMD 405.080588
ANG 2.006351
AOA 1029.078876
ARS 1721.230591
AUD 1.59987
AWG 2.020604
AZN 1.904801
BAM 1.963922
BBD 2.264243
BDT 139.567165
BGN 1.95932
BHD 0.424451
BIF 3373.721568
BMD 1.121001
BND 1.436227
BOB 13.631554
BRL 6.09656
BSD 1.124239
BTN 106.687242
BWP 15.532093
BYN 3.311639
BYR 21971.615256
BZD 2.26093
CAD 1.566481
CDF 2595.117158
CHF 0.919111
CLF 0.028097
CLP 1105.968173
CNY 7.467096
CNH 7.449947
COP 3574.232512
CRC 511.209492
CUC 1.121001
CUP 26.980817
CVE 110.72437
CZK 24.344942
DJF 200.186062
DKK 7.474239
DOP 68.141183
DZD 152.180893
EGP 62.1308
ERN 16.815012
ETB 181.492423
FJD 2.528859
FKP 0.837124
GBP 0.835762
GEL 2.918015
GGP 0.837124
GHS 13.097338
GIP 0.837124
GMD 82.953648
GNF 9950.058639
GTQ 8.594657
GYD 235.647649
HKD 8.79531
HNL 30.216688
HRK 7.588065
HTG 147.289758
HUF 364.706956
IDR 20358.495136
ILS 3.515851
IMP 0.837124
INR 106.308537
IQD 1704.270633
IRR 2094494.669189
ISK 136.201775
JEP 0.837124
JMD 178.647183
JOD 0.794779
JPY 177.029003
KES 145.730303
KGS 98.031289
KHR 4586.989462
KMF 494.361685
KPW 1008.900657
KRW 1504.881849
KWD 0.349046
KYD 0.936887
KZT 509.744816
LAK 25311.900445
LBP 100673.37102
LKR 373.939723
LRD 191.108604
LSL 18.735429
LTL 3.310024
LVL 0.678082
LYD 7.226821
MAD 11.054061
MDL 20.123488
MGA 5084.98304
MKD 61.560534
MMK 2353.758472
MNT 4034.847265
MOP 9.084489
MRU 45.58611
MUR 53.020398
MVR 17.319222
MWK 1948.942256
MXN 21.018109
MYR 4.563623
MZN 71.643344
NAD 18.735345
NGN 1507.319882
NIO 41.370715
NOK 10.386229
NPR 170.699386
NZD 1.993586
OMR 0.431021
PAB 1.124365
PEN 3.891091
PGK 5.116111
PHP 71.143204
PKR 311.006861
PLN 4.420123
PYG 6586.177678
QAR 4.098203
RON 5.340786
RSD 117.557126
RUB 90.827453
RWF 1659.548079
SAR 4.220052
SBD 9.033255
SCR 15.397766
SDG 674.272582
SEK 10.939824
SGD 1.433911
SHP 0.838884
SLE 25.670463
SLL 23506.830752
SOS 642.451056
SRD 42.171487
STD 23202.452821
STN 24.601517
SVC 9.836811
SYP 14575.251767
SZL 18.729286
THB 37.833642
TJS 10.348433
TMT 3.923503
TND 3.361948
TOP 2.699101
TRY 56.004862
TTD 7.62259
TWD 36.517706
TZS 2964.545976
UAH 50.989406
UGX 4777.822102
USD 1.121001
UYU 45.197514
UZS 13483.760645
VES 994.865544
VND 28881.464054
VUV 133.304015
WST 3.112142
XAF 655.957
XAG 0.022346
XAU 0.000287368676
XCD 3.029561
XCG 2.026106
XDR 0.792606
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.779355
ZAR 18.65361
ZMK 10090.350143
ZMW 22.669545
ZWL 360.961793
SSP 6440.393442
MXV 2.36704
Bases militares dos EUA, megapresídios, dolarização: as propostas do presidente eleito da Colômbia
Bases militares dos EUA, megapresídios, dolarização: as propostas do presidente eleito da Colômbia / foto: Juan BARRETO - AFP

Bases militares dos EUA, megapresídios, dolarização: as propostas do presidente eleito da Colômbia

O advogado milionário Abelardo de la Espriella governará a Colômbia alinhado aos princípios da direita que recupera terreno no continente, com propostas de construir megapresídios e se aliar sem reservas aos Estados Unidos para combater o narcotráfico.

Tamanho do texto:

Com um discurso de mão dura e contra a política tradicional, o empresário de 47 anos foi eleito no domingo (21) para seu primeiro cargo eletivo e, a partir de agosto, presidirá o país com o último conflito armado ativo do hemisfério ocidental.

Suas propostas disruptivas incluem cortar drasticamente o Estado, bombardear guerrilheiros e outros narcotraficantes com apoio de Donald Trump, e revisar a permanência da Colômbia em organismos de cooperação como as Nações Unidas.

De la Espriella venceu por menos de um ponto percentual o senador Iván Cepeda, aliado do primeiro presidente de esquerda do país, Gustavo Petro.

Sua vitória encerra o parêntese aberto pela esquerda há quatro anos em um país que, durante dois séculos, foi governado por elites de direita.

Também fortalece "o bloco que está sendo gerado na América Latina", disse à AFP Juan David Cárdenas, especialista da Universidade de La Sabana. É "uma volta do pêndulo à direita na região, que claramente também é consequência do papel muito forte que Trump teve nos processos políticos locais", acrescentou.

- Plano Colômbia II -

A Colômbia, maior produtora mundial de cocaína, volta a ser governada por um aliado dos Estados Unidos em um momento em que Trump intensifica a perseguição às máfias na região.

Com Petro, as relações com Washington ficaram tensas, e a Colômbia foi excluída da aliança anticrime "Escudo das Américas", integrada por países americanos e liderada por Trump.

De la Espriella, cidadão colombiano e americano que se identifica como "republicano", busca incorporar o país a essa aliança e prometeu combater duramente o narcotráfico com bombardeios, erradicação de cultivos ilícitos com herbicidas e presença de bases militares americanas em território colombiano.

Ele batizou sua iniciativa de "Plano Colômbia II", em referência à cooperação milionária de Washington com Bogotá no início do século, que encurralou as guerrilhas.

"Não haverá zonas proibidas para o Estado, não haverá criminosos impunes e intocáveis. Não haverá organizações acima da Constituição e da lei", advertiu no domingo, em seu primeiro discurso como presidente eleito.

- Megapresídios e armas -

Inspirado nos presidentes de El Salvador, Nayib Bukele, e do Equador, Daniel Noboa, De la Espriella quer construir dez megapresídios para prender criminosos "a dez andares abaixo da terra", onde serão alimentados com "pão e água", prometeu.

Esse tipo de prisão de segurança máxima gerou alertas de organizações sobre possíveis violações de direitos humanos.

Os adversários de De la Espriella veem traços autoritários em seu discurso, e especialistas alertam para uma possível escalada da violência decorrente dessa estratégia.

O presidente eleito também propõe flexibilizar o porte de armas para civis.

"As pessoas que demonstrarem aptidão física e psicológica para portar uma arma, na era de El Tigre, terão uma arma", afirmou durante a campanha.

- Dolarização, fracking, menos Estado -

De la Espriella recebe um país com déficit fiscal próximo a 7% do PIB, o segundo maior da região depois do Brasil, após um período de elevado gasto público para financiar programas sociais durante o governo Petro.

Na campanha, afirmou que o "ideal" seria dolarizar a economia colombiana como parte do plano econômico de seu "país milagre".

Também propõe impulsionar o fracking para aumentar a produção energética, reduzir o tamanho do Estado em 40%, inspirado por Javier Milei na Argentina, e baixar impostos para as empresas.

- Adeus às Nações Unidas? -

Em matéria de cooperação, De la Espriella afirma que está disposto a revisar a permanência da Colômbia em entidades como as Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Atualmente na presidência pro tempore do Conselho de Segurança da ONU, a Colômbia teve papel em debates sobre paz e segurança na região.

De la Espriella considera que essas organizações são um "diretório político da esquerda" e que "não serviram para nada".

O jurista também sugeriu a possibilidade de retirar a Colômbia da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que considera uma "farsa".

Ele também quer fechar parte das embaixadas da Colômbia no exterior e transformar as que permanecerem abertas em centros de negócios.

(K.Lüdke--BBZ)