Berliner Boersenzeitung - Ao menos 17 países enviam equipes de resgate à Venezuela após terremotos

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Ao menos 17 países enviam equipes de resgate à Venezuela após terremotos
Ao menos 17 países enviam equipes de resgate à Venezuela após terremotos / foto: Federico PARRA - AFP

Ao menos 17 países enviam equipes de resgate à Venezuela após terremotos

Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países estão se mobilizando para ajudar a buscar sobreviventes dos devastadores terremotos da Venezuela, anunciou a ONU nesta sexta-feira (26).

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Levar estas equipes de busca e resgate ao local é a "prioridade absoluta", declarou a agência humanitária da ONU, Ocha.

"Os terremotos são um das coisas mais devastadoras que podem acontecer a qualquer país", afirmou o porta-voz da agência Jens Laerke aos jornalistas em Genebra.

"É algo realmente assustador. Mas o que estamos vivendo agora também é uma mobilização internacional em sua melhor versão. Todo o sistema humanitário está se movendo muito rápido e em grande escala", acrescentou.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira (24) deixaram pelo menos 589 mortos e um cenário de desolação, com dezenas de edifícios desabados, especialmente na região de La Guaira, uma população litorânea próxima a Caracas.

Até o momento, 25 equipes foram mobilizadas; 17 de busca e resgate urbano e o restante de equipes de resposta médica de emergência, com um total de mil profissionais de resgate.

Segundo o porta-voz, equipes de Chile, Colômbia, El Salvador, Itália, México, Suíça e Estados Unidos já estão na Venezuela.

Também estão sendo mobilizadas equipes do Reino Unido, República Tcheca, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos, Catar e Espanha.

A ONU e outras agências humanitárias insistiram, nesta sexta-feira, que a comunidade internacional "não deve permitir que esta emergência se torne uma tragédia humana ainda maior" na Venezuela.

O Comitê Permanente Interinstitucional, um fórum composto pelos responsáveis de organizações humanitárias das Nações Unidas e de fora da ONU, pediu um "acesso humanitário rápido e sem obstáculos" às pessoas afetadas.

A Organização Mundial da Saúde destacou que, entre as necessidades imediatas, estão o gerenciamento de vítimas em massa e o atendimento traumatológico, especialmente em áreas com edifícios desabados.

"A prioridade absoluta é resgatar o maior número possível de pessoas, ao mesmo tempo em que se presta urgentemente assistência sanitária vital aos feridos", afirmou Ciro Ugarte, diretor de emergências da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o escritório regional para as Américas da agência sanitária da ONU.

"As primeiras 72 horas são cruciais para salvar vidas", destacou em Washington.

"Os hospitais estão atendendo lesões como fraturas e traumatismos cranianos, mas também estamos observando queimaduras e outras lesões derivadas do desabamento de prédios", acrescentou.

Ugarte destacou que os terremotos afetaram um sistema sanitário frágil, mas que mais de 15 ministérios da Saúde da região tinham se comprometido a prestar apoio e estavam preparados para enviar equipes.

A Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a maior rede humanitária do mundo, indicou que as primeiras 17 toneladas de ajuda humanitária estão saindo do centro logístico da FICV no Panamá.

O envio inclui utensílios de cozinha, kits de higiene, mosquiteiros, barracas e cobertores.

A FICV destinou dois milhões de francos suíços (cerca de 13 milhões de reais) de seu Fundo de Emergência para a Resposta a Desastres e lançou um apelo para arrecadar 50 milhões de francos suíços (mais de 310,1 milhões de reais) a fim de ajudar a Cruz Vermelha venezuelana a atender 300 mil pessoas.

(H.Schneide--BBZ)