ONU alerta que mais de 2.000 pessoas já fugiram do Iêmen para Djibuti
Mais de 2.000 pessoas fugiram do Iêmen para o Djibuti desde quinta-feira devido aos combates entre as forças governamentais e os rebeldes houthis, alertou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) neste domingo (13).
Os houthis, que até então controlavam grande parte do norte do país, incluindo a capital Saná e a cidade portuária de Hodeida (oeste), avançaram ao longo da costa em poucos dias e, na quinta-feira, tomaram a cidade portuária de Moca.
Posteriormente, assumiram o controle do litoral e das ilhas do Mar Vermelho, consolidando seu domínio no dia seguinte sobre o estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa o tráfego marítimo de e para o Canal de Suez.
Os combates das últimas semanas deixaram centenas de mortos e dezenas de milhares de deslocados. A OIM teme que o número de deslocados aumente nos próximos dias.
"Mais de 2.000 pessoas que fugiam das hostilidades no Iêmen chegaram às costas do Djibuti", escreveu a agência da ONU no X, e esclareceu à AFP que as primeiras chegadas ocorreram na noite de quinta-feira.
A OIM presta assistência imediata em Obock, no norte do Djibuti, e ressaltou que "é necessário mais apoio".
Localizado em frente ao Iêmen, o Djibuti, no continente africano, faz fronteira com o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e é uma importante rota de trânsito para o comércio entre a Ásia e a Europa.
Essa passagem marítima tornou-se ainda mais importante, especialmente para as exportações de petróleo da Arábia Saudita, desde o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, do outro lado da Península Arábica.
(Y.Yildiz--BBZ)