Berliner Boersenzeitung - Fome global persiste, com a África na linha de frente

EUR -
AED 4.097993
AFN 71.414806
ALL 90.507114
AMD 401.568079
ANG 1.997149
AOA 1024.359063
ARS 1713.119834
AUD 1.587034
AWG 2.011337
AZN 1.898869
BAM 1.946918
BBD 2.24466
BDT 138.358818
BGN 1.950334
BHD 0.42078
BIF 3344.542467
BMD 1.11586
BND 1.423805
BOB 13.513353
BRL 6.070386
BSD 1.114516
BTN 105.764511
BWP 15.397757
BYN 3.282924
BYR 21870.84696
BZD 2.241375
CAD 1.558689
CDF 2583.214497
CHF 0.920322
CLF 0.028151
CLP 1107.958911
CNY 7.432847
CNH 7.423495
COP 3530.892354
CRC 506.788074
CUC 1.11586
CUP 26.746982
CVE 109.764264
CZK 24.358056
DJF 198.454666
DKK 7.473849
DOP 67.551834
DZD 150.860785
EGP 62.478574
ERN 16.737893
ETB 179.922707
FJD 2.503656
FKP 0.833241
GBP 0.833486
GEL 2.90048
GGP 0.833241
GHS 12.983769
GIP 0.833241
GMD 82.573826
GNF 9864.001222
GTQ 8.520132
GYD 233.604316
HKD 8.752958
HNL 29.955346
HRK 7.553264
HTG 146.013896
HUF 365.775453
IDR 20227.353238
ILS 3.508887
IMP 0.833241
INR 105.909015
IQD 1689.492671
IRR 2084888.700277
ISK 135.944976
JEP 0.833241
JMD 177.102075
JOD 0.791141
JPY 176.040197
KES 144.8293
KGS 97.580465
KHR 4547.255786
KMF 492.094235
KPW 1004.273542
KRW 1487.909187
KWD 0.347222
KYD 0.928763
KZT 505.324749
LAK 25092.529902
LBP 99800.418538
LKR 370.698902
LRD 189.455718
LSL 18.572972
LTL 3.294844
LVL 0.674972
LYD 7.164317
MAD 10.95821
MDL 19.948994
MGA 5041.003349
MKD 61.295375
MMK 2342.891451
MNT 4016.552883
MOP 9.005717
MRU 45.191838
MUR 52.758214
MVR 17.240275
MWK 1932.08598
MXN 20.965918
MYR 4.52838
MZN 71.314614
NAD 18.572972
NGN 1502.471638
NIO 41.012902
NOK 10.283968
NPR 169.223018
NZD 1.983519
OMR 0.427042
PAB 1.114615
PEN 3.857403
PGK 5.071863
PHP 71.152221
PKR 308.316983
PLN 4.412694
PYG 6529.214251
QAR 4.062666
RON 5.336263
RSD 116.986318
RUB 90.012959
RWF 1645.194754
SAR 4.189383
SBD 8.991826
SCR 16.350112
SDG 671.174916
SEK 10.955967
SGD 1.426358
SHP 0.835037
SLE 25.553385
SLL 23399.021505
SOS 636.894538
SRD 41.978075
STD 23096.039541
STN 24.388741
SVC 9.751514
SYP 14508.405371
SZL 18.567297
THB 37.630146
TJS 10.258701
TMT 3.905508
TND 3.332796
TOP 2.686722
TRY 55.760896
TTD 7.556528
TWD 36.4009
TZS 2953.32716
UAH 50.548402
UGX 4736.392957
USD 1.11586
UYU 44.8056
UZS 13367.020729
VES 990.302803
VND 28793.081608
VUV 132.370363
WST 3.097869
XAF 655.957
XAG 0.022392
XAU 0.000285962018
XCD 3.015666
XCG 2.008537
XDR 0.788971
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.560612
ZAR 18.635451
ZMK 10044.078907
ZMW 22.473478
ZWL 359.306316
SSP 6410.855901
MXV 2.362974
Fome global persiste, com a África na linha de frente
Fome global persiste, com a África na linha de frente / foto: STR - AFP/Arquivos

Fome global persiste, com a África na linha de frente

Cerca de 645 milhões de pessoas sofreram de fome em 2025, o que representa 7,8% da população mundial, uma ligeira melhora que pode ser afetada este ano pelas consequências da guerra no Oriente Médio e pelas mudanças climáticas, alertou a FAO nesta terça-feira (21).

Tamanho do texto:

A situação é especialmente crítica na África, onde 20% da população sofre de subnutrição, ou seja, carência crônica de calorias, segundo este relatório anual.

Após a crise econômica pós-covid, que mergulhou milhões de pessoas na fome (688 milhões afetadas em 2022), a situação melhorou, mas ainda não retornou aos níveis pré-pandemia, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Em 2015, quando cerca de 600 milhões de pessoas sofriam de fome, a comunidade internacional estabeleceu, entre seus "Objetivos de Desenvolvimento Sustentável" para 2030, a meta de "eliminar a fome e garantir que todos tenham acesso a uma alimentação segura, nutritiva e suficiente".

Agora, a ONU prevê que entre 510 e 520 milhões de pessoas estarão desnutridas em 2030, mais da metade delas na África.

"O epicentro da fome deslocou-se da Ásia para a África", explicou David Laborde, diretor da Divisão de Economia Agroalimentar da FAO, à AFP. "Há 25 anos, a China ainda tinha um problema de fome e o resolveu. A Índia também tem, mas faz grandes esforços para combatê-lo ativamente".

- Melhorias na América Latina -

Os impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas são sentidos com particular intensidade na África.

"Conflitos como os do Sudão, da região do Sahel e da República Democrática do Congo também afetam gravemente as pessoas que não têm acesso às suas terras ou perderam sua renda", acrescenta Laborde.

Em relação à América Latina e ao Caribe, o relatório destaca que a região, assim como a Ásia, registrou melhorias constantes nos últimos anos.

Em 2025, 22,9% da população da América Latina e do Caribe sofria de insegurança alimentar moderada ou grave, uma taxa bem abaixo da registrada na África (56,6%) e também abaixo da média global (25,8%).

Insegurança alimentar significa que, embora as calorias possam ser suficientes, as refeições são irregulares e sua composição limitada.

Em relação ao conteúdo das refeições, 2,69 bilhões de pessoas em todo o mundo — quase uma em cada três — não têm condições de arcar com uma alimentação saudável, já que os custos aumentaram 25% em cinco anos.

O atraso no crescimento afeta aproximadamente 25% das crianças menores de cinco anos (150 milhões em 2024, em comparação com 180 milhões em 2012).

Enquanto isso, a obesidade em adultos continua aumentando: 16,2% em 2024 (e uma projeção de 18,6% para 2030).

Eventos recentes, como a guerra no Oriente Médio, "ameaçam comprometer o progresso" na África e na Ásia, alerta o relatório.

Segundo Laborde, os efeitos do aumento do custo dos fertilizantes e da energia relacionados à guerra "têm sido limitados até agora", mas "ainda não superamos a crise".

Em meados de junho, a FAO e o Programa Mundial de Alimentos da ONU lançaram um apelo por ajuda preventiva para proteger quase nove milhões de pessoas do fenômeno climático El Niño.

"É responsabilidade das instituições financeiras internacionais, dos bancos de desenvolvimento e dos países doadores entenderem que alguns países são extremamente vulneráveis e que, particularmente neste ano, enfrentam uma crise pela qual não têm responsabilidade", enfatiza Laborde.

"A guerra no Golfo não é culpa do Malawi. Se este país precisa recorrer a empréstimos para pagar seus fertilizantes, é justo que a comunidade internacional tente absorver o impacto", afirma.

(G.Gruner--BBZ)