Berliner Boersenzeitung - Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros

EUR -
AED 4.098593
AFN 71.425776
ALL 90.641933
AMD 401.92437
ANG 1.997438
AOA 1024.507986
ARS 1713.276213
AUD 1.587859
AWG 2.011628
AZN 1.901667
BAM 1.949792
BBD 2.248044
BDT 138.563061
BGN 1.950617
BHD 0.421417
BIF 3349.5993
BMD 1.116021
BND 1.425951
BOB 13.533664
BRL 6.070937
BSD 1.116196
BTN 105.924423
BWP 15.421038
BYN 3.287873
BYR 21874.017971
BZD 2.244764
CAD 1.559696
CDF 2583.589771
CHF 0.919829
CLF 0.028064
CLP 1108.120336
CNY 7.433934
CNH 7.424962
COP 3592.930214
CRC 507.552053
CUC 1.116021
CUP 26.786466
CVE 109.925805
CZK 24.347166
DJF 198.339749
DKK 7.474892
DOP 67.65397
DZD 151.559089
EGP 62.483993
ERN 16.74032
ETB 180.194744
FJD 2.504022
FKP 0.83439
GBP 0.833349
GEL 2.905964
GGP 0.83439
GHS 13.003284
GIP 0.83439
GMD 82.585975
GNF 9878.562262
GTQ 8.532709
GYD 233.955428
HKD 8.756583
HNL 29.999566
HRK 7.55436
HTG 146.234664
HUF 365.988466
IDR 20237.651703
ILS 3.509396
IMP 0.83439
INR 105.929959
IQD 1691.986666
IRR 2085190.984464
ISK 135.965309
JEP 0.83439
JMD 177.362717
JOD 0.791303
JPY 175.935226
KES 144.938119
KGS 97.594619
KHR 4554.029374
KMF 492.165795
KPW 1004.419149
KRW 1488.125583
KWD 0.347273
KYD 0.93013
KZT 506.070699
LAK 25130.46894
LBP 99950.420445
LKR 371.24612
LRD 189.732847
LSL 18.600389
LTL 3.295321
LVL 0.675071
LYD 7.174861
MAD 10.974337
MDL 19.979156
MGA 5048.625172
MKD 61.390843
MMK 2343.543963
MNT 4015.314413
MOP 9.01889
MRU 45.260167
MUR 52.765911
MVR 17.242952
MWK 1934.989941
MXN 20.966362
MYR 4.529042
MZN 71.325344
NAD 18.600389
NGN 1502.689654
NIO 41.073445
NOK 10.276887
NPR 169.478878
NZD 1.981924
OMR 0.428888
PAB 1.1163
PEN 3.863097
PGK 5.079327
PHP 71.162546
PKR 308.772114
PLN 4.405216
PYG 6538.852546
QAR 4.068664
RON 5.337042
RSD 117.488072
RUB 90.019153
RWF 1647.601281
SAR 4.18999
SBD 8.99313
SCR 15.350293
SDG 671.290929
SEK 10.966253
SGD 1.426614
SHP 0.835158
SLE 25.56098
SLL 23402.414084
SOS 637.843256
SRD 41.984169
STD 23099.388191
STN 24.425506
SVC 9.765909
SYP 14510.508917
SZL 18.595371
THB 37.677292
TJS 10.273707
TMT 3.906075
TND 3.337716
TOP 2.687111
TRY 55.728194
TTD 7.567683
TWD 36.406294
TZS 2947.633334
UAH 50.62483
UGX 4743.533032
USD 1.116021
UYU 44.873345
UZS 13387.231203
VES 990.446387
VND 28797.256261
VUV 133.049232
WST 3.095733
XAF 655.957
XAG 0.022721
XAU 0.000287966488
XCD 3.016104
XCG 2.011502
XDR 0.789085
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.608242
ZAR 18.668185
ZMK 10045.535151
ZMW 22.507256
ZWL 359.358411
SSP 6411.76467
MXV 2.363023
Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros
Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros / foto: Martin Lelievre - AFP/Arquivos

Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros

Os grandes protagonistas da inteligência artificial (IA) estão contraindo empréstimos na casa das centenas de bilhões de dólares, uma onda que contribui para a alta das taxas de juros e para o nervosismo dos investidores.

Tamanho do texto:

Quase nada em 2024 e cerca de 500 bilhões (2,49 trilhão de reais) em nove meses desde janeiro: o setor de tecnologia está emitindo dívida a todo vapor para financiar os chips, os servidores e os data centers que formam o ecossistema da IA.

Os enormes fluxos de caixa gerados pelos gigantes de tecnologia, de Google a Meta, passando por Amazon e Microsoft, não são mais suficientes.

O Goldman Sachs prevê um novo aumento na emissão de dívida do setor em 2027, chegando a 1,2 trilhão de dólares (5,98 quatrilhão de reais).

"Em termos de crescimento, é algo que nunca vimos", afirma Chris Della Fave, da consultoria de captação de recursos Post Oak, que estima em 25% a participação da IA no total de emissões de títulos privados, ante 4% há dois anos.

Neste ano, o ecossistema da IA terá tomado mais empréstimos do que as operadoras de cabo dos Estados Unidos para acompanhar o boom da internet ou do que as companhias ferroviárias durante a explosão do setor ferroviário no país, em valores ajustados pela inflação.

Até agora, o mercado de títulos absorve esse fluxo sem sobressaltos, mas os emissores tiveram de pagar o preço. Mesmo grandes nomes como a Meta precisaram oferecer mais de 7% ao ano de juros, enquanto alguns especialistas em data centers (nuvem) foram além de 9%.

"Estão sendo emitidos mais títulos. Os investidores têm que absorver mais, o que significa que quem se endivida precisa oferecer retornos mais altos", explica Chris Della Fave. E todo o mercado é afetado.

Nesse cenário, "alguém que teria comprado um título do Tesouro pode decidir comprar (dívida da) Microsoft", analisa Mark Malek, responsável por investimentos na Siebert Financial. "Isso coloca as taxas (de endividamento do governo dos Estados Unidos) sob pressão", enfatiza.

Esse fator se soma a outro acelerador das taxas soberanas americanas: a inflação, alimentada pela guerra contra o Irã e pelo nível elevado dos preços da energia.

A taxa dos títulos do Tesouro americano de 10 anos, referência em Wall Street, está atualmente em torno de 5,30%, seu nível mais alto desde 2002.

- "Risco de correção" -

O fenômeno de arbitragem entre os dois tipos de dívida, pública e privada, é reforçado pelo fato de que os fundos especulativos acumularam até recentemente títulos do Tesouro como nunca antes (7% do total em circulação no fim de 2025).

Essas empresas conseguem redirecionar seus investimentos muito mais rápido do que as seguradoras ou os fundos de pensão.

"Mesmo que a guerra terminasse e os preços do petróleo se moderassem, não acho que os rendimentos cairiam de forma espetacular, devido à influência da dívida da IA", estima Della Fave.

Alguns se perguntam sobre os riscos inerentes aos títulos de dívida da IA. Uma desaceleração, ainda que moderada, do ritmo frenético de desenvolvimento das infraestruturas, atrasos em determinadas obras ou um crescimento insuficiente das receitas poderiam desencadear um "ajuste maciço" de avaliação nos mercados financeiros, tanto de dívida quanto de ações, alerta Mark Malek.

No fim de setembro, o Banco da Inglaterra apontou um "risco de correção mais acentuado" do que em julho, mês em que o índice Nasdaq, referência do setor tecnológico, recuou cerca de 7%.

Nesse contexto, a especialista em computação em nuvem Oracle é vista como um indicador antecedente.

Dívida massiva (125 bilhões de dólares, 623 bilhões de reais), caixa que se corrói a cada trimestre e um possível atraso no calendário de um enorme projeto de centro de dados no Novo México: vários indicadores estão no vermelho para o grupo de Larry Ellison.

"Se a Oracle tiver um problema, se não conseguir pagar" um vencimento de dívida, alerta Mark Malek, "isso poderá provocar um efeito de contágio" para o conjunto da dívida da IA.

(G.Gruner--BBZ)