Berliner Boersenzeitung - Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola

EUR -
AED 4.116872
AFN 71.743876
ALL 91.296733
AMD 405.080588
ANG 2.006351
AOA 1029.078876
ARS 1721.230591
AUD 1.59987
AWG 2.020604
AZN 1.904801
BAM 1.963922
BBD 2.264243
BDT 139.567165
BGN 1.95932
BHD 0.424451
BIF 3373.721568
BMD 1.121001
BND 1.436227
BOB 13.631554
BRL 6.09656
BSD 1.124239
BTN 106.687242
BWP 15.532093
BYN 3.311639
BYR 21971.615256
BZD 2.26093
CAD 1.566481
CDF 2595.117158
CHF 0.919111
CLF 0.028097
CLP 1105.968173
CNY 7.467096
CNH 7.449947
COP 3574.232512
CRC 511.209492
CUC 1.121001
CUP 26.980817
CVE 110.72437
CZK 24.344942
DJF 200.186062
DKK 7.474239
DOP 68.141183
DZD 152.180893
EGP 62.1308
ERN 16.815012
ETB 181.492423
FJD 2.528859
FKP 0.837124
GBP 0.835762
GEL 2.918015
GGP 0.837124
GHS 13.097338
GIP 0.837124
GMD 82.953648
GNF 9950.058639
GTQ 8.594657
GYD 235.647649
HKD 8.79531
HNL 30.216688
HRK 7.588065
HTG 147.289758
HUF 364.706956
IDR 20358.495136
ILS 3.515851
IMP 0.837124
INR 106.308537
IQD 1704.270633
IRR 2094494.669189
ISK 136.201775
JEP 0.837124
JMD 178.647183
JOD 0.794779
JPY 177.029003
KES 145.730303
KGS 98.031289
KHR 4586.989462
KMF 494.361685
KPW 1008.900657
KRW 1504.881849
KWD 0.349046
KYD 0.936887
KZT 509.744816
LAK 25311.900445
LBP 100673.37102
LKR 373.939723
LRD 191.108604
LSL 18.735429
LTL 3.310024
LVL 0.678082
LYD 7.226821
MAD 11.054061
MDL 20.123488
MGA 5084.98304
MKD 61.560534
MMK 2353.758472
MNT 4034.847265
MOP 9.084489
MRU 45.58611
MUR 53.020398
MVR 17.319222
MWK 1948.942256
MXN 21.018109
MYR 4.563623
MZN 71.643344
NAD 18.735345
NGN 1507.319882
NIO 41.370715
NOK 10.386229
NPR 170.699386
NZD 1.993586
OMR 0.431021
PAB 1.124365
PEN 3.891091
PGK 5.116111
PHP 71.143204
PKR 311.006861
PLN 4.420123
PYG 6586.177678
QAR 4.098203
RON 5.340786
RSD 117.557126
RUB 90.827453
RWF 1659.548079
SAR 4.220052
SBD 9.033255
SCR 15.397766
SDG 674.272582
SEK 10.939824
SGD 1.433911
SHP 0.838884
SLE 25.670463
SLL 23506.830752
SOS 642.451056
SRD 42.171487
STD 23202.452821
STN 24.601517
SVC 9.836811
SYP 14575.251767
SZL 18.729286
THB 37.833642
TJS 10.348433
TMT 3.923503
TND 3.361948
TOP 2.699101
TRY 56.004862
TTD 7.62259
TWD 36.517706
TZS 2964.545976
UAH 50.989406
UGX 4777.822102
USD 1.121001
UYU 45.197514
UZS 13483.760645
VES 994.865544
VND 28881.464054
VUV 133.304015
WST 3.112142
XAF 655.957
XAG 0.022346
XAU 0.000287368676
XCD 3.029561
XCG 2.026106
XDR 0.792606
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.779355
ZAR 18.65361
ZMK 10090.350143
ZMW 22.669545
ZWL 360.961793
SSP 6440.393442
MXV 2.36704
Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola
Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola / foto: Aris MESSINIS - AFP

Jovens e crianças de kibutz de Israel devastado por ataque voltam à escola

Os jovens do kibutz Beeri, devastado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro, retornaram à escola. Mas não há nada de normal neste novo ano letivo para esses garotos traumatizados, que enterraram seus entes queridos.

Tamanho do texto:

"Havia 17 alunos na minha turma. Restam apenas 15, porque dois morreram", disse Lotan Ron, de 15 anos, à AFP.

No nível superior, há apenas dez estudantes, porque três foram feitos reféns, e dois morreram.

O kibutz de Beeri, a menos de cinco quilômetros a leste da fronteira com a Faixa de Gaza, foi devastado por comandos do grupo islamista palestino. Dos 1.200 habitantes, pelo menos 85 pessoas morreram ali, e outras 30 foram feitas reféns.

Os sobreviventes foram evacuados, assim como todos os residentes das áreas atacadas. Há mais de um mês, os moradores de Beeri vivem em hotéis próximos ao Mar Morto, a mais de 100 quilômetros de casa.

No dia 8 de novembro, os alunos do ensino médio começaram a retornar às aulas, em edifícios pré-fabricados transformados em salas de aula, perto de seu alojamento temporário.

"Não é uma escola normal. Até os professores estão profundamente traumatizados", diz Ron, de bermuda e chinelo.

"Os professores, os psicólogos, ninguém tinha vivido algo assim antes, e ninguém sabe realmente o que fazer com a gente", afirma.

- Terapia -

As aulas não duram mais de três horas por dia. Estudam matemática, literatura, mas, acima de tudo, passam muito tempo conversando.

"Estamos tentando aprender, mas ninguém consegue se concentrar", continua o menino.

Para esse adolescente, que se sente "vazio", a "verdadeira terapia" é encontrar seus amigos. Cinco deles morreram.

"Durante o funeral de um amigo, me perguntei por que não estava vendo outro amigo meu, e então percebi que ele também estava morto", recorda.

Segundo as autoridades, mais de 1.200 pessoas, a maioria civis, morreram em solo israelense no ataque do grupo islamista palestino, sem precedentes em sua escala e violência. Cerca de 240 pessoas continuam mantidas como reféns em Gaza.

Em represália, Israel bombardeia sem cessar o pequeno enclave, onde mais de 11.200 pessoas morreram, incluindo 4.600 crianças, segundo o movimento islamista.

Nadav Kipins, de 27 anos, ofereceu-se para ajudar a supervisionar as crianças dessa escola. Seus pais foram assassinados, e sete membros de sua família são reféns.

"Alguns perderam tudo e se perguntam por que deveriam ir à escola. Nada mais importa para eles. É difícil dar sentido", diz ele.

Para Miri Gad Messika, uma consultora de marketing de 45 anos, mãe de filhos de 9, 14 e 15 anos, o novo ano letivo tem o mérito de recriar "uma certa forma de rotina".

"Antes, ficavam na cama, ou no quarto, entediados e esperando", lembra.

No dia 7 de outubro, a família escapou, saltando do segundo andar de seu prédio incendiado pelo Hamas.

A escola primária também reabriu, em uma localidade, um pouco mais distante.

Tom Gaz, de 10 anos, diz que não gosta de ir à escola, mas sente que isso lhe faz bem.

"Se ficarmos em nosso hotel e não fizermos nada, nunca vamos superar isso", diz, contado que ficou trancada por 20 horas no quarto blindado de sua casa e ainda tem "medo".

"Estou tentando me preparar para outro ataque. Se os terroristas vierem, terei que pular pela janela?", questiona.

Na escola, ela gosta especialmente do recreio. "Tentamos brincar, não falar sobre o que passamos, porque para algumas crianças que perderam a família é muito difícil".

(Y.Berger--BBZ)