Berliner Boersenzeitung - Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo

EUR -
AED 4.224055
AFN 73.034746
ALL 93.912556
AMD 423.509494
ANG 2.059295
AOA 1055.298283
ARS 1652.513696
AUD 1.637006
AWG 2.070333
AZN 1.954332
BAM 1.938266
BBD 2.317733
BDT 141.263308
BGN 1.944825
BHD 0.433739
BIF 3440.203335
BMD 1.150185
BND 1.474263
BOB 7.980803
BRL 5.855363
BSD 1.15079
BTN 108.762098
BWP 15.419509
BYN 3.185978
BYR 22543.626
BZD 2.314463
CAD 1.623049
CDF 2668.429339
CHF 0.921954
CLF 0.025886
CLP 1018.787718
CNY 7.772318
CNH 7.779921
COP 3950.885475
CRC 524.15827
CUC 1.150185
CUP 30.479903
CVE 109.670229
CZK 23.926206
DJF 204.410724
DKK 7.402752
DOP 67.400776
DZD 152.835402
EGP 57.40366
ERN 17.252775
ETB 182.160574
FJD 2.569169
FKP 0.858573
GBP 0.866384
GEL 3.042238
GGP 0.858573
GHS 12.994445
GIP 0.858573
GMD 83.963142
GNF 10095.747706
GTQ 8.771724
GYD 240.722336
HKD 9.014132
HNL 30.706716
HRK 7.532445
HTG 150.290417
HUF 345.802709
IDR 20414.173491
ILS 3.38297
IMP 0.858573
INR 108.47337
IQD 1506.74235
IRR 1581504.374934
ISK 143.002537
JEP 0.858573
JMD 182.003529
JOD 0.815503
JPY 184.332097
KES 148.972166
KGS 100.583404
KHR 4615.109336
KMF 488.828408
KPW 1035.166903
KRW 1738.924442
KWD 0.35437
KYD 0.959024
KZT 561.198313
LAK 25338.575324
LBP 102999.066812
LKR 385.525743
LRD 209.506002
LSL 18.627083
LTL 3.396197
LVL 0.695736
LYD 7.332452
MAD 10.63348
MDL 20.081337
MGA 4830.776941
MKD 61.059454
MMK 2415.32615
MNT 4116.951662
MOP 9.284806
MRU 46.099467
MUR 54.208496
MVR 17.782141
MWK 1996.721456
MXN 19.882477
MYR 4.675277
MZN 73.499243
NAD 18.635202
NGN 1563.239036
NIO 42.108388
NOK 11.060296
NPR 174.018253
NZD 1.990508
OMR 0.442244
PAB 1.15079
PEN 3.925018
PGK 5.046724
PHP 69.44013
PKR 320.0944
PLN 4.195495
PYG 7022.472113
QAR 4.187251
RON 5.183926
RSD 116.25041
RUB 83.930778
RWF 1711.47528
SAR 4.315372
SBD 9.272129
SCR 16.235003
SDG 690.685314
SEK 10.948358
SGD 1.474571
SHP 0.858729
SLE 28.467414
SLL 24118.808572
SOS 657.339385
SRD 42.938737
STD 23806.507286
STN 24.613959
SVC 10.069
SYP 127.132361
SZL 18.629409
THB 37.420695
TJS 10.667696
TMT 4.037149
TND 3.349052
TOP 2.76937
TRY 53.420578
TTD 7.817282
TWD 36.298116
TZS 3019.239041
UAH 51.538512
UGX 4257.48521
USD 1.150185
UYU 46.460109
UZS 13807.970761
VES 685.552123
VND 30279.77031
VUV 136.859249
WST 3.151221
XAF 650.07617
XAG 0.016846
XAU 0.000268
XCD 3.108433
XCG 2.07402
XDR 0.809382
XOF 649.854731
XPF 119.331742
YER 274.462925
ZAR 18.840732
ZMK 10353.037051
ZMW 20.339997
ZWL 370.359101
Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo
Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo / foto: Alfredo ESTRELLA - AFP

Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo

Fernando, Jairo e Emilio Rueda dividem o mesmo sobrenome e a paixão pelo futebol. Mas com o preço dos ingressos muito maiores em relação às duas Copas do Mundo realizadas anteriormente no México, avô, pai e neto consideram impossível irem juntos ao estádio para ver sua seleção.

Tamanho do texto:

Ter uma Copa do Mundo em casa é algo raro, embora a edição deste ano seja a terceira realizada no México, depois de 1970 e 1986.

Jairo tentou de tudo para comprar ingressos, cujos valores elevados geraram críticas de organizações de torcedores contra a Fifa.

Sem sorte no sorteio oficial para adquiri-los, ele ficou à mercê da lei da oferta e da demanda, que elevou os preços dos ingressos a centenas ou milhares de dólares.

"Os ingressos ficaram impagáveis", diz este especialista em finanças, de 51 anos. "Sendo o futebol um esporte tão popular, o acesso aos estádios para um Mundial se tornou algo classista, elitista", lamenta Jairo.

Ele fala por experiência própria e conta com uma grande testemunha: seu pai, Fernando Rueda, funcionário público aposentado de 86 anos.

Naquele verão de 1986, quando o México sediava a Copa do Mundo pela segunda vez em menos de 20 anos, Fernando recebeu um presente generoso.

Um colega de trabalho "não tão fã" de futebol deu a ele ingressos para três jogos: Argentina x Coreia do Sul, México x Iraque e Inglaterra x Paraguai.

"Meus dois filhos foram aos três", lembra Fernando. O gesto daquele colega é impensável em 2026, quando a revenda online facilita a busca por compradores dispostos a pagar milhões de pesos mexicanos.

- "Lembranças cristalinas" -

"Tenho lembranças cristalinas, eu já estava completamente viciado em futebol", relata Jairo, que então tinha 12 anos.

Daqueles dias, ele guarda com carinho na mente a coroação da Argentina de Diego Maradona, o pênalti desperdiçado pelo mexicano Hugo Sánchez contra Paraguai durante a fase de grupos e os temíveis 'hooligans' ingleses, que teve como vizinhos nas arquibancadas do Estádio Azteca.

"Havia filas nas bilheterias na entrada do estádio, porque era possível comprar ingressos no dia do jogo", conta ele.

Pai e filho também lembram da festa que tomou conta da capital mexicana durante as Copas do Mundo anteriores.

Em 1970, "o futebol já começava a ser um esporte mais de massa", observa Fernando.

Admirador devoto de Pelé, que comandou o Brasil rumo ao tri, o avô Rueda recorda como assistia aos jogos durante o horário de trabalho.

"De alguma forma, conseguimos que um colega que tinha televisão a levasse para o escritório e então víamos os jogos, sem muita empolgação porque era uma repartição pública", conta sorridente.

Jairo não esquece o fervor de 1986: torcedores de todo o planeta invadindo as ruas, casas enfeitadas para a Copa do Mundo e cânticos de apoio ao México.

- "Frustrado por não poder ir" -

Hoje, Emilio, de 13 anos, se prepara para sua primeira Copa do Mundo em casa, que reforça a paixão pelo futebol que o une ao pai e ao avô.

Será a primeira edição do torneio com 48 seleções e organizada em conjunto por três países, México, Estados Unidos e Canadá, algo que ele não considera uma "boa ideia".

"Talvez o jogo ou a equipe que você queria ver não esteja jogando no seu país", conta o garoto. É o caso da França, sua favorita, que jogará em cidades americanas.

Jogador de base desde os seis anos, Emilio admite que tem "inveja" do pai e do avô por terem assistido a jogos de Copa no estádio.

"Eu me sinto um pouco mal, frustrado por não poder ir ao Mundial", diz ele.

Reunidos em volta da mesa da família, os três exibem seus tesouros: álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, desde a edição do México de 1986 à do Catar de 2022, camisas e itens que colecionam de seus times e jogadores favoritos.

E embora estejam cautelosos quanto às chances do México, todos estão vestindo a camisa da seleção, enquanto a empolgação continua crescendo.

"Ainda tenho esperança de ter sorte e talvez encontrar um ingresso a um bom preço para ir com meu pai, meu filho e meu irmão", diz Jairo.

Ele confessa que chegou a considerar viajar para os Estados Unidos na esperança de que a maior oferta de lá facilitasse a compra de uma entrada.

(L.Kaufmann--BBZ)